Para qual propósito?

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Durante um tempo eu era Diretora de Operações em uma organização de ajuda humanitária. Eu era responsável por enviar uma equipe investigativa para avaliar a extensão de um desastre e traçar um plano de ação. Aprendi rapidamente que as respostas que obtínhamos dessa avaliação dependia das perguntas que fazíamos. Além disso, as perguntas que fazíamos seguiam os nossos interesses. Sempre que eu enviava alguém da área médica para fazer a avaliação, a resposta que obtínhamos era uma resposta médica. Se eu enviasse alguém preocupado com segurança alimentar, a resposta seria relacionada à segurança alimentar.

Se eu nunca tivesse visto uma máquina de lavar e de repente me deparasse com uma, seria difícil para mim determinar exatamente qual o propósito daquele objeto. Eu poderia desmontá-la para entender como foi feita e assim tentar entender para que foi feita. Mas seria muito mais simples se eu encontrasse um manual, e ainda melhor se eu encontrasse o projetista, juntos eles explicariam o propósito daquela máquina. E então, eu poderia escolher usá-la em seu propósito original ou usá-la com algum outro propósito, como uma mesa. De igual modo, se eu me deparasse com um paraquedas eu não saberia o propósito dele, mas se fosse explicado a mim, eu o usaria com confiança no projetista do paraquedas e um fé de que ele funcionaria quando eu pulasse do avião.

Tudo se resume à pergunta: Para qual propósito fomos criados?

Se dissermos que a vida é o resultado acidental de uma luta pela existência, e que o sucesso é mensurado pelo princípio evolucionário da sobrevivência do mais forte, o que isso nos diz sobre o nosso entendimento do que é sucesso? O que isso nos diz sobre o como (ou o porquê) nós devemos nos preocupar com os pobres, com aqueles com deficiências, com os oprimidos e os marginalizados e com os vulneráveis.

Alguém poderia dizer que o valor da filantropia vai contra a trama da evolução, mas isso ainda nos deixa com uma pergunta – qual o propósito de tudo isso?

Então nós precisamos perguntar ao Projetista e ler o Manual. Quando fazemos isso, nós aprendemos que Deus nos criou em sua imagem para viver em relacionamento com ele. Ele nos incumbiu com o cuidado de tudo aquilo que ele criou. E quando nós escolhemos (e muitas vezes continuamos a escolher) fugir desse relacionamento e dessa responsabilidade, ele foi atrás de nós, em amor, e se tornou como nós, demonstrando o que é andar em relacionamento e responsabilidade. Ele declarou claramente qual é o seu propósito:

João 10:10 – Para que tenhamos vida plenamente.

Colossenses 1:20 – Reconciliar consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.

Se nossas perguntas e ações são determinadas por nossos interesses – então certamente nossos interesses devem ser os mesmos que o de nosso Pai?

Na medida que oramos pelas questões abaixo e lidamos com as decisões diárias em nossa vida, ministério, comunidade e nação – lembremos uns aos outros de nosso propósito compartilhado. Peçamos ao Projetista que nos compartilhe sua sabedoria sobre como as coisas devem ser e leiamos o Manual para nos guiar pelo chamado para sermos ministros da reconciliação.

Senhor, estamos aqui, nos envie.

Sheryl Haw, diretora Micah Global.

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