Repensando a justiça social

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Como a compaixão bíblica pode promover a justiça social nos tempos de hoje? Para responder a esta pergunta, o CADI Brasil vai reunir líderes de igrejas locais e organizações sociais de 6 a 8 de abril deste ano em Curitiba (PR) para a VI Conferência CADI. A RENAS – que estará presente no evento e que realizará seu Encontro das Filiadas nos dias 04 a 06 de abril também em  Curitiba – conversou com o Mauricio Cunha, diretor do CADI Brasil e representante da RENAS no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Confira a entrevista a seguir.

RENAS – O tema da VI Conferência CADI é “Repensando a Justiça Social – um retorno à compaixão bíblica”. O que precisa ser repensado na prática das ONG´s cristãs e igrejas evangélicas hoje no Brasil?

MC – Queremos fortalecer o Chamado da Igreja de Cristo para o trabalho da transformação social, entendida aqui, como parte da Obra de “redenção de todas as coisas”, mas a partir de uma cosmovisão cristã, e não apenas de modelos ideológicos e humanistas, sejam de que natureza e orientação forem.

RENAS – Até que ponto a instabilidade política atual prejudica a prática da compaixão cristã?

MC – A Igreja, como todas as outras instituições e atores sociais, certamente é influenciada pelo contexto e sofre com a situação do país, mas o seu Chamado e o seu Compromisso ético transcendem estas questões. A Igreja tem uma missão peculiar, que cabe somente a ela.

RENAS – Em poucas palavras, o que seria uma “compaixão bíblica”? 

MC – A expressão íntima e prática do caráter do próprio Deus. Significa “sofrer junto, com paixão”. Mais do que um conceito abstrato, é um compromisso ético que emana da Pessoa de Deus e da Sua natureza.

Mauricio Cunha, diretor do CADI Brasil

RENAS – O que você espera que aconteça nos dias da Conferência CADI?

MC – O fortalecimento da ação da Igreja na transformação social do Brasil e sua capacitação para isso. E muita alegria, celebração e troca de experiências.

RENAS – Qual será a metodologia do evento? Como ele está programado?

MC – Teremos plenárias expositivas com pessoas de referência na área da Transformação, inclusive com preletor internacional, 13 oficinas sobre temas relacionados ao trabalho de ação social, debates, stands de divulgação de organizações e iniciativas sociais, música, lançamento de livro, e um belo espetáculo com as crianças atendidas por projetos do CADI e outros convidados. A programação completa está no site do CADI: www.cadi.org.br

RENAS – Como você acha que as parceiras das RENAS poderiam se beneficiar da conferência CADI?

MC – As organizações receberão capacitação sobre temas relacionados à área do desenvolvimento social, poderão trocar experiências, ampliar e fortalecer sua rede de contatos e influência, além de serem renovadas no fundamento norteador da sua prática e da sua própria existência.

RENAS – Em seu olhar, as igrejas evangélicas brasileiras estão cumprindo seu papel de ser “sal e luz” num país tão desigual como o nosso?

MC – Sim e não. Onde Deus se manifesta e a Palavra é pregada com seriedade, certamente há justiça e transformação. Mas, como cooperadores na Obra de “redenção de todas as cosias”, estamos muito aquém do que poderíamos. A Igreja tem uma responsabilidade muito maior de viver e expressar concretamente o amor de Deus em um contexto como o brasileiro. Não podemos mais nos omitir.

RENAS – Qual a sua oração pela igreja e pelo mundo?

MC – “Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade”.

AGENDA RENAS

  • Encontro das Filiadas da RENAS: 04 a 06 de abril em Curitiba (PR)
  • VI Conferência CADI: 06 a 08 de abril em Curitiba (PR)

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