Evangélicos vão às ruas contra a exploração sexual de crianças

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Pela Equipe de Comunicação da RENAS

Milhares de evangélicos foram às ruas nas Marchas contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes articuladas em 12 cidades brasileiras. Em dez delas, a manifestação ocorreu exatamente no dia 18, dia nacional de combate ao problema. Em Natal (RN) aconteceu no dia 19, e em Curitiba (PR) no dia 21. Eles se reuniram em praças, percorreram ruas, visitaram a câmara municial, fizeram manifestações culturais, oraram, se uniram a outras organizações e prefeituras e divulgaram o Disque Denúncia 100 para casos de abuso e violência sexual de crianças. A mídia nacional repercutiu bem as manifestações. Pelo menos, nove matérias ou entrevistas foram veiculadas em canais de televisão.

Esta grande articulação faz parte da Campanha de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, liderada pela RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social), que chama a atenção para o risco de se intensificar o problema com a chegada da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014. “Estamos nesta mobilização há 9 meses. Estou grata a Deus e a todos que participaram. Valeu o esforço pelas crianças! Valeu o esforço pelo Reino de Deus! Nós vencemos!”, diz Débora Fahur, uma das coordenadoras da RENAS.

Somadas todas as manifestações (inclusive, as realizadas em conjunto com prefeituras e órgãos da sociedade civil com não-evangélicos), cerca de 97 mil pessoas participaram das marchas e passeatas.

Os articuladores da RENAS agora se preparam para a segunda ação de defesa das crianças: o 16º Mutirão de Oração Pelas Crianças e Adolescentes em Vulnerabilidade Social, de 3 a 5 de junho. A expectativa é reunir milhares de pessoas no Brasil para se unirem em oração, a partir de suas cidades, com outras pessoas do mundo todo.

Leia abaixo como a marcha aconteceu em algumas cidades:

São Paulo (SP)
Em São Paulo (SP), no vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo) cerca de mil pessoas, a maioria adolescentes e jovens, vestindo camisetas brancas apagaram velas, simbolizando as vidas ceifadas pela exploração sexual de crianças e adolescentes. Além disso, adolescentes protestaram com mordaças nas bocas, cartazes e faixas foram erguidos e levados para a Avenida Paulista a fim de pedestres e motoristas que passavam pelo local, vissem, soubessem e se envolvessem com a causa. Foram distribuídas ainda centenas de cartilhas informativas acerca de como identificar e perceber um caso, seja na família ou na escola. O lema foi “Quebre o Silêncio”.

Gabriela Violim, assessora técnica da ONG Visão Mundial disse que a experiência foi extremamente válida: "Percebemos que, mesmo por alguns minutos, muitos transeuntes e motoristas colocaram suas preocupações de lado e agiram em favor da causa, seja buzinando, seja atentando ao material distribuído e conversando com os manifestantes. Essa ação também ofereceu a nossa equipe novas ideias de como trabalhar o tema junto às famílias. Isso mostra que o ato não teve um fim em si mesmo: ele terá continuidade nas comunidades onde atuamos." O presidente da ONG Makanudos de Javeh, organizadora da marcha em São Paulo desde 2009, Thiago Torres, destacou a união dos cristãos: “Estou muito feliz com a proporção que os eventos tomaram na maioria das nossas cidades. É a realização de um sonho ver o Corpo de Cristo em diversas partes do Brasil se unindo para verdadeiramente lutar pelos oprimidos e libertação dos que estão cativos”.

Manaus (AM)
Em Manaus (AM), a RENAS Amazonas se uniu ao governo e ONG´s da cidade em um grande ato público no centro da cidade que reuniu cerca de 63 mil pessoas, principalmente estudantes de escolas do região. “Marchamos, distribuímos folders, tivemos a companhia de arte cristã animando e a participação de um grupo de dança no final da marcha. O evento extrapolou o número esperado. Foi uma verdadeira loucura!”, contam Magaly Araújo e Wilma Ribeiro, articuladoras da manifestação entre os evangélicos. Elas acham, no entanto, que para 2012 a marcha precisa incluir moradores de outros bairros mais populosos.

Londrina (PR)

Em Londrina (PR), de 800 a 1000 pessoas, boa parte crianças e adolescentes, seguiram em passeata até a Câmara Municipal, onde os manifestantes acenderam lanternas simbolizando as vítimas de exploração sexual. A ênfase da manifestação foi dada à responsabilidade de denunciar casos de exploração e abuso. “Queremos chamar a atenção da sociedade para este problema, para animar aqueles que são vítimas de abuso a denunciarem, e animar as pessoas que desconfiam disso a fazerem a denúncia também”, disse a articuladora da RENAS Grande Londrina, Selma Frossard, à TV Globo local.

Belo Horizonte (MG)
Em Belo Horizonte (MG) a marcha saiu da Praça Sete e foi até à Praça da Rodoviária, e contou com a parceria da prefeitura municipal. Sindicatos, organizações sociais, crianças e adolescentes participaram. Dois deputados estaduais também. A mobilização contou com apresentações musicais e circenses, faixas, distribuição de adesivos contra a exploração sexual. “O Senhor mais uma vez nos surpreendeu com o número de participantes, autoridades e mídia que compareceu”, disse James Pinheiro, da Rede Evangélica do Terceiro Setor de Minas Gerais.

Recife (PE)
Em Recife (PE), a Rede Mãos que Ajudam enfrentou a chuva na tarde do dia 18 e levou para as ruas educadores, jovens e crianças. Com os rostos pintados e faixas nas mãos, eles pediram o fim da impunidade de crimes de exploração sexual e o respeito com a criança. Uma faixa com a seguinte frase estampada “Crianças não são produtos! Diga não à exploração Sexual Infantil” era erguida pelos participantes. À noite, os manifestantes distribuíram folhetos informativos do Disque Denúncia 100, oraram pelas crianças, fizeram um minuto de silêncio e acenderam velas lembrando as crianças vítimas de abuso sexual.

Cuiabá (MT)
Em Cuiabá (MT), a marcha foi organizada por jovens. Eles fizeram apresentações culturais e orações em uma das mais movimentadas praças da cidade. Os transeuntes puderam ver as velas sendo apagadas simbolizando as vítimas de exploração sexual, e ouvir um depoimento real de uma mulher que foi abusada quando criança. Cerca de 100 pessoas participaram da manifestação.

Fortaleza (CE)
Em Fortaleza (CE) a marcha foi feita em conjunto com o Fórum de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o que permitiu a reunião de evangélicos e pessoas de outras crenças. Estima-se que mais de 1.500 pessoas participaram. A RENAS foi a facilitadora de um vídeo-debate com o filme “Canto de Cicatriz”. “Nosso momento aqui foi muito bom. Nossa faixa na passeata chamou muita atenção. Esta campanha fortaleceu nosso trabalho em rede. Estamos animados para as próximas iniciativas”, conta Jailma Rodrigues, articuladora da marcha na cidade.

Salvador (BA)
Em Salvador (BA) a mobilização foi ofuscada pelas fortes chuvas que caíram na cidade. No entanto, isso não impediu que um pequeno grupo de cristãos percorresse as ruas distribuindo folhetos e chamando a atenção para a proteção das crianças.

Natal (RN)

Em Natal (RN), a ALEF (Associação de Líderes Evangélicos de Felipe Camarão) participou do seminário municipal reunindo organizações sociais da capital sobre a exploração sexual infantil e apresentou a campanha da RENAS para a Copa 2014. A marcha aconteceu na tarde do dia 19.

Curitiba (PR)
Em Curitiba, a marcha contra a exploração sexual de crianças se uniu à já tradicional Marcha para Jesus, no dia 21. Ao todo, cerca de 30 mil pessoas participaram. Como resultado, os participantes arrecadaram duas toneladas de alimentos e divulgaram o Disque Denúncia 100 para casos de abuso e exploração sexual. A repercussão na mídia televisiva foi grande. O Jornal Hoje da Rede Globo também divulgou. Em entrevista à TV local, o Pr. Eliandro Viana, articulador da marcha, destacou a importância da manifestação como forma de sensibilizar a sociedade civil e divulgar o sistema de direitos das crianças.
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Informações para Imprensa: Lissânder Dias (comunicação@renas.org.br)

Uma resposta a Evangélicos vão às ruas contra a exploração sexual de crianças

  1. […] Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças (18 de maio), quando foram realizadas marchas de protesto nas cidades-sede, que mobilizaram quase 100 mil pessoas. No primeiro fim de semana de […]

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