Acolher uma criança é acolher o próprio Cristo

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As crianças (por que não dizer, também os adultos) não chegam a Deus pela abstração das explicações teológicas sobre ele, mas pela experiência do amor primário. Afinal, Deus é amor.

“Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo. Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!”. (Mateus 18:5-7)

Há duas maneiras de olhar a vida: a primeira ignora tudo que é transcendente e, com isso foca apenas naquilo que o cientificismo consegue explicar; a segunda, inclui uma jornada de relacionamento e confiança naquilo (melhor seria dizer, naquele) que não se consegue compreender. A primeira é a visão cética, característica do ateu; a segunda é a visão da fé, característica do justo.

Na visão cética, a ideia de Deus é apenas uma projeção paterna, como bem desenvolveu o ateu Sigmund Freud. Para ele, Deus nada mais é do que a idealização de uma figura paterna perfeita, mas irreal, imaginária e fruto de nossa construção subconsciente. Já na visão da fé, Deus não é uma projeção dos pais, mas, pelo contrário, se revela no amor dos cuidadores. Ou seja, a criança entende quem é Deus à medida que aqueles que cuidam dela são mediadores do amor de Deus. As crianças (por que não dizer, também os adultos) não chegam a Deus pela abstração das explicações teológicas sobre ele, mas pela experiência do amor primário. Afinal, Deus é amor.

Sendo assim, para os justos, não dedicar às crianças o amor primário é impedi-las de se aproximarem de Deus, é fazê-las tropeçar. A exortação de Jesus para esses casos é muito severa: melhor amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se jogar no mar. Por outro lado, agir com amor para com as crianças é aproximá-las cada vez mais conscientemente de Deus, e as palavras de Jesus nesse caso são igualmente fortes: receber uma criança é receber o próprio Cristo. Ele é a criança recebida e não o adulto que a recebe. Ele está nas crianças.

É por isso que Juan Simarro diz:

Se a teologia fosse feita diante do rosto de uma criança com fome, ela seria muito menos conversa, argumentos e longos discursos e muito mais práxis cristã. (…) O teólogo perderia suas palavras, trabalharia em silêncio e a única voz emitiria seria justiça, justiça, justiça.

Nós, da campanha Bola Na Rede/RENAS, não queremos ser cúmplices daqueles que fazem as crianças tropeçarem, mas queremos nos somar a aqueles que recebem as crianças em nome de Jesus. Tudo que fazemos é para que cada criança tenha a oportunidade de experimentar o amor de Deus de forma prática. Queremos escutar atentamente suas palavras, acreditar nelas, protegê-las, valorizá-las e denunciar os maus tratos. Jesus continua entre os pequeninos, não sejamos distraídos pela ilusão dos Jogos Olímpicos, seu legado pede ser uma pedra de moinho.

Que o meu coração se quebrante com aquilo que quebranta o coração de Deus.

Bob Pearce (fundador da Visão Mundial)

 

Ore para que:

– As crianças e jovens negros e pobres de nossa cidade tenham seu direito à vida respeitado e valorizado por todos, principalmente o Estado.

– Durante os Jogos Olímpicos as crianças sejam poupadas de violações de direitos como trabalho infantil, abuso e exploração sexual, desaparecimento e tráfico de pessoas, acesso ao álcool e outras drogas, violência física, verbal e emocional, abandono e negligência.

– As crianças e adolescentes que serão voluntárias da campanha Bola Na Rede e que irão estar nas ruas durante os jogos sejam bem recebidas pelas pessoas abordadas e estejam protegidas de pessoas mal intencionadas.

• Benjamim César
Comitê Bola na RENAS Rio de Janeiro e assessor da Visão Mundial

2 respostas a Acolher uma criança é acolher o próprio Cristo

  1. Luciana Falcão da Silva disse:

    Reflexão que nos impulsiona a sair do comodismo e fazer alguma coisa em favor dos pequeninos. Parabéns, Benjamim! Deus continue imspirando você nas palavras e nas ações!
    Vamos em frente!

  2. Gaby disse:

    “Que o meu coração se quebrante com aquilo que quebranta o coração de Deus.”

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