Seguir a Jesus: ao cume ou ao deserto?

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“Seguir a Jesus é um projeto fascinante de vida”. Foi com esta frase que o pastor Carlinhos Queiroz começou a devocional desta manhã do segundo dia do 10 Encontro RENAS. Seguir a Jesus é também seguir ao Pai e seguir ao Espírito, e é justamente com Jesus, e em Jesus, que conseguimos segui-los.

Confira abaixo um resumo do que Carlos Queiroz disse.

Ao cume da vontade de Deus
O ponto de partida para seguir a Jesus é o cume da vontade de Deus Pai, e isso acontece por meio da oração.

Depois de Jesus, a oração recebeu uma nova perspectiva, porque ele a transformou em uma coisa mais simples de fazer e mais difícil de entender. Ele possibilitou que em qualquer espaço religioso se pudesse dizer a Deus o que ele tem que fazer, como um relação “office-boy diante do despachante”, mas Jesus elimina este tipo de relação porque Deus não é nosso despachante. Ao mesmo tempo, Jesus possibilita que o mais simples, em qualquer lugar, possa pedir.

Não apenas isso. Jesus também quer que a gente saiba o que Ele quer que a gente peça. Novamente, depois de Jesus, a oração tem a ver com relacionamento com Deus. “Entra no quarto e fecha a porta” não tem a ver com geografia da casa, mas da alma, como se ele dissesse: “entra dentro da alma e fecha a porta para você não sair. Você e não para Deus não sair”.

O desafio deixado é: Não use a frase mágica “em nome de Jesus” porque só é, de fato, “em nome de Jesus” quando Jesus está junto, quando ele está nisso que você está fazendo. Contudo, em muitas de nossas orações, Jesus mesmo diz que não está junto.

Ao deserto
Nossa espiritualidade tem uma geografia definida, quando Natanael escuta Felipe e responde “pode sair alguma coisa boa de Nazaré”, ele diz que a geografia não bate com a espiritualidade que ele tinha construído na cabeça dele.

Mas o Espírito levou Jesus ao deserto. Não é onde achamos que devemos construir nossa espiritualidade, mas a questão é seguir o Espírito. Se ao deserto, então ao deserto, porque é no deserto que não tem ninguém para aplaudir nossa fama e exaltar nosso poder.

Porém, “como lidamos com as tentações da fama, da acumulação de bens? Como lidamos com a imagem pública quando nos posicionamos a favor de meninos infratores, das crianças?”, pergunta Carlinhos. Vencer a tentação exige antes passar pelo deserto.

A espiritualidade de Jesus que passa pela mesa, passa também pelo Getsêmani. Getsêmani é o caminho, e se você é um seguidor e uma seguidora de Jesus você vai estar onde a morte mais acontece. Mas lembre-se: é o deserto que vai nos animar a transitar e vencer essas lutas, simplesmente porque o Espírito Santo está lá.

O desafio final nos confronta a pensar que se você faz filantropia, então não faz o que Jesus quer, porque a filantropia não promove o pobre, promove quem faz filantropia. Contudo, se você luta por justiça, você vai para o deserto, lugar onde falta vida, mas não aceita que a vida seja tirada precocemente como foi com João Batista, Jesus, Estevão e hoje também com nossas crianças.

Tábata Mori, missionária da Igreja Presbiteriana do Brasil e assessora de comunicação da Campanha “Bola na Rede”.

Uma resposta para Seguir a Jesus: ao cume ou ao deserto?

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