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	<title>RENAS | Rede Evangélica de Ação Social</title>
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	<title>RENAS | Rede Evangélica de Ação Social</title>
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		<title>NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO &#8211; RENAS e Rede Mãos Dadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) e a Rede Mãos Dadas, representando suas 75 organizações afiliadas, manifestam <strong>profundo repúdio à decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que absolveu um homem de 35 anos condenado por manter relações sexuais com uma menina de 12 anos</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão desconsidera um pilar objetivo da nossa legislação: <strong>menores de 14 anos possuem presunção legal absoluta de incapacidade de consentimento (Art. 217-A, CP)</strong>. Trata-se de uma regra clara e de aplicação automática, construída precisamente para impedir que narrativas de &#8220;afeto&#8221;, &#8220;consentimento&#8221; ou &#8220;convivência&#8221; sejam utilizadas para legitimar a exploração sexual infantil. Relativizar essa norma fere o princípio da Proteção Integral e contraria o entendimento consolidado das instâncias superiores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se trata de mera divergência interpretativa, mas de uma grave distorção do papel do Judiciário. Ao atribuir relevância jurídica a um suposto vínculo afetivo entre adulto e criança, a decisão transforma a norma protetiva em uma regra flexível, moldável pela narrativa do agressor. Essa postura não apenas fragiliza o sistema de garantias, mas vitimiza novamente quem o Estado deveria defender, ignorando que a lei existe justamente para que a vulnerabilidade da criança jamais seja tratada como moeda de troca ou &#8220;opção de vida&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contexto, marcado pela diferença de idade acentuada (23 anos), abandono escolar da vítima e antecedentes criminais do réu (homicídio e tráfico), <strong>evidencia uma criança que necessitava de proteção reforçada do Estado e da sociedade, e não de validação jurídica de sua exploração</strong>. A Prioridade Absoluta à infância exige que, diante de qualquer dúvida, a interpretação favoreça a segurança da criança. <strong>Crianças não estabelecem relações conjugais; são sujeitos em desenvolvimento que demandam cuidado, não flexibilização de direitos</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Como redes cristãs, reafirmamos que a defesa da infância é expressão da fé que professamos</strong>. O Evangelho coloca as crianças no centro e não autoriza qualquer romantização daquilo que constitui violação de sua dignidade.<strong> Repudiamos o uso do argumento de “constituição de núcleo familiar” como escudo para o abuso. À luz das Escrituras, a família é espaço de proteção, jamais instrumento para legitimar a vulnerabilidade ou silenciar o crime.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Admitir como aceitável a relação entre um adulto e uma menina de 12 anos transmite a perigosa mensagem de que a dignidade é negociável. Isso é incompatível com a ética cristã e com o Direito brasileiro. As 75 instituições vinculadas à Renas e à Rede Mãos Dadas permanecem mobilizadas na defesa incondicional da infância, certas de que a justiça se mede pela forma como protegemos os mais vulneráveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reafirmamos, com clareza e unidade, que todas as 75 instituições vinculadas à Renas e à Rede Mãos Dadas subscrevem integralmente esta manifestação. Permaneceremos mobilizados na defesa incondicional da proteção integral de crianças e adolescentes, certos de que justiça verdadeira se mede, antes de tudo, pela forma como uma sociedade protege os mais vulneráveis, especialmente as crianças.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Amor que inclui: fé, neurodiversidade e o chamado da Igreja para o nosso tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 18:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Davi Nogueira, durante o Encontro de Filiadas 2025</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cheiro do café passado cedo, ainda de madrugada, acompanha uma das memórias mais antigas de sua fé. Aos quatro ou cinco anos, era levado pelo avô todos os domingos para a missa das sete da manhã. Foi nesse ambiente, profundamente marcado pela tradição católica, que começou sua caminhada cristã — uma trajetória atravessada por encontros históricos, dores profundas e um chamado que hoje ecoa em todo o Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre essas memórias, está a convivência com a Dra</span><b>. Zilda Arns</b><span style="font-weight: 400;">, referência mundial na defesa da infância e da vida. Frequentadora da casa de sua avó, Zilda marcou não apenas a história do país, mas também a sua própria. Há, inclusive, uma fotografia guardada com carinho: ele, ainda criança, no colo daquela que se tornaria símbolo de cuidado, políticas públicas e compromisso cristão com os mais vulneráveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos depois, uma experiência traumática — um grave acidente que resultou em fratura na coluna — se tornaria um divisor de águas. Foi nesse momento de ruptura que ele descreve ter sido “quebrado por Deus” e profundamente convertido, passando a integrar a </span><b>Igreja Presbiteriana do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. O que parecia uma história pessoal de fé, no entanto, torna-se algo muito maior.</span></p>
<h3><b>Família atípica, missão ampliada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Casado com Lidiane, pedagoga e hoje neuropsicopedagoga, ele é pai de </span><b>Isabela</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>José</b><span style="font-weight: 400;">. A história da família se entrelaça com a Irmandade Evangélica Betânia desde muito cedo, quando Isabela ainda bebê passou a estudar na Escola Aldeia Betânia. Dificuldades no parto, diagnósticos iniciais de TDAH e o acompanhamento terapêutico marcaram os primeiros anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada aconteceu durante a pandemia. José, então com quase dois anos, apresentou sinais claros de autismo. O diagnóstico clínico veio acompanhado de outro impacto: Isabela também estava no espectro. Pouco depois, o próprio pai recebeu o diagnóstico de TDAH e iniciou o processo de investigação de sua própria neurodivergência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ali eu entendi que nossa vida nunca mais seria a mesma”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os números apresentados pelos profissionais de saúde foram alarmantes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">até </span><b>70% de divórcio</b><span style="font-weight: 400;"> entre casais que recebem o diagnóstico de uma criança autista;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>risco oito vezes maior de suicídio</b><span style="font-weight: 400;"> entre adolescentes autistas;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quase </span><b>90% sofrendo bullying</b><span style="font-weight: 400;"> de forma recorrente;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias adoecidas por estresse crônico.</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, o médico foi direto e apresentou as alternativas: negar, terceirizar ou assumir a luta. A escolha foi clara.</span></p>
<h3><b>Da vivência pessoal ao compromisso público</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da experiência familiar, o ministério pastoral, os estudos e a própria compreensão de igreja passaram por uma profunda ressignificação. A família iniciou um caminho de formação em neurociência e educação, ao mesmo tempo em que começou a percorrer o Brasil falando sobre o acolhimento</span><b> de famílias atípicas nas igrejas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema, ainda pouco debatido nos espaços religiosos, tornou-se urgente. Dados recentes apontam que o Brasil já soma </span><b>2,4 milhões de pessoas autistas</b><span style="font-weight: 400;">, com um crescimento expressivo nos diagnósticos: hoje, estima-se </span><b>1 criança autista a cada 38</b><span style="font-weight: 400;">, segundo dados nacionais, enquanto estatísticas internacionais apontam para </span><b>1 a cada 31</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que, estatisticamente, praticamente </span><b>todas as igrejas têm neurodivergentes em seu meio</b><span style="font-weight: 400;"> — ainda que muitas vezes invisibilizadas.</span></p>
<h3><b>Inclusão: da história da exclusão ao desafio do presente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A fala também resgata a trajetória histórica da inclusão, desde o período da exclusão e eliminação na Antiguidade, passando pela segregação institucional, pela aceitação no século XX e chegando, apenas nas últimas décadas, ao conceito de </span><b>inclusão</b><span style="font-weight: 400;">, quando a sociedade passa a se adaptar às pessoas — e não o contrário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No centro dessa mudança está a </span><b>educação inclusiva</b><span style="font-weight: 400;">, fundamentada nos quatro pilares propostos pela UNESCO:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a conhecer,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a fazer,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a conviver,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a ser.</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o Transtorno do Espectro Autista, esses pilares são decisivos. O autismo, reforça ele, </span><b>não é uma doença</b><span style="font-weight: 400;">, mas uma </span><b>condição neurológica de origem majoritariamente genética</b><span style="font-weight: 400;">, caracterizada por prejuízos na interação social, na comunicação e em comportamentos restritos e repetitivos — a chamada tríade do autismo.</span></p>
<h3><b>Igreja, teologia e inclusão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse ponto que a reflexão ganha densidade teológica. Para ele, a inclusão não é uma pauta externa imposta à Igreja, mas algo que está no </span><b>DNA do Evangelho</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A encarnação é apresentada como o maior ato inclusivo da história: Deus se faz humano para incluir a humanidade em si. A justificação, como um processo de “ajuste”, e a missão da Igreja, como expressão dessa inclusão, apontam para uma </span><b>teologia da inclusão</b><span style="font-weight: 400;"> que precisa ser pensada, escrita e vivida hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A Igreja sempre foi inclusiva por natureza. O que estamos fazendo agora é dar nome e consciência a isso.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa compreensão tem levado igrejas a se organizarem como redes de apoio comunitário, acolhendo famílias atípicas independentemente de vínculo institucional, dialogando com políticas públicas e ocupando um espaço que muitas vezes o Estado não consegue alcançar sozinho.</span></p>
<h3><b>Um amor que molda, move e motiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reflexão final parte do Evangelho de João: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Um amor que não se limita ao tempo, mas aponta para propósito, entrega e sacrifício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É esse amor que molda a missão, move a Igreja em direção às pessoas e motiva o engajamento em causas que dão voz aos que historicamente não foram ouvidos — idosos, pessoas com deficiência, famílias atípicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O testemunho, mais do que uma fala, tornou-se um chamado coletivo. Um convite para que redes como a </span><b>RENAS</b><span style="font-weight: 400;"> sigam fortalecendo conexões, incidindo em políticas públicas e reafirmando que </span><b>inclusão não é um projeto opcional</b><span style="font-weight: 400;">, mas expressão concreta do Reino de Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A mesa é uma só. Somos muitos, diferentes, mas todos moldados pela cruz.”</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Vinte e seis alianças: o casamento que parou a praça de São José do Araras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Eis aqui um dos capítulos mais memoráveis da comunidade de São José do Araras: o casamento comunitário que celebrou a união de 26 casais — e mobilizou uma vila inteira.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa nasceu durante uma das viagens missionárias realizadas anualmente no mês de julho. Embora o casamento civil seja um direito garantido gratuitamente, a maior dificuldade para as famílias estava na reunião da documentação exigida pelos cartórios — um processo burocrático e custoso para quem vive em comunidades ribeirinhas. Diante desse desafio, um grupo de missionárias decidiu unir forças para tornar o direito possível.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16474" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3.png" alt="" width="695" height="750" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3.png 695w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3-480x518.png 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 695px, 100vw" /><br />
</span></p>
<p><b>Direito ao Casamento Civil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na região de São José do Araras, no interior da Amazônia, os custos tradicionais para a realização de um casamento civil costumam somar valores significativos para famílias de baixa renda: apenas as taxas cartoriais de habilitação, registro e emissão da certidão variam, em média, entre R$ 200 e R$ 400, enquanto o transporte até um cartório pode elevar substancialmente esse montante, especialmente porque é feito por via fluvial, com passagens de barco que podem chegar a centenas de reais por pessoa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação brasileira garante a possibilidade de gratuidade do casamento civil para casais que comprovem hipossuficiência econômica, mediante declaração de pobreza, o que isenta as taxas do cartório, embora não cubra despesas com deslocamento. Ainda assim, o acesso a esse direito é dificultado pelo isolamento geográfico da comunidade, acessível quase exclusivamente por barco, o que torna mais complexo o contato com cartórios, a regularização de documentos pessoais e o cumprimento das exigências burocráticas. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16479" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8.png" alt="" width="696" height="750" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8.png 696w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8-480x517.png 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 696px, 100vw" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adiciona-se o fato de que o deslocamento de um juíz de paz para realização do casamento fora do cartório não está incluso na gratuidade e é de responsabilidade do casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, a realização do casamento civil para 26 casais, viabilizada por  Asas de Socorro no local, representa não apenas a formalização legal das uniões, mas um avanço concreto na garantia de direitos, no reconhecimento da dignidade das famílias e na superação de barreiras históricas impostas pela distância e pela desigualdade de acesso aos serviços públicos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Transformando a cidade e uma festa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mara, assistente social, assumiu o contato com os cartórios; Eunice ficou responsável pela articulação burocrática junto aos órgãos públicos; e Agnes coordenou toda a organização da celebração. O processo envolveu prefeitura, vereadores, regularização de documentos e levantamento de recursos — um caminho longo e desafiador, mas sustentado pela convicção de que a dignidade valia cada esforço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apoio de voluntários, igrejas e amigos, iniciou-se a mobilização para tudo o que um casamento exige: documentação, buquês, vestidos, alianças e alimentação. Agnes acionou voluntários que, com recursos próprios, viajaram até Manaus e se uniram à equipe no barco. Sua irmã, junto à comunidade de fé em Campinas, arrecadou os recursos necessários para estar presente com uma missão específica: preparar um bolo de casamento para cerca de 500 pessoas. Parte desses recursos também foi destinada à compra dos buquês das 26 noivas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16478" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7.png" alt="" width="444" height="505" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7.png 444w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7-264x300.png 264w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a cerimônia aconteceria na escola da cidade. No entanto, diante do grande número de noivos, padrinhos e convidados, decidiu-se realizar o casamento na praça da comunidade, aproveitando o pôr do sol como cenário. Fabrício, voluntário ligado ao teatro, levou tecidos e iluminação para a decoração do espaço. A própria comunidade se mobilizou para construir o deque onde ocorreria a celebração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, a escola foi transformada no “dia da noiva”. Todas as noivas receberam maquiagem, e uma equipe de odontologistas prestou atendimento emergencial — incluindo a confecção de uma prótese dentária para um dos noivos, que precisava estar pronto para sorrir nas fotos. Uma voluntária realizou o book fotográfico, e outra, que apesar de médica tinha experiência como cerimonialista, coordenou toda a cerimônia.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16475" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4.png" alt="" width="418" height="686" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4.png 418w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4-183x300.png 183w" sizes="auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noivas — mulheres de todas as idades — desfilaram por um tapete vermelho até o altar improvisado. Um músico da própria comunidade manteve a mesma melodia tocando repetidamente para cada uma das entradas, criando um ritmo contínuo e emocionante para a celebração. Dois pastores conduziram os 26 casamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bolo foi preparado coletivamente pela equipe que participou da oficina de alimentos ministrada pela irmã de Agnes. A comunidade contribuiu com cupuaçu e castanhas para o recheio, e as mulheres se organizaram para levar salgados e bolos que compuseram o jantar servido após a cerimônia. Ao final, cerca de 500 pessoas participaram da celebração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma cerimônia, o casamento comunitário foi a materialização do direito à dignidade — construída pela soma de saberes, esforços e afetos de uma comunidade inteira que decidiu caminhar junto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16476" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5.png" alt="" width="446" height="595" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5.png 446w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5-225x300.png 225w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Agnes Raquel Camisão</b><span style="font-weight: 400;"> é enfermeira doutora. Esteve em Asas de Socorro como voluntária Missionária de tempo integral desde março de 2022, e coordenadora de Saúde do Barco “</span><i><span style="font-weight: 400;">Serguem Silva</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Os voluntários realizam viagens às comunidades ribeirinhas com profissionais de saúde e outras áreas, a fim de atuar de forma integral junto aos moradores das comunidades. O trabalho inclui preparação pré viagem ao território, escuta ativa junto aos comunitários, identificação de necessidades e planejamento de ações pós retorno.</span></p>
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		<title>A planta que alimenta a letra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Dec 2025 21:13:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 align="justify"><em><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Fé, agroecologia e dignidade na merenda escolar do povo Sateré-Mawé</b></span></span></em></h3>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><i>Por Phelipe Reis [1]</i></span></span></p>
<p align="justify"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16466" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-1024x682.jpg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-1024x682.jpg 1024w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-980x653.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Na Terra Indígena Andirá-Marau, na divisa entre os estados do Pará e do Amazonas, vive o povo Sateré-Mawé, com cerca de 13 mil habitantes, distribuídos em dezenas de comunidades nas proximidades dos municípios de Maués, Barreirinha e Parintins.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Nas escolas das comunidades próximas a Maués, no rio Marau, o professor Andsson Brelaz observou que uma parte significativa da merenda escolar era composta por alimentos industrializados – ou seja, itens com agrotóxicos, transgênicos, corantes e substâncias prejudiciais à saúde, que comprometem a segurança e a soberania alimentar das comunidades e geram grande quantidade de lixo com as embalagens.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Ocorre que, desde 2009, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estabelece que 30% dos recursos sejam utilizados na aquisição de produtos alimentícios da agricultura familiar, priorizando produtores de comunidades tradicionais e de assentamentos da reforma agrária [2].</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Diante disso, o professor decidiu investigar a situação, provocando seus alunos do Curso Técnico em Agroecologia para um diagnóstico rural indígena participativo. Foram 38 alunos envolvidos, 52 produtores indígenas entrevistados e 13 comunidades visitadas [3].</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O diagnóstico identificou, nas comunidades, cultivos de milho, mandioca, guaraná, feijão, cará, cana, jerimum, açaí, além da tradicional formiga torrada, alimento típico do povo Sateré.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A pesquisa também mostrou que a produção das famílias era suficiente para o fornecimento da alimentação escolar, contrariando a ideia de que as famílias não produziam ou apenas cultivavam para a subsistência.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Com o resultado do diagnóstico em mãos, foi iniciado um longo e complexo processo de diálogo envolvendo vários atores sociais e órgãos públicos, a criação de um edital específico para a aquisição dos produtos e a regularização dos produtores com a documentação necessária.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Em 2019, foi publicado o primeiro edital, que previu a compra de R$ 103.000,00 (cento e três mil reais) em produtos das comunidades indígenas, para abastecer as escolas indígenas, garantindo às crianças e aos jovens uma alimentação saudável e culturalmente adequada.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Esse caso é um bonito exemplo de promoção da dignidade humana e do florescimento de comunidades, que surgiu a partir do incômodo e do comprometimento de um professor, cristão, engenheiro de pesca, nascido no interior da Amazônia, que vivencia o evangelho de Cristo entre os rios amazônicos, respeitando e valorizando a diversidade da criação de Deus.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Notas</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">:</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[1] Phelipe Reis é jornalista, missionário e vive com a família em Parintins (AM). Atua com jornalismo socioambiental na Amazônia e treinamento de lideranças de comunidades ribeirinhas e indígenas, em sua igreja local.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[2] A partir de janeiro de 2026 entra em vigor a lei nº 15.226/2025. Ela substitui a Lei nº 11.947/2009 e amplia para 45% o percentual mínimo de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar destinados à aquisição de alimentos oriundos da Agricultura Familiar. </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[3] Toda a descrição dos processos e resultados da pesquisa foram documentados por Anderson Guimarães de Albuquerque, em seu Projeto de Conclusão do Curso Técnico Integrado em Agroecologia, apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, campus Maués, como requisito para obtenção do diploma de Técnico em Agroecologia.</span></span></p>
<p align="justify">
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		<title>Araras: onde o desvio virou direção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 13:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Nossas Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="1744" data-end="2110">Há catorze anos, durante uma viagem de pesquisa, Eunice e sua equipe pousaram em uma comunidade com o nome “Araras” — mas descobriram, cercados por um grupo de curumins curiosos, que não havia ali nenhum Pastor Paulo, pessoa que procuravam. Tinham ido parar no Araras errado: estavam no Rio Negro quando, na verdade, deveriam estar no Lago do Arara, no Rio Solimões.</p>
<p data-start="2112" data-end="2455">A partir dessa confusão geográfica — comum na imensidão amazônica — nasceu uma relação de treze anos com a comunidade de São José do Araras, no município de Caapiranga, região onde só se chega por água. O trabalho de desenvolvimento comunitário integral realizado ali, sempre a partir das demandas dos moradores, já gerou resultados expressivos.</p>
<p data-start="2457" data-end="2944">A comunidade criou sua própria associação de moradores, regularizada com apoio do projeto, e hoje é reconhecida no município por sua força organizativa, participando de conferências e conselhos públicos. Reorganizou também a proteção do lago local, recuperando espécies como tambaquis e pirarucus. Criou um grupo de teatro, uma casa de artes e desenvolveu uma estrutura comunitária capaz de unir evangélicos, católicos, profissionais da saúde e educadores em torno de um mesmo propósito.</p>
<p data-start="2946" data-end="3048">O Araras que Eunice encontrou por engano tornou-se, com o tempo, um exemplo de protagonismo amazônico.</p>
<p>Conheça a história completa assistindo ao vídeo:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=e7uo1QNtgr8"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-16459 size-et-pb-portfolio-module-image" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-510x382.jpg" alt="" width="510" height="382" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-510x382.jpg 510w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-480x291.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 510px, 100vw" /></a></p>
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		<title>Com Jesus à mesa, partilhamos o que temos e vivemos o milagre da transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 14:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="western" style="text-align: left;" align="center"><strong><i>16º Encontro Nacional RENAS reúne em Anápolis organizações cristãs<br />
que atuam na transformação social do Brasil</i></strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16453" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0029-1024x682.jpg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0029-980x653.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0029-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p class="western" align="left">Anápolis (GO) foi palco, entre os dias 24 e 26 de Outubro, do <strong>16º Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS)</strong> — um dos principais espaços de articulação entre igrejas e organizações cristãs que atuam em prol da justiça, da solidariedade e da transformação social no país.</p>
<p class="western" align="left">Com o tema <strong>“À Mesa com Jesus: encontro, partilha e transformação”</strong>, o encontro reuniu representantes de diversas regiões do Brasil, que refletiram juntos sobre o papel da Igreja diante das desigualdades, das crises contemporâneas e dos desafios de viver e promover o Evangelho no cotidiano.</p>
<h3 class="western" align="left">Palavra e celebração</h3>
<p class="western" align="left">O <strong>pastor Ricardo Barbosa</strong> trouxe duas exposições bíblicas marcantes, abordando a parábola da grande ceia (Lucas 14.16-24) e a última refeição de Jesus com os discípulos (Marcos 14.22-26).</p>
<h3 class="western" align="left">“<span style="font-size: medium;"><i>A mesa é o lugar da reafirmação do nosso compromisso com Jesus”, </i></span><span style="font-size: medium;">destacou</span><span style="font-size: medium;"><i>. “Louvamos porque o teu Reino já veio. Preserva o teu povo em torno desta mesa, à qual temos acesso por causa de Cristo e para a glória de Cristo.”</i></span></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16450" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0031-1024x682.jpg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0031-980x653.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251025-WA0031-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<h3 class="western" align="left">Um chamado à entrega e à comunhão</h3>
<p class="western" align="left">A fala de <strong>Hideide Brito Torres </strong><strong>trouxe</strong> profunda reflexão sobre o texto bíblico de Marcos 6.30-44, destacando que “todo milagre começa com uma disposição de entrega”. Em sua exposição, Hideide enfatizou que a verdadeira fé se manifesta quando o que temos — por menor que seja — é colocado nas mãos de Jesus.</p>
<blockquote class="western"><p>“<i>Não há milagre sem entrega”, </i>afirmou<i>. “A entrega nos aproxima da presença de Deus, e é nessa presença que todas as coisas se completam.”</i></p></blockquote>
<p class="western" align="left">A temática da mesa permeou todo o encontro como símbolo de comunhão, partilha e transformação. Em diversas falas e momentos de celebração, a mesa foi lembrada como lugar de juízo e graça, onde todos são convidados e onde Deus restaura a dignidade humana.</p>
<h3 class="western" align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16445" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-11.10.22_668059cc-1024x461.jpg" alt="" width="1024" height="461" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-11.10.22_668059cc-980x442.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-11.10.22_668059cc-480x216.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></h3>
<p class="western" align="left">A <strong>missionária Mara Dantas</strong>, de <strong>Asas de Socorro</strong>, sob a plenária <strong>“Mesa, lugar de transformação”</strong>, nos lembrou que “nessa mesa cabem todos — ela transforma vidas e restaura a esperança”. A celebração marcou também os <strong>70 anos de atuação da organização</strong>, que há décadas leva atendimento e suporte a comunidades isoladas da Amazônia e de outras regiões do Brasil.</p>
<p align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16452" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-26-as-14.23.36_72113296-2-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" data-wp-editing="1" /></p>
<p class="western" align="left">Durante a celebração da ceia, o <strong>pastor Roscindes</strong> leu Neemias 8.10-12, lembrando que a alegria do Senhor é a força do Seu povo.</p>
<p align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16446" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-26-as-11.36.31_cd3c77f6-2-1024x547.jpg" alt="" width="1024" height="547" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-26-as-11.36.31_cd3c77f6-2-980x523.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-26-as-11.36.31_cd3c77f6-2-480x256.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p class="western" align="left">O encontro também prestou <strong>homenagem ao pastor Wildo</strong>, da <strong>Missão Vida</strong>, falecido há poucos meses. A organização, presente em dez estados brasileiros, acolhe mais de mil pessoas em situação de rua e segue como inspiração de entrega e serviço cristão.</p>
<h3 class="western" align="left">Vozes e ações pela justiça</h3>
<p class="western" align="left">O evento contou com momentos de louvor conduzidos por <strong>Carlinhos Veiga</strong>, que convidou os participantes a refletirem sobre o amor que inflama a missão. Também houve espaços de aprendizado e troca, com oficinas e conversas sobre <strong>meio ambiente</strong>, <strong>mudanças climáticas</strong> e <strong>enfrentamento da violência contra a mulher</strong>.</p>
<p><strong>Alessandra Vidmontas</strong> apresentou ferramentas de combate à violência doméstica, enquanto <strong>Simone Vieira</strong> conduziu o painel <em>“Por que estamos na COP30 e como as mudanças climáticas afetam a mesa?”</em>, ao lado de <strong>Phelipe Reis</strong>, <strong>Carlos Henrique</strong> e <strong>Eunice Cunha</strong>.</p>
<p>Outras oficinas foram oferecidas com o objetivo de capacitar igrejas e instituições na busca pela dignidade promoção de direitos, como:<br />
<em>Reflorescer: um tempo para quem cuida</em> com Neliana Schulz, <em>Por que a igreja deve se envolver em iniciativas práticas de ação social?</em> com Silvia Kivitz, <em>A igreja e o desenvolvimento comunitário</em> com Alberto Lins, <em>Mobilização de recursos financeiros para organizações sociais </em>com Debora Fahur e Jailme Rodrigues, <strong><em>O direito da criança e do adolescentes a conviver em familiar e comunidade </em></strong>com Patrick Reason, <em>Caminhos para garantir direitos das pessoas mais vulneráveis</em> com Emilene e Alessandro,<em> Alimentação adequada como um direito humano</em> com Daniela Frozi, <em>Migração e refúgio: quais sãos os desafios para a igreja hoje?</em> com Tércio Freire, <em>O que a sua igreja pode fazer para enfrentar a violência doméstica</em>, com Alessandara Vidmontas; e <em>Toda criança tem direito a uma família: adoção e família acolhedora </em>com Sara Vargas.</p>
<h3 class="western" align="left">Um banquete de comunhão</h3>
<p class="western" align="left">Os participantes se reuniram literalmente em torno da mesa — desta vez, para compartilhar um café da tarde com comidas regionais de todo o Brasil. O momento simbolizou a diversidade e a unidade da Igreja em missão.</p>
<p class="western" align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16448" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-16.37.59_0aa5ae21-1024x473.jpg" alt="" width="1024" height="473" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-16.37.59_0aa5ae21-980x453.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-16.37.59_0aa5ae21-480x222.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p class="western" align="left"><span style="font-size: large;"><b>Histórias entrelaçadas – Testemunhos de fé</b></span></p>
<p class="western" align="left">Na noite de sábado, durante a roda de conversa, histórias emocionantes de atuação social foram compartilhadas por Carlinhos Veiga, Débora Fahur, Eunice Cunha, Agnes Camisão, Rocindes Corrêa e Phelipe Reis, que mostraram como, ao redor da mesa da partilha, vidas se transformam e comunidades ganham nova esperança. A conversa trouxe depoimentos autênticos de pessoas que, muitas vezes com recursos modestos, decidiram entregar o que tinham — tempo, talento, comida, escuta — e presenciaram o milagre da solidariedade em ação.</p>
<p>Foi um momento de conexão, reconhecimento mútuo e fortalecimento da rede de organizações e igrejas que acreditam que a mesa não é apenas um lugar de refeição, mas de dignidade, missão e transformação.</p>
<h3 class="western" align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16447" style="color: #666666; font-size: 14px;" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-20.30.59_95b896d3-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-20.30.59_95b896d3-980x735.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-10-25-as-20.30.59_95b896d3-480x360.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></h3>
<h3 class="western" align="left">Impacto e esperança</h3>
<p class="western" align="left">Participantes de todas as regiões destacaram o impacto espiritual e social do encontro.<br />
Para <strong>Jorge dos Santos</strong>, da RENAS Sergipe, o evento foi uma demonstração da força das organizações e igrejas da região de Anápolis, especialmente o trabalho na área da educação. “A mesa do sábado à noite, com os testemunhos de vidas transformadas, foi inesquecível”, afirmou.</p>
<p class="western" align="left"><strong>Wilma Rodrigues</strong>, de Manaus (AM), ressaltou a importância das trocas e das mensagens:</p>
<blockquote class="western"><p>“Os testemunhos de vida nos encorajam a prosseguir. O pastor Ricardo Barbosa trouxe um despertar incrível. Gostaria que todas as ministrações pudessem ser revisitadas — cada uma foi um alimento para a alma.”</p></blockquote>
<p class="western" align="left">Ao final, <strong>Soraya</strong> orou pelo grupo de representantes de Anápolis, convocando-os a permanecer “em rede” e em ação pela transformação das cidades e comunidades.</p>
<h3 class="western" align="left">Um encontro que reafirma a missão</h3>
<p class="western" align="left">O 16º Encontro Nacional RENAS foi, mais uma vez, um espaço de escuta, aprendizado e comunhão. Em tempos de polarização, crise ambiental e desigualdade, os participantes saíram de Anápolis com a certeza de que <strong>a missão da Igreja continua sendo repartir o pão, acolher o próximo e viver a fé que transforma</strong>.</p>
<blockquote class="western"><p>“<em>Deus não tem filhos favoritos. Ele é um Deus global, ama a todos</em>”, lembrou uma das falas durante o encerramento.</p></blockquote>
<p>E foi em torno da mesa — símbolo de unidade e partilha — que todos reafirmaram o compromisso de continuar sendo sal e luz, levando o Evangelho em palavras, ações e presença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16449" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/IMG-20251027-WA0057-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" /></p>
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		<title>Céu cinza, chão negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 18:56:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="font-weight: 400;">Quando a terra Preta clama por Reparação e Bem-Estar</span></h3>
<blockquote><p>“O que você fez? Ouça! O sangue de seu irmão clama a mim da terra! Gn 4.10</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Na manhã de 25 de novembro, o céu chorava uma chuva forte. Parecia nascer do coração das mais de 300 mil mulheres negras reunidas no chão de Brasília, onde a terra é vermelha. Era o choro de mães que perderam seus filhos, mulheres que sofreram violência, crianças que desejavam um futuro mais seguro, gente que insiste e resiste. Assim começava a 2ª Marcha das Mulheres Negras, uma década depois da primeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chuva, no entanto, não desanimou quem havia atravessado o país para ocupar a capital. Vieram de ônibus, vans, aviões e caravanas provenientes de pequenas cidades, capitais e comunidades periféricas. Vieram jovens, mulheres maduras, idosas que participaram da marcha de 2015, adolescentes que caminham pela primeira vez. Vieram mulheres com turbantes coloridos, mulheres de cadeira de rodas empurradas por outras mãos negras, mães com crianças nos braços, trabalhadoras, acadêmicas, lideranças religiosas, artistas, militantes e mulheres que silenciosamente lutam todos os dias para o bem viver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A marcha, que começou a ser organizada muitos antes de 2025, mobilizou grupos de trabalho em cada estado. Redes de mulheres negras se articularam com sindicatos, prefeituras, coletivos culturais e organizações de base para garantir que todas pudessem chegar. Brasília recebeu a força das caravanas já no fim de semana anterior, embora a estrutura oferecida tenha apresentado seus desafios. Nada foi capaz de conter a mobilização que tomou o Museu da República no dia da concentração. Ali, tudo estava preparado: cadeiras de rodas, protetores auriculares, lanches, o espaço ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">erê</span></i><span style="font-weight: 400;">’ para as crianças, o espaço das ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">ganhadeiras</span></i><span style="font-weight: 400;">’ para as artesãs, espaços de saúde, espaços culturais, entre outros. Era um território cuidadosamente construído por mãos negras, ainda que marcado pelos desafios de uma organização complexa e de uma luta que também precisa enfrentar seus próprios conflitos geracionais.</span></p>
<div id="attachment_16437" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16437" class="wp-image-16437 size-large" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/23443458896_ab130fa400_k-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/23443458896_ab130fa400_k-980x653.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/23443458896_ab130fa400_k-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /><p id="caption-attachment-16437" class="wp-caption-text">Tiago Zenero &#8211; PNUD Brasil</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o céu se abria e a chuva cessava, por volta das 10h, mais mulheres chegavam. A cidade era “pequena” diante de tanta gente. O cortejo, previsto para sair às dez horas da manhã, acabou saindo ao meio-dia: O que se via era uma corrente humana imensa, multi colorida e vibrante, marcada por palavras de ordem inspiradoras, som dos tambores, xequerês, músicas e muitas vozes que entoavam cantos de resistência e fé. Mulheres de vários credos e religiões &#8211;  católicas, de matriz africana, evangélicas, entre outras &#8211; marchando lado a lado, refazendo caminhos históricos de separação e denunciando, com seus corpos, as dores e os apagamentos que atingem cotidianamente o povo negro, principalmente dentro das igrejas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as participantes, estava Agnes Raquel Camisão, enfermeira, pesquisadora em Saúde da População Negra, mulher cristã e evangélica. Sua presença simbolizava as muitas intersecções que marcam a luta: fé, ciência, identidade e resistência. “Ser uma mulher negra, cristã e doutora é meu marcador político e existencial”, afirmou, destacando como sua trajetória é sustentada por uma rede de cuidado que a fé lhe proporcionou, mas também pela consciência de que o racismo atravessa instituições religiosas, acadêmicas e estatais.</span></p>
<div id="attachment_16439" style="width: 586px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16439" class="wp-image-16439 size-large" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Enfa-Dra-Agnes-Raquel-Camisao-e-Monica-Pereira-Papa-Fiocruz-576x1024.jpg" alt="" width="576" height="1024" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Enfa-Dra-Agnes-Raquel-Camisao-e-Monica-Pereira-Papa-Fiocruz-576x1024.jpg 576w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Enfa-Dra-Agnes-Raquel-Camisao-e-Monica-Pereira-Papa-Fiocruz-480x854.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 576px, 100vw" /><p id="caption-attachment-16439" class="wp-caption-text">Enfª Drª Agnes Raquel Camisão e Monica Pereira Papa &#8211; Fiocruz</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de representantes cristãs evangélicas nesses espaços de diálogo e formulação de políticas sociais é fundamental para ampliar a diversidade de vozes e fortalecer a construção de uma sociedade mais justa. Quando lideranças e instituições religiosas assumem o compromisso de participar ativamente dessas discussões, elas não apenas reafirmam seu papel histórico de cuidado e defesa da dignidade humana, como também contribuem para que temas sensíveis como: proteção à infância, convivência familiar e enfrentamento à violência, sejam debatidos à luz de valores éticos, de compaixão e responsabilidade comunitária. Essa representatividade qualificada ajuda a provocar reflexões importantes dentro das próprias igrejas, incentivando que nossas comunidades de fé avancem em práticas mais seguras, acolhedoras e coerentes com o Evangelho que professam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agnes recorda que, na mesma semana da marcha, falava sobre a chacina que antecedeu o 20 de Novembro e sobre como corpos negros são descartados no Brasil. “Os filhos que tombaram eram filhos de mulheres negras. E a dor dessas mulheres, eu entendo”, disse. Para ela, marchar é uma forma de recusar a naturalização da violência: “Se eu estivesse naquele lugar, também seria morta. Não iam perguntar quem eu era.” É por isso que a marcha se ergue sobre duas colunas centrais: reparação e bem viver. Reparação porque há séculos de injustiça ainda sem resposta. Bem viver porque a vida negra merece mais do que sobrevivência, merece plenitude, saúde e dignidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A marcha relembra as conquistas e os desafios que persistem: luta pelas cotas, a implementação da Lei 10.639 nas escolas que ainda carece de avanços, o combate ao racismo institucional no SUS, o adoecimento mental causado pelo preconceito, a violência escolar que atinge crianças negras, a desigualdade no acesso e no tratamento na saúde, dentre tantas outras. “Somos 56% da população e ainda ocupamos, majoritariamente, lugares de subserviência. É por isso que seguimos lutando”, afirma Agnes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de figuras públicas como Conceição Evaristo, Benedita da Silva, Anielle Franco, Jurema Werneck, Graça Santos, Orlando Silva e o pastor Henrique Vieira, entre muitos outras figuras trouxe força simbólica à marcha, mas, para quem caminhava, a potência vinha sobretudo das anônimas, das mulheres que perderam filhos, das que enfrentam religiosidade racista, das que sustentam famílias inteiras, das que lutam por políticas públicas, das que, há décadas, mantêm viva a memória do movimento negro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim da tarde, quando o cortejo retornou à área de concentração, o céu já estava menos cinzento. Mas os corações de todas as mulheres estavam coloridos semelhantes às vestes que cada uma delas trajava. Agnes destaca “cada uma de nós tínhamos certeza que estávamos escrevendo um importante capítulo na nossa história, que assim como há 10 anos atrás aquele momento iria inspirar muitas que ainda virão, porque ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Nossos passos vêm de longe</span></i><span style="font-weight: 400;">’”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a história de um povo que, mesmo marcado pela dor, segue de pé, fazendo do próprio corpo um manifesto político. Essa história é marcada por mulheres que, mais uma vez, ocuparam Brasília para lembrar ao país que sua luta não cabe em um único dia do calendário, mas elas insistem e resistem 365 dias durante cada minuto e segundo do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No período da noite, algumas representantes do movimento foram recebidas pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, para discutir a política de segurança pública do Brasil, tendo como ponto central a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que vitimou 122 pessoas. Agnes reflete: “existe a sororidade, que é a identificação de uma mulher com outra. Mas, existe a </span><i><span style="font-weight: 400;">dororidade </span></i><span style="font-weight: 400;">que é a dor que só uma mulher preta consegue dividir com outra”. Ela aponta como o sofrimento das mães pretas periféricas, que perdem os filhos em operações policiais é banalizada quando Cristo nos convoca a “</span><i><span style="font-weight: 400;">chorar com os que choram</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terra preta clamava. E a marcha respondeu:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos vivas. Estamos juntas. E não abriremos mão do bem viver.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Agnes Raquel Camisão</b><span style="font-weight: 400;"> é Enfermeira Doutora Supervisora do Projeto Saúde nas Periferias &#8211; Colaboratório de Ciência Pesquisa e Inovação &#8211; Fiocruz Brasília.</span></p>
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		<title>Com Jesus à mesa: partilha que gera o milagre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 13:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Levar o que temos à presença de Jesus é o significado mais profundo de sacrifício</em></p>
<p><strong>Por Hideide Brito Torres</strong></p>
<p>O texto de Marcos 6.30-44 narra o milagre da multiplicação dos pães e peixes, um dos poucos eventos milagrosos que aparecem registrados em todos os evangelhos. Mas qual seria o ingrediente essencial para que exista um milagre?</p>
<p>Muitos responderiam: fé. Outros diriam: um grande problema que apenas Deus pode resolver. Contudo, ao examinar cada milagre narrado nas Escrituras, descobrimos um elemento básico presente em todos eles: uma disposição de entrega.<br />
<strong><br />
O padrão bíblico da entrega</strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" title="Unsplash" src="https://www.ultimato.com.br/image/atualiza_home/principal/ultimas/opiniao/2025/11_novembro/opi_12-11-25_milagre.jpg" alt="" width="350" height="259" align="right" />No Antigo Testamento, esse padrão se repete. A viúva de Sarepta entregou sua última porção de farinha e azeite ao profeta Elias. Quando houve veneno na panela, alguém trouxe farinha a Eliseu. O próprio Eliseu entregou os pães das primícias aos seus companheiros famintos.</p>
<p>Não há na Palavra de Deus nenhum milagre que aconteça sem uma disposição de entrega. Mesmo quando não envolvia alimento, sempre encontramos alguém disposto a dar algo – começando pelo próprio Deus, que ofereceu maná no deserto quando o povo nada tinha a entregar senão sua confiança.</p>
<p>Mas reconheçamos: entregar o que é nosso em momentos de crise não é simples. Nossa cultura reforça o contrário: &#8220;farinha pouca, meu pirão primeiro&#8221;. Somos seres egoístas desde a queda no Éden, e a restauração da imagem de Deus em nós passa pelo aprendizado do sacrifício – tirar algo de si, algo precioso, sem garantias, diante da dificuldade.</p>
<p><strong>Cinco pães, dois peixes</strong><br />
No texto de Marcos, os discípulos não tinham tempo nem para comer. Provavelmente guardavam aqueles cinco pães e dois peixes para um momento mais adequado, longe da multidão. Quando Jesus pergunta &#8220;O que vocês têm?&#8221;, talvez tenham pensado: &#8220;Simplesmente não faz sentido entregar isso. São cinco mil pessoas. É muito pouco. Por que perder tempo com isso se o desafio é muito maior?&#8221;</p>
<p>Quantas vezes pensamos assim? O desafio é grande demais para nossa idade, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa condição. Ou, como Moisés e Jeremias, achamos que somos jovens demais, inexperientes demais, limitados demais. A pergunta que nos cerca é a mesma: &#8220;O que temos diante desse desafio todo?&#8221;</p>
<p>E a resposta de Jesus é simples e profunda: &#8220;Tragam até mim&#8221;.</p>
<p>Não se trata de usar nossos recursos à nossa maneira ou fazer nosso próprio diagnóstico da situação. Jesus diz: &#8220;O que você tem, traga para mim&#8221;. Levar o que temos à presença de Jesus é o significado mais profundo de sacrifício. Sacrificar é levar o que tenho até Jesus, sem questionar se é muito, se é pouco, se é suficiente.</p>
<p><strong>Sacrifício como proximidade</strong><br />
A palavra hebraica para sacrifício, korban, compartilha a mesma raiz das palavras &#8220;aproximar&#8221; e &#8220;parentesco&#8221;. O professor Elie Lizorkin-Eyzenberg explica que essa conexão não é acidental: no hebraico bíblico, sacrifício não é mera entrega de algo bom a Deus, mas a entrega que aproxima o distante.</p>
<p>Toda vez que alguém sacrificava no Antigo Testamento, o ato criava aproximação entre quem sacrificava e Deus. Por isso a Palavra diz que Jesus fez sacrifício vivo em nosso lugar, e de ambos fez um – o sacrifício de Cristo nos aproximou de Deus.</p>
<p>O sacrifício é a entrega que nos aproxima de Deus, de modo que a entrega nos garante a presença. Quando entregamos algo bom e recebemos algo ruim em troca, isso não é sacrifício – é mau negócio. O sacrifício bíblico nunca nos coloca em perda diante de Deus. A entrega visa ao melhor resultado: que o milagre aconteça porque Deus se fez presente.</p>
<p>O resultado não é o milagre. Nem o problema resolvido. O resultado do sacrifício é a manifestação da presença de Deus. É essa presença que possibilita o milagre.</p>
<p><strong>O modelo de Jesus</strong><br />
Jesus atrai a presença de Deus para o lugar da necessidade através de uma oração de gratidão. Todo ato de sacrifício na Bíblia está ligado à dependência de Deus. Antes de casamentos, guerras, viagens, curas – havia um momento de sacrifício, uma certeza de que quando algo está nas mãos de Deus, Ele cuida dos resultados.</p>
<p>A tarefa de Jesus não era garantir a multiplicação, mas entregar a Deus o que recebera dos discípulos. Precisamos acreditar em um Deus que cuida dos resultados. Para isso, precisamos nos tornar pessoas realmente sacrificiais.</p>
<p>Ser uma pessoa sacrificial não é estar disposta a morrer por algo, esgotando-se até sentir-se traída. Ser sacrificial é saber como fazer a entrega que atrai a presença de Deus. Jesus sabia fazer isso: diante de qualquer necessidade, orava em ações de graça. Diante do túmulo de Lázaro, enquanto todos choravam, Ele agradeceu. Agradecer por algo que ainda não aconteceu significa profunda entrega.<br />
<strong><br />
A insuficiência que nos liberta</strong><br />
Deus requer de mim o que não considero suficiente. Não tenho tempo suficiente – os anos passam num piscar de olhos. Não tenho dinheiro suficiente diante de tantas necessidades. Não posso salvar meu vizinho, minha filha, meu pai diante da dor.</p>
<p>Mas posso fazer uma coisa: posso me aproximar de Deus. Quando me aproximo do trono da graça, encontro graça. Atraio a graça de Deus quando dou graças. Quando me desprendo, o azeite não acaba, a farinha corta o veneno. Abro mão das minhas primícias pessoais e ganho a subsistência de todas as coisas ao redor. Transformo as situações da minha vida pelo ato da entrega.</p>
<p>Jesus fez milagres para todos que se aproximaram dele com coração sincero. Mas não vemos Jesus fazer um milagre para si. Quando teve fome, não fez pão para si. Na cruz, não se libertou. Ressuscitou mortos, mas nada fez por si mesmo – porque sabia o valor da entrega e que entregava tudo para receber algo ainda melhor.</p>
<p>Imagino o alívio e a liberdade no coração de Jesus quando entregou os pães e peixes a Deus, e depois, agradecido, aos discípulos.</p>
<p>Temos feito tanto sem garantia da presença de Deus, e depois nos frustramos porque não alcançamos resultados. Evitamos essa oração de ação de graças plena, de entrega plena, porque reservamos no coração um plano B.</p>
<p>Mas Jesus nos convida a uma entrega total. Ele nos convida a trazer até Ele aquilo que temos – por menor que seja, por insuficiente que pareça – e confiar que, nas mãos dele, o impossível se torna possível.</p>
<p>Porque todo milagre começa com uma disposição de entrega. E toda entrega nos aproxima da presença de Deus. E é na presença dele que todas as coisas se completam.</p>
<p>Artigo baseado em sermão sobre Marcos 6.30-44</p>
<ul>
<li><strong>Hideide Brito Torres</strong> é pastora da Igreja Metodista há 25 anos. Bispa há 8 anos, exerce o episcopado no GO, DF, TO, DF e RN, onde lidera um corpo pastoral de cerca de 95 integrantes. Doutora em estudos literários, mestre em comunicação social, jornalista e teóloga. Escritora com mais de quarenta livros publicados.</li>
</ul>
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		<title>Renas anuncia a programação do 16º Encontro Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2025 02:25:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Nossas Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Renas (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) realizará nos dias 24 a 26 de outubro de 2025 o seu 16º </span></span><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Encontro</span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Nacional, na cidade de Anápolis, GO.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O tema escolhido – </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><i>À Mesa com Jesus: Encontro, Partilha e Transformação</i></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> – é inspirado no capítulo 14 de Lucas, especialmente o verso 15: “Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!” (NTLH).</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O grupo organizador do encontro ressalta a relevância desse tema para os nossos dias com tantas polarizações. A Bíblia faz muitas referências objetivas e simbólicas ao alimento. No Encontro serão essas as ênfases: </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>encontro</b></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>partilha</b></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> e</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b> transformação</b></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, temas muito caros à Rede ao longo de sua trajetória de 22 anos. O desejo dos organizadores é oferecer aos participantes a oportunidade para aprofundar-se nos princípios da unidade, da troca de experiências e aprendizados e da esperança na transformação de pessoas e circunstâncias – “Tudo isto é possível quando mazelas pessoais e comunitárias são levadas à mesa de Jesus”.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Programa do Encontro</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A programação do </span></span><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="color: #3366ff;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Encontro</span></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> conta com 4 plenárias, vários momentos de adoração e louvor, 12 Oficinas, a celebração dos 70 anos de Asas de Socorro e, finalizando o evento, a Ceia do Senhor. Detalhes </span></span><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="color: #1155cc;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>AQUI</u></span></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">. Para o grupo organizador, tão importante como os momentos formais da programação são as conversas de corredor e os momentos à mesa. Sendo assim, Renas promoverá espaços de compartilhamento.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Preletores</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Estes são os preletores convidados para as plenárias: pastor Ricardo Barbosa, bispa Hideide Torres e a missionária Mara Dantas. Eles conduzirão os participantes a partir das seguintes questões:</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O que significa convidar todos a sentar-se à mesa no Reino de Deus?</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O que significa trabalhar para que, na mesa, haja unidade, reciprocidade, trabalho conjunto e transformação? Mesmo que estas coisas ainda tenham hoje o papel de sinalizar o Reino de Deus por vir?</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">E, falando de refeições à mesa, o que Jesus quis dizer, ainda no capítulo 14 de Lucas, quando afirmou não deve perder o seu sabor? (Lc 14.34)</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Carlinhos Veiga conduzirá os momentos de louvor.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Na tarde do dia 25 de outubro, serão oferecidas 12 oficinas que abordarão aspectos importantes da ação social evangélica:</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A dignidade no atendimento às pessoas em situação de rua</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">As alternativas ao trabalho com crianças e adolescentes cujos vínculos familiares estão estremecidos</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A questão da violência contra a mulher</span></span></p>
<p align="left">• <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O cuidado com a criação, entre outros.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Além destas, o encontro contará com oficinas que trarão temas como captação de recursos e a importância do trabalho em coordenação com o poder público serão abordados, importantes para aqueles que trabalham em organizações sociais cristãs ou agências missionárias. </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">As oficinas serão conduzidas por especialistas em suas respectivas áreas: Alberto Lins, Alessandro Tiezzi, Alessandra Vidmontas, Daniela Frozi, Carlos Henrique, Débora Fahur, Emilene Araújo,Eunice Bueno Cunha de Meneze, Jorge dos Santos, Neliana Schulz, Patrick Reason, Phelipe Reis, Rocindes José Corrêa, Sara Vargas, Sílvia Kivitz, Soraya Dias e Tércio Sá Freire de Oliveira.</span></span></p>
<p align="left"><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="color: #1155cc;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>Aqui</u></span></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> você encontra a apresentação e a foto de cada preletor.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Asas de Socorro &#8211; 70 anos</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O </span></span><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="color: #3366ff;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Encontro</span></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> será finalizado com a celebração dos 70 Anos de </span></span><a href="https://www.asasdesocorro.org.br/"><span style="color: #3366ff;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Asas de Socorro</b></span></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">, organização cristã missionária que desenvolve programas culturais, educacionais e de saúde, especialmente nas regiões mais carentes de transporte e comunicação e fornece apoio logístico para programas assistenciais desenvolvidos em áreas de difícil como a Amazônia brasileira. Asas de Socorro está filiada à Renas desde o início da rede.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Condições especiais para estudantes e grupo</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Jovens, com até 29 anos, terão desconto de 30% no valor da inscrição. Grupos de pelo menos 5 pessoas de uma mesma organização ou igreja terão direito a desconto de 30%. Renas concederá certificado de participação em que constará a carga horária de 15 horas. </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Renas</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Renas (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) é uma rede de relacionamentos entre organizações, igrejas evangélicas e pessoas que atuam na área social, no Brasil, que teve o seu início em 2003. Seu propósito é proporcionar espaços de encorajamento, capacitação, articulação, mobilização, troca de experiências, informações, recursos e tecnologia social. Sua Missão: ser expressão dos valores do reino de Deus e da missão de Jesus na sociedade brasileira, fomentando os valores de justiça, respeito, equidade, bondade e misericórdia por meio da ação social e na defesa dos direitos humanos.</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Serviço:</b></span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Tema</strong>: À Mesa com Jesus: Encontro, Partilha e Transformação – Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!” (Lc 14.15)</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Data</strong>: início: 24/outubro das 13:30; final: 26/outubro das 12:00</span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Local</strong>: Igreja Presbiteriana Orvalho do Hermon | Rua Itália, Q. 61 L. 5/10, Vila Santa Isabel | Anápolis, GO</span></span></p>
<p align="left"><strong><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Lista completa dos preletores e nomes das oficinas: </span></span></strong><a href="https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/"><span style="color: #1155cc;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>https://renas.org.br/evento/16-encontro-nacional-de-renas-2025/</u></span></span></span></a></p>
<p align="left"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Inscrições</strong>: </span></span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfK__1UKwiEAgGblJk0woG3V9m6QuKe2JP145KGFi37qzaCzA/viewform"><span style="color: #1155cc;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfK__1UKwiEAgGblJk0woG3V9m6QuKe2JP145KGFi37qzaCzA/viewform</u></span></span></span></a></p>
<p align="left"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16352" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/07/1-1-768x1024.png" alt="" width="768" height="1024" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16353" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/07/2-768x1024.png" alt="" width="768" height="1024" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16354" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/07/3-1-768x1024.png" alt="" width="768" height="1024" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16355" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/07/4-768x1024.png" alt="" width="768" height="1024" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16356" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/07/5-768x1024.png" alt="" width="768" height="1024" /></p>
<p align="left">
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		<title>RENAS no CONSEA &#8211; “Tive fome e me deste de comer”</title>
		<link>https://renas.org.br/renas-no-consea-tive-fome-e-me-deste-de-comer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 15:12:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Celebração da saída do Brasil do mapa da fome pelo olhar de Tania Wutzki</span></i></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta semana, RENAS esteve representada por Tania Wutzki nas plenárias do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e na celebração da saída do Brasil do Mapa da Fome, em Brasília. O evento, realizado no Palácio do Planalto com a presença do Presidente, ministros, conselheiros e conselheiras, marcou um momento histórico: em apenas dois anos, o país alcançou uma melhora significativa no combate à fome, resultado de políticas públicas consistentes e do engajamento da sociedade civil.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a fome e a insegurança alimentar passam por altos e baixos, com períodos de melhora e piora. Após sair do Mapa da Fome da ONU em 2014, o país retornou ao mapa em 2019 e permaneceu até 2022, mas registrou uma queda significativa em 2023, com 24,4 milhões de pessoas deixando a situação de fome. Essa redução foi impulsionada pela retomada de políticas sociais e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e pelo lançamento do Plano Brasil Sem Fome.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-16336 aligncenter" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-07-as-12.10.56_88f98d22-1024x749.jpg" alt="" width="1024" height="749" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-07-as-12.10.56_88f98d22-1024x749.jpg 1024w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-07-as-12.10.56_88f98d22-980x717.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-07-as-12.10.56_88f98d22-480x351.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p>Tania junto com outros conselheiros no evento de celebração da saída do Brasil do Mapa da Fome. Ela é a segunda da esquerda para a direita.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Tania, o feito é ainda mais relevante diante do cenário global apresentado no Relatório SOFI 2024, que mostra que o mundo está distante de cumprir até 2030 o ODS 2 cuja meta é de erradicar a fome. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“O Brasil pretendia alcançar essa meta até 2026, mas chegou lá em 2024. Isso mostra que aprendemos o caminho e sabemos o que fazer para nunca mais voltar ao Mapa da Fome”, afirma. </span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela reforça que menos famílias têm hoje a fome como parte de sua realidade e que o direito humano à alimentação adequada e saudável se tornou realidade para mais pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do avanço, Tania levanta alguns desafios importantes: “Ainda temos cerca de 7 milhões de pessoas em insegurança alimentar. Precisamos chegar até elas com políticas públicas que reconheçam sua dignidade e garantam acesso a direitos.” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, ela afirma, “Temos o desafio das mudanças climáticas que já afetam e afetarão ainda mais, especialmente os pequenos produtores da agricultura familiar,  com secas mais intensas, chuvas menos regulares mas intensas e temperaturas elevadas que inviabilizam algumas culturas. A inflação dos alimentos já é um dos fatores que colocam em risco a segurança alimentar no mundo e também por aqui. Inflação, todos sabemos, tem uma ligação óbvia com as mudanças climáticas –  a oferta de alimentos diminuída gera aumento dos preços. Nosso desafio como nação é: apoiar estes pequenos produtores e termos uma transição e adaptação que tenha a justiça como parâmetro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para RENAS, o tema é profundamente relevante. Tania observa que as organizações da rede já atuam na segurança alimentar por meio de projetos sociais, ações de igrejas e iniciativas individuais de cristãos que vivem sua fé servindo quem tem fome. “Mas podemos fazer mais”, destaca. Ela aponta que fortalecer os conselhos municipais de segurança alimentar e monitorar a execução de políticas como o PNAE, o Plano Brasil Sem Fome e o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional são passos estratégicos. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“É no município que direitos são garantidos ou violados, e a participação social é um caminho para exercer cidadania e, como cristãos, viver o ‘Tive fome e me destes de comer’ – não só em ações emergenciais, mas também por meio de políticas públicas que garantam renda, trabalho, terra, educação e dignidade.”</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O Evangelho nos lembra que cuidar dos famintos é parte central da missão cristã, e isso dialoga diretamente com o ODS de erradicação da fome. Jesus nos chama a enxergar no próximo a sua imagem e a agir com compaixão prática, transformando fé em ações concretas. Assim, ao contribuir para que todos tenham acesso a alimento saudável e digno, não apenas respondemos a uma meta global, mas também vivemos de forma integral a boa nova do Reino de Deus.</span></p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acesse aqui os dados oficiais emitidos pela ONU através do Relatório SOFI 2025: </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><a href="https://openknowledge.fao.org/items/ec3dbd70-164c-483d-9fa2-2346284d67c8"><span style="font-weight: 400;">https://openknowledge.fao.org/items/ec3dbd70-164c-483d-9fa2-2346284d67c8</span></a> <span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E veja a análise do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome:</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/brasil-sai-do-mapa-da-fome-da-onu-conquista-historica-reflete-politicas-publicas-eficazes"><span style="font-weight: 400;">https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/brasil-sai-do-mapa-da-fome-da-onu-conquista-historica-reflete-politicas-publicas-eficazes</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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