Luiza e Angélica: duas mulheres que honram o Brasil

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Nosso país é construído pelo trabalho de milhões de pessoas, tanto anônimas quanto públicas, muitas delas rompendo barreiras e superando grandes desafios para produzir justiça e dignidade humana. Nesta semana o Brasil perdeu duas mulheres (ambas vítimas de câncer) que ilustram de maneira exemplar ações corajosas de militância por direitos e transformação social.

luizaLUIZA HELENA BAIRROS
, nascida em Porto Alegre morava desde 1979 em Salvador, onde atuou em diversos movimentos sociais, com destaque para o Movimento Negro Unificado Brasil- MNU. Trabalhou em programas das Nações Unidas (ONU) contra o racismo em 2001 e em 2005. Foi titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Social da Bahia e Ministra-chefe da Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial do Brasil, de 2011 a 2014. Trabalhava e militava politicamente nas áreas de raça e gênero.

Um dos legados de Luiza Bairros em termos de política pública é o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Ela faleceu neste 12 de julho em Porto Alegre (RS).

Angélica durante o 9º Encontro RENAS

Angélica durante o 9º Encontro RENAS

ANGÉLICA GOULART teve uma vida de compromisso e trabalho em prol das crianças e adolescentes. Atuou em pastoral social do Instituto Metodista Bennet (RJ), foi diretora executiva da Fundação Xuxa Meneghel (RJ), presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e, mais recentemente, foi secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília. Faleceu em 13 de julho, no dia exato do aniversário de 26 anos de uma importante legislação pela qual lutou por sua construção, aprovação e implementação, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Angélica é conhecida da RENAS. Ela participou conosco do Fórum Proteja Brasil durante o 9º Encontro Nacional da RENAS no dia 12 de setembro de 2014, em Curitiba (PR). Na época, ela era Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SEDH/PR) e apresentou ao presentes o Balanço Copa do Mundo 2014, relatório da Agenda de Convergência Proteja Brasil de enfrentamento das violações de direitos durante o Mundial de Futebol. Na ocasião, Angélica elogiou a iniciativa de uma das nossas redes parceiras, a Rede Mãos Dadas, pela qual disse que se apaixonou. “São iniciativas como essa, propositivas, de que temos falta, que precisam ser replicadas, disseminadas, multiplicadas e só assim vamos dizer que nossas crianças estão tendo acesso ao direito de terem acesso aos seus direitos”.

Com informações de Clemir Fernandes

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