Posição Política da RENAS

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“Exerçam a cidadania de modo digno do evangelho de Cristo” (Fp 1.27 – NVI)

Por muito tempo, os evangélicos brasileiros foram ensinados a não “envolverem-se com política”. No entanto, esta não foi a mesma postura dos primeiros cristãos. Eles não ignoraram esta dimensão da atuação na realidade social. Tanto é que não escolheram para designar sua reunião um termo caseiro, mas sim a palavra “igreja” =-ecclesia, que no mundo grego de então significava “assembleia de cidadãos livres”.

Contudo, era muito claro para a igreja primitiva que seus membros eram, de fato, “cidadãos do reino de Deus”, exercendo com responsabilidade os valores da honestidade, solidariedade e justiça aqui na terra. Foi por isso que, mesmo sendo sangrentamente perseguidos pelo Império Romano, ainda assim os cristãos eram vistos como exemplos de integridade e de um caráter pacífico. Eles sabiam que deveriam fazer diferença na sociedade. Portanto, é muito grande a responsabilidade dos cristãos de hoje em viverem a política de forma consciente, crítica e responsável.

A caminhada histórica da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) se pauta na fé em Jesus Cristo e na participação genuína em seu Reino, assumindo um papel de protagonista na articulação de organizações que, por meio da participação social legitimada pela democracia, levantam a bandeira da justiça (e não de um partido ou grupo político). Nosso norte é a prática da misericórdia e da justiça para transformação da sociedade, a democracia participativa e o caráter de inclusão social. Exercemos influência, não pela via político-partidária, mas pela participação engajada e relevante junto com nossas filiadas em intervenções locais e em espaços públicos democráticos.

Encorajamos, portanto, todos os cristãos para o engajamento na causa pública, e oramos pelos que se dispõem a fazer diferença no emaranhado partidário e no serviço público, tão permeado de corrupção e ineficácia. Entretanto os espaços da RENAS se destinam à partilha de experiências no campo da ação social e à construção de políticas públicas, não a apoiar candidatos de quaisquer partidos, por melhores que sejam suas plataformas.

Grupo Gestor / RENAS
07 de abril de 2016

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