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	<title>RENAS | Rede Evangélica de Ação Social</title>
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	<title>RENAS | Rede Evangélica de Ação Social</title>
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		<title>Fé, democracia, política e dignidade recomposta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 17:49:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No dia 12 de agosto, a RENAS promoveu mais uma reunião online de filiadas, reunindo organizações e lideranças da rede para uma conversa sobre um tema urgente para a Igreja e para a sociedade brasileira: a relação entre fé cristã e democracia. O encontro contou com a participação do sociólogo e teólogo Paul Freston, que compartilhou reflexões a partir de seu mais recente livro, dedicado à presença cristã na esfera pública e aos desafios democráticos do nosso tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conversa partiu de uma constatação fundamental: o cristianismo não possui uma “receita política” pronta para todos os tempos e contextos. A própria história da fé cristã demonstra isso. Os textos bíblicos foram produzidos em diferentes contextos históricos, sociais e políticos, muito distantes da realidade contemporânea. Por isso, a tarefa cristã exige um exercício permanente de interpretação: retirar da fé seus princípios, valores e impulsos e discernir como eles podem ser vividos concretamente em cada contexto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa compreensão é especialmente importante quando pensamos na relação entre cristianismo e democracia. Para Freston, justamente porque não existe uma única posição política que possa ser apresentada como “a posição cristã”, a diversidade política entre cristãos não deveria ser vista como uma ameaça à fé. Ao contrário, ela pode ser uma expressão da própria liberdade e da complexidade da vida em sociedade.</span></p>
<h2><b>“A fé não pode ser reduzida a um projeto político”</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos alertas mais importantes da conversa foi para o risco de colocarmos nossas convicções políticas no mesmo nível das convicções fundamentais da fé. Quando isso acontece, o debate político deixa de ser uma discussão legítima entre diferentes possibilidades de organização da sociedade e passa a adquirir contornos de disputa religiosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tradição cristã reconhece que o discipulado possui implicações públicas e políticas. A Igreja não deve se omitir diante das injustiças, da pobreza, da violência, da desigualdade ou da violação de direitos. Ensinar as implicações sociais da fé faz parte da missão cristã. Entretanto, isso não significa transformar uma determinada candidatura, partido, ideologia ou projeto de governo em expressão necessária do Evangelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa distinção é essencial. Uma organização cristã pode defender com convicção determinada política pública ou posicionamento social, mas precisa preservar a capacidade de reconhecer que outros cristãos, igualmente comprometidos com as Escrituras e com o discipulado, podem chegar a conclusões políticas diferentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A democracia, nesse sentido, não existe para garantir que “o nosso lado” sempre vença. Ela existe para possibilitar a convivência e a disputa legítima entre diferentes visões de sociedade.</span></p>
<h2><b>Unidade não é sinônimo de uniformidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez uma das provocações mais relevantes para as organizações cristãs seja justamente esta: a Igreja não precisa ser politicamente uniforme para ser testemunha de Cristo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma sociedade profundamente polarizada, é comum que divergências políticas sejam transformadas em julgamentos sobre a própria fé do outro. Pessoas passam a questionar se alguém é verdadeiramente cristão porque vota de determinada maneira, ou porque não compartilha de determinada visão política. Essa lógica precisa ser confrontada pela própria compreensão cristã de comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesus afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). É relativamente fácil conviver com pessoas que pensam como nós. Mais se torna um grande desafio permanecer em comunhão quando encontramos irmãos e irmãs que compartilham da mesma fé, mas possuem compreensões políticas diferentes. É justamente aí que o amor cristão ganha uma dimensão pública poderosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o testemunho da Igreja diante da sociedade não devesse ser o de uma comunidade politicamente unificada, mas o de uma comunidade capaz de discordar sem se destruir; de debater sem desumanizar; de defender convicções sem transformar o outro em inimigo. Uma Igreja que consegue viver suas diferenças políticas com respeito oferece à sociedade um testemunho que vai além de qualquer posicionamento partidário.</span></p>
<h2><b>“Coar mosquitos e engolir camelos”</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a conversa, Freston recuperou uma imagem utilizada por Jesus nos Evangelhos: a denúncia daqueles que “</span><i><span style="font-weight: 400;">coam o mosquito e engolem o camelo</span></i><span style="font-weight: 400;">” (Mt 23.24). A metáfora também pode nos ajudar a refletir sobre a maneira como os cristãos estabelecem suas prioridades no debate público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser bíblico não significa apenas encontrar um versículo que sustente determinada posição. Significa também considerar a proporcionalidade daquilo que a própria Bíblia enfatiza. Questões presentes reiteradamente nas Escrituras deveriam ocupar espaço proporcional em nossa reflexão cristã. Da mesma forma, aquilo sobre o qual a Bíblia fala pouco ou nada não deveria necessariamente tornar-se o centro absoluto da nossa identidade religiosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando questões políticas secundárias se tornam critérios para determinar quem é ou não um “bom cristão”, corremos o risco de transformar preferências políticas em dogmas religiosos. A fé cristã, entretanto, é maior do que qualquer projeto político.</span></p>
<h2><b>Da dignidade recomposta à dignidade imposta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto marcante da reflexão foi a recuperação histórica da presença evangélica na sociedade brasileira. Freston lembrou a expressão “dignidade recomposta”, utilizada em pesquisas sobre comunidades pentecostais brasileiras, para descrever uma das transformações produzidas pela experiência religiosa: pessoas que, embora não necessariamente tivessem sua condição econômica modificada, encontravam na fé uma nova percepção de dignidade e pertencimento. Essa reflexão ajuda a compreender uma transformação significativa na relação entre parte do evangelicalismo brasileiro e a política.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muito tempo, prevaleceu entre setores evangélicos a ideia de que “crente não se mete em política”. Posteriormente, surgiu a lógica de que “irmão vota em irmão”, indicando uma maior participação política e também uma busca por representação própria. Em determinados momentos, essa participação avançou para uma compreensão mais ambiciosa do papel da Igreja na condução da sociedade. A pergunta teológica que emerge é profunda: a participação política cristã deve buscar a dignidade e a transformação da sociedade ou o controle do poder?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fé cristã é chamada a servir, testemunhar e buscar o bem comum. Quando a defesa da fé se transforma em instrumento de conquista e manutenção do poder, existe o risco de que o Evangelho seja subordinado a um projeto político.</span></p>
<h2><b>A responsabilidade das organizações cristãs</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse ponto que o tema se torna especialmente relevante para as organizações filiadas à RENAS. As organizações cristãs atuam diretamente nas realidades onde as políticas públicas encontram as pessoas: na proteção de crianças e adolescentes, no acolhimento, no enfrentamento da pobreza, na defesa de direitos, na promoção da convivência familiar e comunitária, no cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade e em tantas outras frentes. Por isso, compreender democracia não é um exercício meramente acadêmico. É uma necessidade prática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações da rede precisam dialogar com diferentes setores da sociedade, estabelecer parcerias, participar da construção de políticas públicas, defender direitos e ocupar espaços de participação social. Para isso, precisam compreender que a democracia pressupõe pluralidade, negociação, limites ao poder e reconhecimento da legitimidade do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação cristã na esfera pública não pode depender da conquista de uma posição hegemônica. Ela precisa ser capaz de defender seus valores dentro de um espaço onde outras pessoas e organizações também possuem o direito de apresentar suas próprias convicções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso exige maturidade política e espiritual.</span></p>
<h2><b>Uma fé comprometida com a realidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro desafio levantado durante a reunião diz respeito à desinformação e à criação de “universos paralelos” alimentados pelas redes digitais. Quando grupos passam a aceitar somente informações que confirmam suas convicções e rejeitam qualquer evidência contrária, o diálogo democrático se torna cada vez mais difícil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Freston, enfrentar esse fenômeno também possui uma dimensão espiritual. A tradição cristã sempre esteve profundamente relacionada à busca pela verdade e à superação das ilusões. Por isso, verificar informações, questionar notícias falsas, reconhecer nossos próprios vieses e estar disposto a rever posições não são atitudes contrárias à fé. São, pelo contrário, expressões de responsabilidade cristã. A Igreja é chamada a amar a verdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As nossas opiniões políticas, por mais convictos que a gente seja, nunca devem colocar nossas convicções políticas no mesmo nível das convicções básicas da fé”, relembra Freston.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E amar a verdade também significa reconhecer quando acreditamos em mentiras.</span></p>
<h2><b>Um compromisso que permanece</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião de filiadas da RENAS deixou, portanto, uma provocação que ultrapassa o contexto eleitoral ou partidário. O desafio é pensar que tipo de presença pública a Igreja deseja exercer em uma sociedade democrática. Para as organizações filiadas à RENAS, esse discernimento é particularmente importante. Nossa atuação nasce da fé, mas acontece em uma sociedade plural. Somos chamados a defender a dignidade humana, promover justiça, fortalecer vínculos, proteger os mais vulneráveis e participar da construção do bem comum — sem perder de vista que fazemos isso ao lado de pessoas que podem pensar politicamente de maneira diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez um dos maiores testemunhos que a Igreja possa oferecer à democracia brasileira seja justamente este: mostrar que é possível discordar sem deixar de amar; defender convicções sem desumanizar; participar da política sem transformar o poder em ídolo; e permanecer unidos em Cristo sem exigir uniformidade política.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>“A democracia não existe para garantir a vitória do nosso lado e nem da nossa visão da sociedade. A democracia existe para que seja possível a defesa continuada de várias visões da sociedade, inclusive a minha”, afirma Paul Freston.</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de polarização, essa pode ser uma das expressões mais concretas de uma fé que não foge da realidade, mas entra nela para servir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cuidado da criação como manifestação do Reino aqui e agora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 18:19:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b><i>Junho Verde e Julho sem Plástico mostram como o trabalho em rede pode fortalecer a consciência socioambiental das igrejas brasileiras</i></b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre meio ambiente dentro das igrejas brasileiras pareceu, para muitos e por muito tempo, tratar de uma pauta distante da missão cristã. Mudanças climáticas, resíduos, justiça ambiental, preservação dos territórios e consumo responsável eram frequentemente compreendidos como assuntos externos à vida comunitária e à própria fé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, essa percepção vem mudando. E uma das forças por trás dessa transformação é o trabalho em rede. É a partir dessa perspectiva que o movimento Renovar Nosso Mundo, em articulação com igrejas e organizações cristãs, promove mobilizações como o Junho Verde e o Julho sem Plástico. Além das campanhas pontuais, as iniciativas procuram criar espaços de formação, diálogo e ação, aproximando a agenda socioambiental da missão das igrejas. A proposta parte de uma convicção: cuidar da criação também é uma expressão da fé cristã e do amor ao próximo.</span></p>
<h3><b>Origem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Renovar Nosso Mundo surgiu há cerca de dez anos no Brasil e em outros países, a partir da articulação da Tearfund com outras organizações. Desde então, o movimento reúne diferentes denominações, regiões, faixas etárias, organizações e experiências em torno de uma agenda comum. Essa diversidade é justamente uma das principais riquezas do trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das mobilizações de Junho Verde e Julho sem Plástico, pastores, teólogos, lideranças indígenas, gestores ambientais, pesquisadores, pessoas que atuam diretamente nos territórios e representantes de igrejas e organizações compartilharam conhecimentos e experiências. Quando uma comunidade compartilha aquilo que já está fazendo, outra pode encontrar inspiração e caminhos para iniciar sua própria experiência. Uma organização pode oferecer conhecimento técnico; uma igreja pode trazer sua experiência territorial; uma liderança comunitária pode ajudar a compreender os impactos de determinado problema; pesquisadores podem contribuir para qualificar o debate.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rede transforma experiências isoladas em conhecimento coletivo.</span></p>
<h3><b>Na prática</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante as mobilizações, foram realizados 13 webinars, com a participação de 49 integrantes do Renovar Nosso Mundo, representando igrejas e organizações e apresentando experiências socioambientais desenvolvidas em diferentes contextos. Os encontros abordaram temas como emergência climática, crimes ambientais, racismo ambiental, justiça climática, povos indígenas e Bem Viver, redução do uso de plástico, consumo responsável, desinformação e o papel das igrejas na proteção da criação. Também foram produzidos três guias e materiais de apoio gratuitos para ajudar as comunidades a transformar a reflexão em ações concretas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo não era apenas falar sobre os territórios, mas ouvir quem vive neles e enfrenta cotidianamente os efeitos dos problemas ambientais. Essa perspectiva é fundamental porque a crise climática não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Enchentes, secas, calor extremo, poluição e outros impactos atingem de forma especialmente severa comunidades que já enfrentam situações de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conscientizar as igrejas sobre meio ambiente também significa ajudá-las a compreender as relações entre crise ambiental, desigualdade, justiça é fé como expressão da dignidade e imagem de Deus em nós.</span></p>
<h3><b>Pequenas ações, uma transformação coletiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais contribuições do trabalho em rede é mostrar que a transformação pode começar no território onde cada igreja está inserida. Reduzir desperdícios, repensar hábitos de consumo, diminuir o uso de plásticos, cuidar dos resíduos, conhecer os problemas ambientais da cidade, apoiar comunidades vulnerabilizadas e participar das discussões públicas são algumas possibilidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, a proposta vai além da mudança individual. O trabalho do Renovar Nosso Mundo também chama as igrejas para o exercício do controle social e do advocacy, reconhecendo que elas podem participar da construção de respostas coletivas diante das injustiças ambientais. Nesse sentido, uma igreja consciente não é apenas aquela que separa seus resíduos ou realiza uma atividade sobre meio ambiente. É também aquela que pergunta o que está acontecendo em seu território, quem está sendo afetado, quais são as responsabilidades envolvidas e como sua comunidade pode contribuir para a transformação daquela realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados das mobilizações aparecem no número de participantes ou de atividades realizadas, e especialmente na mudança da conversa dentro das igrejas. Temas que antes pareciam distantes passaram a fazer parte das reflexões de comunidades cristãs. E, ao colocar diferentes pessoas em diálogo, a rede também ajuda a formar novas referências. Uma igreja que já desenvolve uma horta, por exemplo, pode inspirar outra. Uma comunidade que enfrenta uma situação de injustiça ambiental pode encontrar apoio e visibilidade. Uma liderança que pesquisa o tema pode compartilhar conhecimento com quem está começando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse encontro entre experiências que a conscientização se fortalece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora Junho Verde e Julho sem Plástico sejam importantes momentos de mobilização, a agenda socioambiental do Renovar Nosso Mundo acontece durante todo o ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é justamente fazer com que o cuidado com a criação deixe de ser percebido como um projeto isolado ou uma atividade de determinado mês e passe a integrar a vida cotidiana das igrejas. Isso significa formar crianças e jovens, dialogar nos pequenos grupos e escolas bíblicas, incluir o tema nos espaços de formação, cuidar dos territórios, apoiar comunidades vulnerabilizadas e participar das discussões públicas. Significa também repensar a própria compreensão sobre a relação entre humanidade e criação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta é superar uma lógica de domínio e exploração para construir uma relação marcada pela coexistência, interdependência, reciprocidade, responsabilidade e cuidado. Afinal, não estamos fora da criação. Somos parte dela e dependemos dela para viver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que os púlpitos formem consciência e as comunidades sejam espaços de cuidado. Que as igrejas conheçam os desafios ambientais de seus territórios e seus líderes tenham coragem para tratar desses assuntos. E que a reflexão sobre a criação se traduza em atitudes concretas.</span></p>
<h3><b>Próximo encontro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como parte da mobilização, o Renovar Nosso Mundo realizará hoje, dia </span><b>13 de agosto, às 20h</b><span style="font-weight: 400;">, um culto virtual de gratidão pelas ações do Junho Verde e do Julho sem Plástico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro contará com reflexão bíblico-teológica, testemunho de uma experiência prática realizada pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), em Almirante Tamandaré (PR), e participação de integrantes do movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro será mais uma oportunidade para celebrar o que já foi construído e, principalmente, fortalecer os vínculos que tornam possível continuar caminhando em rede pelo cuidado com a criação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> Participe:</span> <a href="https://forms.gle/CFctfBxWvXE7BGSx8"><span style="font-weight: 400;">https://forms.gle/CFctfBxWvXE7BGSx8</span></a> <span style="font-weight: 400;">  </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><strong>Conheça o Renovar Nosso Mundo:</strong><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Site: </span><a href="http://pt.renewourworld.net"><span style="font-weight: 400;">pt.renewourworld.net</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></a><span style="font-weight: 400;">Instagram: @renovarnossomundo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Facebook: /renovarnossomundo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Conheça nossas iniciativas: </span><a href="https://linktr.ee/renovarnossomundo"><span style="font-weight: 400;">https://linktr.ee/renovarnossomundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Texto escrito com base em entrevista realizada com </span><b>Simone Vieira</b><span style="font-weight: 400;">.<br />
</span><b></b><b><i>Simone Vieira </i></b><i><span style="font-weight: 400;">atua há 30 anos na defesa de direitos, trabalhando com comunidades vulnerabilizadas e há 11 anos com a agenda socioambiental e climática. </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Atualmente é consultora de incidência pública da Tearfund América Latina para o Brasil.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Nas Mãos de Deus cabe tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><i><span style="font-weight: 400;">Um chamado da Rede Mãos Dadas à <strong>intercessão</strong> pelas <strong>crianças</strong> do Brasil</span></i></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16523" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/08/ilustracao_partes_familiaBR-980x953.png" alt="" width="567" height="551" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os anos, no primeiro fim de semana de junho, milhares de cristãos ao redor do mundo se unem por um mesmo propósito: interceder pelas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O </span><b>Mutirão Mundial de Oração</b><span style="font-weight: 400;"> (World Weekend of Prayer) é um movimento que desperta a Igreja para enxergar as diferentes realidades vividas por meninas e meninos e assumir um compromisso prático de cuidado, proteção e esperança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, uma das principais responsáveis por essa mobilização é a </span><b>Rede Mãos Dadas</b><span style="font-weight: 400;">, organização filiada à </span><b>RENAS – Rede Evangélica Nacional de Ação Social</b><span style="font-weight: 400;">, que há anos adapta, produz e distribui materiais para que igrejas, organizações sociais, famílias e educadores possam participar da campanha de forma acessível e significativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa nasceu em 1996, idealizada pela organização internacional Viva, ao perceber que a realidade das crianças vulneráveis era pouco abordada nas comunidades cristãs, apesar da urgência do tema. Desde então, a campanha passou a reunir materiais temáticos anuais que ajudam igrejas e organizações a refletirem sobre questões como violência, abandono, pobreza, exclusão e outras situações que afetam milhões de crianças em todo o mundo.</span></p>
<h2><b>Muito além de um fim de semana</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o ponto alto da campanha aconteça tradicionalmente no primeiro fim de semana de junho, a edição de 2026 ampliou sua programação para alcançar ainda mais pessoas e aprofundar a experiência de oração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos materiais já conhecidos, como o </span><b>Vídeo de Oração</b><span style="font-weight: 400;">, voltado ao público adulto, e a </span><b>Dinâmica de Oração</b><span style="font-weight: 400;">, desenvolvida para que crianças compreendam, de maneira lúdica, diferentes contextos de vulnerabilidade e o valor da intercessão, novas iniciativas ganharam espaço ao longo dos meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elas está o </span><b>Acolha Uma Criança em Oração</b><span style="font-weight: 400;">, uma página que apresenta pedidos de oração por crianças específicas, nesta edição, com foco em crianças atípicas e neurodivergentes, e o </span><b>Intercâmbio de Oração</b><span style="font-weight: 400;">, projeto que conecta grupos de crianças de diferentes lugares para que orem umas pelas outras, fortalecendo a comunhão entre igrejas e organizações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em julho, a campanha foi encerrada com o lançamento da </span><b>Trilha de Oração</b><span style="font-weight: 400;">, um material devocional de seis dias que convida pais, responsáveis e demais adultos a intercederem de forma intencional por uma criança que esteja em seu coração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a equipe da Rede Mãos Dadas, essa ampliação da programação surgiu da análise dos resultados das edições anteriores, permitindo que cada ação recebesse maior atenção e divulgação ao longo do ano.</span></p>
<h2><b>Oração que forma discípulos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos mais marcantes do Mutirão é a forma como ele envolve as próprias crianças no cuidado com outras crianças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio das dinâmicas propostas, elas descobrem que a oração também é uma expressão de amor ao próximo e aprendem, desde cedo, que Deus se importa com aqueles que enfrentam situações difíceis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros resultados da edição de 2026 demonstram um engajamento significativo. Até o momento, o guia completo da campanha registrou </span><b>387 downloads</b><span style="font-weight: 400;">, enquanto os cartazes utilizados nas atividades infantis somaram </span><b>283 downloads</b><span style="font-weight: 400;">. O </span><b>Intercâmbio de Oração</b><span style="font-weight: 400;"> também recebeu grande adesão de educadores interessados em promover essa experiência em seus grupos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a transformação começa pelo coração, o que tem emocionado a equipe organizadora são os relatos enviados por igrejas e organizações, especialmente imagens de crianças participando das atividades e compreendendo que suas orações podem alcançar outras vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa convicção é retratada em uma das histórias compartilhadas durante a campanha, mostrando que, quando uma criança descobre que suas orações cabem nas mãos de Deus, ela também compreende que pode ser instrumento do cuidado do Senhor no mundo.</span></p>
<h2><b>&#8220;Nas Mãos de Deus Cabe Tudo&#8221;</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2026, o Mutirão teve como tema </span><b>&#8220;Nas Mãos de Deus Cabe Tudo!&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, inspirado em Salmos 95:4-5:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Em suas mãos estão as profundezas da terra, e os mais altos montes lhe pertencem. O mar é dele, pois ele o fez; as suas mãos formaram a terra seca.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade visual da campanha reforçou essa mensagem por meio de dois cartazes complementares. Enquanto um apresenta as dores, medos e desafios enfrentados por muitas crianças, o outro evidencia o cuidado, a esperança e as bênçãos que Deus oferece àqueles que estão em Suas mãos. Juntos, os materiais comunicam uma verdade central da fé cristã: nenhuma realidade é grande demais para escapar do cuidado do Senhor.</span></p>
<h2><b>Uma inspiração para toda a rede</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como organização filiada à RENAS, a Rede Mãos Dadas demonstra como a produção de conteúdos de qualidade, a articulação entre igrejas e organizações sociais e a valorização da oração podem fortalecer a missão cristã de proteção integral à infância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua atuação evidencia que boas práticas não se limitam à execução de projetos sociais, mas também incluem iniciativas capazes de mobilizar a Igreja, formar consciência, conectar pessoas e inspirar comunidades a viverem o Evangelho por meio da intercessão e do compromisso com os mais vulneráveis. Mostra também como engajar as crianças no processo é por si inspirador e transformador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao compartilhar sua experiência, a Rede Mãos Dadas oferece um exemplo concreto de como a colaboração entre organizações da rede amplia o impacto do Reino de Deus e fortalece a missão comum de promover vida, dignidade e esperança para crianças e adolescentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que essa experiência continue inspirando outras organizações filiadas à RENAS, igrejas e comunidades a reconhecerem que cuidar da infância também começa de joelhos, em oração, e se desdobra em ações concretas de amor, justiça e proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Link para landing page do Mutirão Mundial de Oração 2026, com todos os materiais produzidos para a campanha:</span></p>
<p><a href="https://www.maosdadas.ong.br/mutirao-mundial-de-oracao-2026/"><span style="font-weight: 400;">https://www.maosdadas.ong.br/mutirao-mundial-de-oracao-2026/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>Rede em Movimento: conexões que geram impacto</title>
		<link>https://renas.org.br/rede-em-movimento-conexoes-que-geram-impacto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:22:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Nossas Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Encontro de Filiadas RENAS 2026 reuniu organizações de todo o país para refletir sobre atuação em rede, compartilhar experiências e construir os próximos passos da campanha nacional.</span></i> <span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Entre os dias 1 e 3 de Junho, as organizações e indivíduos filiados à RENAS se reuniram em Campinas para o Encontro de Filiadas. Foram cerca de 40 participantes, representando 18 instituições filiadas, 6 interessadas na filiação e convidados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro aconteceu no Lar Luterano Belém e teve início na tarde do dia 1 com uma reflexão trazida pelo Pr. Casso Vieira, Pastor na 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Campinas, acerca da importância da presença para nos conectarmos, conduzindo os participantes a compreender que a presença de Deus é a base da missão, da reconstrução de vínculos e da transformação de vidas. A partir de textos do Antigo e do Novo Testamento, foi destacado que a caminhada cristã não acontece de forma solitária, mas sustentada pela promessa de Cristo de permanecer conosco em todos os momentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da mensagem, também foram compartilhadas experiências que evidenciaram como a presença genuína, a escuta e o cuidado são capazes de restaurar pessoas e fortalecer comunidades. O encontro reforçou o compromisso de viver uma espiritualidade presente no cotidiano e de seguir promovendo relações marcadas pelo acolhimento, pelo serviço e pela esperança.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16512" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5733-980x653.jpg" alt="" width="827" height="551" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim da tarde, foi apresentado um painel sobre “O papel das redes, organizações e igrejas diante dos desafios sociais do Brasil hoje”, com a participação de Silvia Kivitz, representando as redes, Emilene Araujo, representando as organizações e o pastor Davi Nogueira, representando as igrejas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Silvia trouxe à luz a importância do pastoreio e cuidado com as lideranças e organizações sociais. O cansaço e a solidão tem sido um desafio recorrente que demanda atenção e prevenção imediata. Emilene, por sua vez, destacou os desafios e a relevância do diálogo com as intuições do poder público para que políticas de proteção possam avançar. “Se nós não ocuparmos esses espaços para falar, alguém irá falar por nós e talvez não do jeito que a gente gostaria”, relata Emilene.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O Pr. Davi trouxe mais uma vez a urgência da teologia e a prática eclesiástica serem capazes de responder às novas demandas, como as famílias atípicas. Como preparar equipes e lideranças pastorais para serem, de fato, inclusivas e relevantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terça-feira, 2, foi cheia de momentos especiais. Iniciamos o dia com um devocional trazido por Klênia Fassoni, representante da Revista Ultimato. A partir dos textos de Habacuque 3:17-19 e Lamentações 3:21-22, Klenia refletiu sobre a &#8220;esperança do tipo ainda que&#8221;: uma esperança que não depende das circunstâncias, mas permanece firme mesmo diante das perdas, incertezas e sofrimentos. Destacou que a esperança cristã encontra seu fundamento em Deus, a única âncora segura que não decepciona, sustentando a caminhada de fé em qualquer cenário.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16513" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5776-980x653.jpg" alt="" width="827" height="551" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da mensagem, a palestrante ressaltou que essa esperança não apenas fortalece a vida pessoal do cristão, mas também o capacita a levar esperança aos outros. Reforçou que a Igreja é chamada a ser arauto da esperança, anunciando, por meio de sua presença e testemunho, que existe uma esperança capaz de permanecer firme mesmo quando tudo parece desmoronar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nicolas Eller, apresentou em seguida a parceria social Bravva e a importância da construção de diálogo com o segundo setor como alternativa de captação de recursos. A Parceria Social Bravva se dá com seguradoras.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">“Durante cerca de 2 anos, com horas pró-bono de desenvolvedores e algum investimento, desenvolvemos um sistema de venda e controle para corretoras &#8211; uma ponte real entre o mercado de seguros e as organizações sociais. Conversamos com 5 corretoras de médio e grande porte. Uma delas entendeu a visão, implantou o sistema e construiu conosco um modelo real de repasse de receita”, explica Nicolas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Após esse momento, Livan Chiroma, representando a Missão Sepal e a Aliança Evangélica Brasileira, apresentou o programa “Igreja Pela Vida das Mulheres”, uma importante parceria entre o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Prefeitura Municipal de Campinas e as Igrejas Evangélicas da cidade. A iniciativa prepara quem muitas vezes é o primeiro ponto de escuta: a igreja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16514" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.10.11-980x1307.jpg" alt="" width="413" height="551" /> </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">“Esse projeto é um enfrentamento a uma constatação técnica de que há violência doméstica praticada por maridos em direção às suas mulheres nos ambientes eclesiásticos. E essa dor causou a construção de um projeto que envolve algumas ferramentas como cartilhas, cursos e protocolos para treinar e trazer esse letramento para pastores e homens no geral, porque a violência também é fruto de como a masculinidade é construída nas igrejas”, relata Livan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi, também, o primeiro dia de construção das bases da nova campanha oficial de RENAS. Um processo guiado por Lidiane Nogueira, pedagoga e esposa do pastor Davi. </span><span style="font-weight: 400;">Uma manhã e tarde produtiva de escuta, mapeamento e diagnóstico, proposições, debates e definições iniciais. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16515" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_5907-980x653.jpg" alt="" width="827" height="551" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim da tarde, as redes e os grupos de trabalho compartilharam suas atuações e atividades desenvolvidas no Amazonas, Sergipe e Paraná. Bem como os projetos e iniciativas da Rede Mãos Dadas, com o Mutirão Mundial de Oração, e a rede Renovar Nosso Mundo, com o movimento Junho Verde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na quarta-feira, 3, iniciamos o dia com um devocional trazido por Glauce Makoski, coordenadora da Rede Paranaense de Ação Social e representante da Associação Metodista de Assistência Social, sobre a Missão do cristão a partir de uma perspectiva da coerência, da experiência e do milagre como resultado da ação de Deus no mundo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Houve ainda a consolidação final da construção da campanha, que focará na violência como tema principal, e a entrega oficial para o GT de Campanha aprimorar a proposta. E seguimos para o momento tradicional de encerramento com a celebração do corpo de Cristo e foto oficial.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-et-pb-image--responsive--tablet wp-image-16516" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_6146-980x653.jpg" alt="" width="827" height="551" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Encontro Filiadas é um momento de descanso, compartilhamento, renovo e ânimo comunitário. É essencial para alinhar as atividades da rede, mas ainda mais fundamental pelo privilégio do cuidado e pastoreio mútuo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rede Mãos Dadas, filiada de RENAS dedicada ao tema das infâncias, fortalece igrejas para o Maio Laranja com materiais de prevenção e proteção à infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 16:09:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Maio Laranja]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante o mês de maio, quando o Brasil se mobiliza na campanha </span><b>Maio Laranja</b><span style="font-weight: 400;">, dedicada à prevenção e ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, a RENAS, por meio da Rede Mãos Dadas, apresenta uma importante iniciativa de mobilização e formação para igrejas, organizações cristãs e lideranças comunitárias de todo o país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o propósito de ampliar a consciência, fortalecer práticas de proteção e equipar comunidades de fé para abordarem um tema muitas vezes silenciado, a Rede Mãos Dadas reuniu, organizou e disponibilizou uma </span><b>compilação de materiais produzidos por organizações filiadas à RMD e à RENAS</b><span style="font-weight: 400;">, criando um acervo acessível para ações educativas, rodas de conversa, pregações, formações ministeriais e atividades com famílias, crianças e adolescentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa nasce da convicção de que proteger crianças é um compromisso espiritual, ético e evangélico. Em um país onde a violência sexual contra crianças e adolescentes continua em níveis alarmantes, a omissão já não pode ser uma opção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados recentes mostram a gravidade desse cenário. Entre 2021 e 2024, o Brasil registrou mais de </span><b>110 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes</b><span style="font-weight: 400;">, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos. Apenas em 2024, foram mais de </span><b>36 mil registros</b><span style="font-weight: 400;">, com crescimento expressivo nos últimos anos. Outro dado preocupante revela que grande parte dessas violências acontece dentro do ambiente familiar ou em círculos de confiança da vítima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O alerta também é reforçado por organismos internacionais. Em relatório divulgado pelo UNICEF em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou </span><b>165 mil crianças e adolescentes vítimas de violência sexual nos últimos três anos</b><span style="font-weight: 400;">, evidenciando que a proteção da infância continua sendo um dos maiores desafios da sociedade brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dessa realidade, a Rede Mãos Dadas entende que as igrejas precisam ocupar um lugar ativo na promoção de ambientes seguros. Espaços de fé, discipulado, convivência e formação espiritual também precisam ser espaços de escuta, prevenção e cuidado. Falar sobre abuso sexual infantil dentro das comunidades cristãs não enfraquece a fé, pelo contrário, fortalece o testemunho e garante vida plena, como prometida por Cristo Jesus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próprio evangelho aponta esse caminho. Jesus Cristo acolheu crianças, deu-lhes dignidade e as colocou no centro de sua mensagem. Ao afirmar “deixem vir a mim as crianças”, Cristo revela que cuidar dos pequenos é parte essencial do Reino de Deus. Por isso, enfrentar qualquer forma de violência contra a infância é viver concretamente os valores do evangelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reunir materiais produzidos por organizações comprometidas com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, a Rede Mãos Dadas e a rede RENAS convida igrejas, ministérios, projetos sociais e lideranças cristãs a transformarem o Laranja em mais do que uma cor: em uma cultura permanente de proteção, denúncia, acolhimento e cuidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Proteger as crianças é parte central do chamado cristão.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Clique no link e tenha acesso ao acervo preparado pela RMD:</span></p>
<a href='https://www.maosdadas.ong.br/18-de-maio/' class='small-button smallorange' target="_blank">Maio Laranja</a>
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		<title>NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO &#8211; RENAS e Rede Mãos Dadas</title>
		<link>https://renas.org.br/nota-publica-de-repudio-renas-e-rede-maos-dadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Posicionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) e a Rede Mãos Dadas, representando suas 75 organizações afiliadas, manifestam <strong>profundo repúdio à decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que absolveu um homem de 35 anos condenado por manter relações sexuais com uma menina de 12 anos</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão desconsidera um pilar objetivo da nossa legislação: <strong>menores de 14 anos possuem presunção legal absoluta de incapacidade de consentimento (Art. 217-A, CP)</strong>. Trata-se de uma regra clara e de aplicação automática, construída precisamente para impedir que narrativas de &#8220;afeto&#8221;, &#8220;consentimento&#8221; ou &#8220;convivência&#8221; sejam utilizadas para legitimar a exploração sexual infantil. Relativizar essa norma fere o princípio da Proteção Integral e contraria o entendimento consolidado das instâncias superiores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se trata de mera divergência interpretativa, mas de uma grave distorção do papel do Judiciário. Ao atribuir relevância jurídica a um suposto vínculo afetivo entre adulto e criança, a decisão transforma a norma protetiva em uma regra flexível, moldável pela narrativa do agressor. Essa postura não apenas fragiliza o sistema de garantias, mas vitimiza novamente quem o Estado deveria defender, ignorando que a lei existe justamente para que a vulnerabilidade da criança jamais seja tratada como moeda de troca ou &#8220;opção de vida&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contexto, marcado pela diferença de idade acentuada (23 anos), abandono escolar da vítima e antecedentes criminais do réu (homicídio e tráfico), <strong>evidencia uma criança que necessitava de proteção reforçada do Estado e da sociedade, e não de validação jurídica de sua exploração</strong>. A Prioridade Absoluta à infância exige que, diante de qualquer dúvida, a interpretação favoreça a segurança da criança. <strong>Crianças não estabelecem relações conjugais; são sujeitos em desenvolvimento que demandam cuidado, não flexibilização de direitos</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Como redes cristãs, reafirmamos que a defesa da infância é expressão da fé que professamos</strong>. O Evangelho coloca as crianças no centro e não autoriza qualquer romantização daquilo que constitui violação de sua dignidade.<strong> Repudiamos o uso do argumento de “constituição de núcleo familiar” como escudo para o abuso. À luz das Escrituras, a família é espaço de proteção, jamais instrumento para legitimar a vulnerabilidade ou silenciar o crime.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Admitir como aceitável a relação entre um adulto e uma menina de 12 anos transmite a perigosa mensagem de que a dignidade é negociável. Isso é incompatível com a ética cristã e com o Direito brasileiro. As 75 instituições vinculadas à Renas e à Rede Mãos Dadas permanecem mobilizadas na defesa incondicional da infância, certas de que a justiça se mede pela forma como protegemos os mais vulneráveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reafirmamos, com clareza e unidade, que todas as 75 instituições vinculadas à Renas e à Rede Mãos Dadas subscrevem integralmente esta manifestação. Permaneceremos mobilizados na defesa incondicional da proteção integral de crianças e adolescentes, certos de que justiça verdadeira se mede, antes de tudo, pela forma como uma sociedade protege os mais vulneráveis, especialmente as crianças.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Amor que inclui: fé, neurodiversidade e o chamado da Igreja para o nosso tempo</title>
		<link>https://renas.org.br/amor-que-inclui-fe-neurodiversidade-e-o-chamado-da-igreja-para-o-nosso-tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 18:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Davi Nogueira, durante o Encontro de Filiadas 2025</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cheiro do café passado cedo, ainda de madrugada, acompanha uma das memórias mais antigas de sua fé. Aos quatro ou cinco anos, era levado pelo avô todos os domingos para a missa das sete da manhã. Foi nesse ambiente, profundamente marcado pela tradição católica, que começou sua caminhada cristã — uma trajetória atravessada por encontros históricos, dores profundas e um chamado que hoje ecoa em todo o Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre essas memórias, está a convivência com a Dra</span><b>. Zilda Arns</b><span style="font-weight: 400;">, referência mundial na defesa da infância e da vida. Frequentadora da casa de sua avó, Zilda marcou não apenas a história do país, mas também a sua própria. Há, inclusive, uma fotografia guardada com carinho: ele, ainda criança, no colo daquela que se tornaria símbolo de cuidado, políticas públicas e compromisso cristão com os mais vulneráveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos depois, uma experiência traumática — um grave acidente que resultou em fratura na coluna — se tornaria um divisor de águas. Foi nesse momento de ruptura que ele descreve ter sido “quebrado por Deus” e profundamente convertido, passando a integrar a </span><b>Igreja Presbiteriana do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. O que parecia uma história pessoal de fé, no entanto, torna-se algo muito maior.</span></p>
<h3><b>Família atípica, missão ampliada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Casado com Lidiane, pedagoga e hoje neuropsicopedagoga, ele é pai de </span><b>Isabela</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>José</b><span style="font-weight: 400;">. A história da família se entrelaça com a Irmandade Evangélica Betânia desde muito cedo, quando Isabela ainda bebê passou a estudar na Escola Aldeia Betânia. Dificuldades no parto, diagnósticos iniciais de TDAH e o acompanhamento terapêutico marcaram os primeiros anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada aconteceu durante a pandemia. José, então com quase dois anos, apresentou sinais claros de autismo. O diagnóstico clínico veio acompanhado de outro impacto: Isabela também estava no espectro. Pouco depois, o próprio pai recebeu o diagnóstico de TDAH e iniciou o processo de investigação de sua própria neurodivergência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ali eu entendi que nossa vida nunca mais seria a mesma”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os números apresentados pelos profissionais de saúde foram alarmantes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">até </span><b>70% de divórcio</b><span style="font-weight: 400;"> entre casais que recebem o diagnóstico de uma criança autista;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>risco oito vezes maior de suicídio</b><span style="font-weight: 400;"> entre adolescentes autistas;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">quase </span><b>90% sofrendo bullying</b><span style="font-weight: 400;"> de forma recorrente;</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias adoecidas por estresse crônico.</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, o médico foi direto e apresentou as alternativas: negar, terceirizar ou assumir a luta. A escolha foi clara.</span></p>
<h3><b>Da vivência pessoal ao compromisso público</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da experiência familiar, o ministério pastoral, os estudos e a própria compreensão de igreja passaram por uma profunda ressignificação. A família iniciou um caminho de formação em neurociência e educação, ao mesmo tempo em que começou a percorrer o Brasil falando sobre o acolhimento</span><b> de famílias atípicas nas igrejas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema, ainda pouco debatido nos espaços religiosos, tornou-se urgente. Dados recentes apontam que o Brasil já soma </span><b>2,4 milhões de pessoas autistas</b><span style="font-weight: 400;">, com um crescimento expressivo nos diagnósticos: hoje, estima-se </span><b>1 criança autista a cada 38</b><span style="font-weight: 400;">, segundo dados nacionais, enquanto estatísticas internacionais apontam para </span><b>1 a cada 31</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que, estatisticamente, praticamente </span><b>todas as igrejas têm neurodivergentes em seu meio</b><span style="font-weight: 400;"> — ainda que muitas vezes invisibilizadas.</span></p>
<h3><b>Inclusão: da história da exclusão ao desafio do presente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A fala também resgata a trajetória histórica da inclusão, desde o período da exclusão e eliminação na Antiguidade, passando pela segregação institucional, pela aceitação no século XX e chegando, apenas nas últimas décadas, ao conceito de </span><b>inclusão</b><span style="font-weight: 400;">, quando a sociedade passa a se adaptar às pessoas — e não o contrário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No centro dessa mudança está a </span><b>educação inclusiva</b><span style="font-weight: 400;">, fundamentada nos quatro pilares propostos pela UNESCO:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a conhecer,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a fazer,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a conviver,</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprender a ser.</span><span style="font-weight: 400;">
<p></span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o Transtorno do Espectro Autista, esses pilares são decisivos. O autismo, reforça ele, </span><b>não é uma doença</b><span style="font-weight: 400;">, mas uma </span><b>condição neurológica de origem majoritariamente genética</b><span style="font-weight: 400;">, caracterizada por prejuízos na interação social, na comunicação e em comportamentos restritos e repetitivos — a chamada tríade do autismo.</span></p>
<h3><b>Igreja, teologia e inclusão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse ponto que a reflexão ganha densidade teológica. Para ele, a inclusão não é uma pauta externa imposta à Igreja, mas algo que está no </span><b>DNA do Evangelho</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A encarnação é apresentada como o maior ato inclusivo da história: Deus se faz humano para incluir a humanidade em si. A justificação, como um processo de “ajuste”, e a missão da Igreja, como expressão dessa inclusão, apontam para uma </span><b>teologia da inclusão</b><span style="font-weight: 400;"> que precisa ser pensada, escrita e vivida hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A Igreja sempre foi inclusiva por natureza. O que estamos fazendo agora é dar nome e consciência a isso.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa compreensão tem levado igrejas a se organizarem como redes de apoio comunitário, acolhendo famílias atípicas independentemente de vínculo institucional, dialogando com políticas públicas e ocupando um espaço que muitas vezes o Estado não consegue alcançar sozinho.</span></p>
<h3><b>Um amor que molda, move e motiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reflexão final parte do Evangelho de João: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Um amor que não se limita ao tempo, mas aponta para propósito, entrega e sacrifício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É esse amor que molda a missão, move a Igreja em direção às pessoas e motiva o engajamento em causas que dão voz aos que historicamente não foram ouvidos — idosos, pessoas com deficiência, famílias atípicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O testemunho, mais do que uma fala, tornou-se um chamado coletivo. Um convite para que redes como a </span><b>RENAS</b><span style="font-weight: 400;"> sigam fortalecendo conexões, incidindo em políticas públicas e reafirmando que </span><b>inclusão não é um projeto opcional</b><span style="font-weight: 400;">, mas expressão concreta do Reino de Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A mesa é uma só. Somos muitos, diferentes, mas todos moldados pela cruz.”</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Vinte e seis alianças: o casamento que parou a praça de São José do Araras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Eis aqui um dos capítulos mais memoráveis da comunidade de São José do Araras: o casamento comunitário que celebrou a união de 26 casais — e mobilizou uma vila inteira.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa nasceu durante uma das viagens missionárias realizadas anualmente no mês de julho. Embora o casamento civil seja um direito garantido gratuitamente, a maior dificuldade para as famílias estava na reunião da documentação exigida pelos cartórios — um processo burocrático e custoso para quem vive em comunidades ribeirinhas. Diante desse desafio, um grupo de missionárias decidiu unir forças para tornar o direito possível.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16474" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3.png" alt="" width="695" height="750" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3.png 695w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_3-480x518.png 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 695px, 100vw" /><br />
</span></p>
<p><b>Direito ao Casamento Civil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na região de São José do Araras, no interior da Amazônia, os custos tradicionais para a realização de um casamento civil costumam somar valores significativos para famílias de baixa renda: apenas as taxas cartoriais de habilitação, registro e emissão da certidão variam, em média, entre R$ 200 e R$ 400, enquanto o transporte até um cartório pode elevar substancialmente esse montante, especialmente porque é feito por via fluvial, com passagens de barco que podem chegar a centenas de reais por pessoa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação brasileira garante a possibilidade de gratuidade do casamento civil para casais que comprovem hipossuficiência econômica, mediante declaração de pobreza, o que isenta as taxas do cartório, embora não cubra despesas com deslocamento. Ainda assim, o acesso a esse direito é dificultado pelo isolamento geográfico da comunidade, acessível quase exclusivamente por barco, o que torna mais complexo o contato com cartórios, a regularização de documentos pessoais e o cumprimento das exigências burocráticas. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16479" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8.png" alt="" width="696" height="750" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8.png 696w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_8-480x517.png 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 696px, 100vw" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adiciona-se o fato de que o deslocamento de um juíz de paz para realização do casamento fora do cartório não está incluso na gratuidade e é de responsabilidade do casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, a realização do casamento civil para 26 casais, viabilizada por  Asas de Socorro no local, representa não apenas a formalização legal das uniões, mas um avanço concreto na garantia de direitos, no reconhecimento da dignidade das famílias e na superação de barreiras históricas impostas pela distância e pela desigualdade de acesso aos serviços públicos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Transformando a cidade e uma festa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mara, assistente social, assumiu o contato com os cartórios; Eunice ficou responsável pela articulação burocrática junto aos órgãos públicos; e Agnes coordenou toda a organização da celebração. O processo envolveu prefeitura, vereadores, regularização de documentos e levantamento de recursos — um caminho longo e desafiador, mas sustentado pela convicção de que a dignidade valia cada esforço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apoio de voluntários, igrejas e amigos, iniciou-se a mobilização para tudo o que um casamento exige: documentação, buquês, vestidos, alianças e alimentação. Agnes acionou voluntários que, com recursos próprios, viajaram até Manaus e se uniram à equipe no barco. Sua irmã, junto à comunidade de fé em Campinas, arrecadou os recursos necessários para estar presente com uma missão específica: preparar um bolo de casamento para cerca de 500 pessoas. Parte desses recursos também foi destinada à compra dos buquês das 26 noivas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16478" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7.png" alt="" width="444" height="505" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7.png 444w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_7-264x300.png 264w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a cerimônia aconteceria na escola da cidade. No entanto, diante do grande número de noivos, padrinhos e convidados, decidiu-se realizar o casamento na praça da comunidade, aproveitando o pôr do sol como cenário. Fabrício, voluntário ligado ao teatro, levou tecidos e iluminação para a decoração do espaço. A própria comunidade se mobilizou para construir o deque onde ocorreria a celebração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, a escola foi transformada no “dia da noiva”. Todas as noivas receberam maquiagem, e uma equipe de odontologistas prestou atendimento emergencial — incluindo a confecção de uma prótese dentária para um dos noivos, que precisava estar pronto para sorrir nas fotos. Uma voluntária realizou o book fotográfico, e outra, que apesar de médica tinha experiência como cerimonialista, coordenou toda a cerimônia.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16475" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4.png" alt="" width="418" height="686" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4.png 418w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_4-183x300.png 183w" sizes="auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noivas — mulheres de todas as idades — desfilaram por um tapete vermelho até o altar improvisado. Um músico da própria comunidade manteve a mesma melodia tocando repetidamente para cada uma das entradas, criando um ritmo contínuo e emocionante para a celebração. Dois pastores conduziram os 26 casamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bolo foi preparado coletivamente pela equipe que participou da oficina de alimentos ministrada pela irmã de Agnes. A comunidade contribuiu com cupuaçu e castanhas para o recheio, e as mulheres se organizaram para levar salgados e bolos que compuseram o jantar servido após a cerimônia. Ao final, cerca de 500 pessoas participaram da celebração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma cerimônia, o casamento comunitário foi a materialização do direito à dignidade — construída pela soma de saberes, esforços e afetos de uma comunidade inteira que decidiu caminhar junto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16476" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5.png" alt="" width="446" height="595" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5.png 446w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Casamento_5-225x300.png 225w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Agnes Raquel Camisão</b><span style="font-weight: 400;"> é enfermeira doutora. Esteve em Asas de Socorro como voluntária Missionária de tempo integral desde março de 2022, e coordenadora de Saúde do Barco “</span><i><span style="font-weight: 400;">Serguem Silva</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Os voluntários realizam viagens às comunidades ribeirinhas com profissionais de saúde e outras áreas, a fim de atuar de forma integral junto aos moradores das comunidades. O trabalho inclui preparação pré viagem ao território, escuta ativa junto aos comunitários, identificação de necessidades e planejamento de ações pós retorno.</span></p>
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		<title>A planta que alimenta a letra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Dec 2025 21:13:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 align="justify"><em><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Fé, agroecologia e dignidade na merenda escolar do povo Sateré-Mawé</b></span></span></em></h3>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><i>Por Phelipe Reis [1]</i></span></span></p>
<p align="justify"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-16466" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-1024x682.jpg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-1024x682.jpg 1024w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-980x653.jpg 980w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/criancas-marau-phelipe-2019-2-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Na Terra Indígena Andirá-Marau, na divisa entre os estados do Pará e do Amazonas, vive o povo Sateré-Mawé, com cerca de 13 mil habitantes, distribuídos em dezenas de comunidades nas proximidades dos municípios de Maués, Barreirinha e Parintins.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Nas escolas das comunidades próximas a Maués, no rio Marau, o professor Andsson Brelaz observou que uma parte significativa da merenda escolar era composta por alimentos industrializados – ou seja, itens com agrotóxicos, transgênicos, corantes e substâncias prejudiciais à saúde, que comprometem a segurança e a soberania alimentar das comunidades e geram grande quantidade de lixo com as embalagens.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Ocorre que, desde 2009, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estabelece que 30% dos recursos sejam utilizados na aquisição de produtos alimentícios da agricultura familiar, priorizando produtores de comunidades tradicionais e de assentamentos da reforma agrária [2].</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Diante disso, o professor decidiu investigar a situação, provocando seus alunos do Curso Técnico em Agroecologia para um diagnóstico rural indígena participativo. Foram 38 alunos envolvidos, 52 produtores indígenas entrevistados e 13 comunidades visitadas [3].</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O diagnóstico identificou, nas comunidades, cultivos de milho, mandioca, guaraná, feijão, cará, cana, jerimum, açaí, além da tradicional formiga torrada, alimento típico do povo Sateré.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A pesquisa também mostrou que a produção das famílias era suficiente para o fornecimento da alimentação escolar, contrariando a ideia de que as famílias não produziam ou apenas cultivavam para a subsistência.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Com o resultado do diagnóstico em mãos, foi iniciado um longo e complexo processo de diálogo envolvendo vários atores sociais e órgãos públicos, a criação de um edital específico para a aquisição dos produtos e a regularização dos produtores com a documentação necessária.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Em 2019, foi publicado o primeiro edital, que previu a compra de R$ 103.000,00 (cento e três mil reais) em produtos das comunidades indígenas, para abastecer as escolas indígenas, garantindo às crianças e aos jovens uma alimentação saudável e culturalmente adequada.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Esse caso é um bonito exemplo de promoção da dignidade humana e do florescimento de comunidades, que surgiu a partir do incômodo e do comprometimento de um professor, cristão, engenheiro de pesca, nascido no interior da Amazônia, que vivencia o evangelho de Cristo entre os rios amazônicos, respeitando e valorizando a diversidade da criação de Deus.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><b>Notas</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">:</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[1] Phelipe Reis é jornalista, missionário e vive com a família em Parintins (AM). Atua com jornalismo socioambiental na Amazônia e treinamento de lideranças de comunidades ribeirinhas e indígenas, em sua igreja local.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[2] A partir de janeiro de 2026 entra em vigor a lei nº 15.226/2025. Ela substitui a Lei nº 11.947/2009 e amplia para 45% o percentual mínimo de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar destinados à aquisição de alimentos oriundos da Agricultura Familiar. </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">[3] Toda a descrição dos processos e resultados da pesquisa foram documentados por Anderson Guimarães de Albuquerque, em seu Projeto de Conclusão do Curso Técnico Integrado em Agroecologia, apresentado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, campus Maués, como requisito para obtenção do diploma de Técnico em Agroecologia.</span></span></p>
<p align="justify">
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		<title>Araras: onde o desvio virou direção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elsie Gilbert]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 13:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Nossas Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="1744" data-end="2110">Há catorze anos, durante uma viagem de pesquisa, Eunice e sua equipe pousaram em uma comunidade com o nome “Araras” — mas descobriram, cercados por um grupo de curumins curiosos, que não havia ali nenhum Pastor Paulo, pessoa que procuravam. Tinham ido parar no Araras errado: estavam no Rio Negro quando, na verdade, deveriam estar no Lago do Arara, no Rio Solimões.</p>
<p data-start="2112" data-end="2455">A partir dessa confusão geográfica — comum na imensidão amazônica — nasceu uma relação de treze anos com a comunidade de São José do Araras, no município de Caapiranga, região onde só se chega por água. O trabalho de desenvolvimento comunitário integral realizado ali, sempre a partir das demandas dos moradores, já gerou resultados expressivos.</p>
<p data-start="2457" data-end="2944">A comunidade criou sua própria associação de moradores, regularizada com apoio do projeto, e hoje é reconhecida no município por sua força organizativa, participando de conferências e conselhos públicos. Reorganizou também a proteção do lago local, recuperando espécies como tambaquis e pirarucus. Criou um grupo de teatro, uma casa de artes e desenvolveu uma estrutura comunitária capaz de unir evangélicos, católicos, profissionais da saúde e educadores em torno de um mesmo propósito.</p>
<p data-start="2946" data-end="3048">O Araras que Eunice encontrou por engano tornou-se, com o tempo, um exemplo de protagonismo amazônico.</p>
<p>Conheça a história completa assistindo ao vídeo:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=e7uo1QNtgr8"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-16459 size-et-pb-portfolio-module-image" src="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-510x382.jpg" alt="" width="510" height="382" srcset="https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-510x382.jpg 510w, https://renas.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Araras-480x291.jpg 480w" sizes="auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 510px, 100vw" /></a></p>
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