Por um novo Haiti

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Seis anos após o terremoto que abalou o Haiti, a situação do país continua extremamente crítica, com grande parte da população vivendo em situação de pobreza extrema.

Nosso parceiro CADI Brasil e a Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira firmaram uma parceria para ações conjuntas de fortalecimento dos projetos missionários da JMM no Haiti. O objetivo é elaborar um Programa Integrado de Evangelismo, Ajuda Humanitária e Desenvolvimento e aumentar a eficácia e os resultados do trabalho dos missionários no campo.

O programa irá contemplar uma série de ações na área social, incluindo a implantação de casas-lares para atendimento a crianças órfãs ou em situação de risco, ações de desenvolvimento comunitário, formação de lideranças e apoio para o estabelecimento e a qualificação de escolas de educação infantil em parceria com igrejas.

O CADI tem trabalhado com a JMM e outras agências missionárias para o fortalecimento das ações sociais empreendidas pelos missionários no campo, como parte essencial da Missio Dei.

 

Teresa Santos, missionária da JMM e do CADI com crianças haitiamas

Teresa Santos, missionária da JMM e do CADI com crianças haitianas

Maurício Cunha, diretor executivo do CADI Brasil, fala sobre os desafios da igreja no Haiti:

A questão do Haiti traz à tona de forma inequívoca a questão da responsabilidade da Igreja, seu compromisso humanitário e o seu papel como agência de transformação integral. Com quase metade da sua população participando de igrejas evangélicas, a nação permanece estacionada num sistema opressor e perpetuador da miséria, alimentando as injustiças históricas impetradas contra o povo haitiano e a “indústria” da ajuda humanitária. Não é possível no Haiti (e em parte alguma) uma ação evangelizadora que não seja orientada por um paradigma integral, levando em conta a natureza do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, como co-criador e protagonista da sua própria história. É urgente o empreendimento de iniciativas que fomentem a emancipação das comunidades, rompendo com paradigmas assistencialistas de ajuda e o perfil “colonizador” da evangelização.  Não é possível, como Igreja brasileira, receptora da diáspora e do desespero haitiano, ignorar a grave situação do país. Mas esta mobilização precisa ser feita de forma sábia, com iniciativas missionárias transformadoras e que não alimentem a subserviência e a lógica assimétrica das relações entre ‘ajudadores’ e ‘ajudados’, reduzindo o povo haitiano a um estado de mendicância.

 

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