Sonhamos por equidade

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Em seus doze anos de existência, a RENAS tem atuado em diversas frentes. Buscamos realizar alguns sonhos e nos revestirmos cada vez mais de esperança para continuar a sonhar com uma sociedade mais humana e mais justa, especialmente para os mais vulneráveis de nosso país.

É verdade que eu não vi RENAS nascer, mas em seu terceiro ano pude adentrar nesse universo e me encantar com um grupo comprometido de pessoas que dedicavam um pouco do seu tempo a favor do Reino de Deus e sua justiça.

Nesse tempo, várias expressões da questão social puderam ser tratadas e podemos afirmar, com certeza, que os direitos negados à infância obtiveram lugar de destaque com a campanha de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual Bola na Rede – um gol pelos direitos de crianças e adolescentes.

Em 2015, a RENAS decidiu que além da continuação da campanha Bola na Rede (fase 2), trabalharia também campanhas locais, com foco na redução das desigualdades. Embora dados estatísticos apontem uma diminuição nos últimos anos, sabemos que este é um mal enraizado e que afeta o Brasil desde os primórdios: a má distribuição de renda gerada por um modelo econômico injusto que subjuga e destrói a dignidade, impedindo o acesso aos serviços básicos.

O desafio é enorme e a iniquidade dos corações se apresenta como barreira desleal, mas sonhamos com um avanço cada vez maior em favor da equidade.

Este sonho ainda está em processo, mas já nos faz buscar uma agenda que promova equidade e para isso, as nossas redes locais, a partir de um processo democrático de escuta, estão definindo temas para as campanhas locais de enfrentamentos das desigualdades. Temas como: crianças sem registo civil de nascimento, em Fortaleza (CE); impacto das grandes obras nas comunidades mais pobres, em Marabá (PA), entre outros. Além disso, foi disponibilizado um livreto com oito estudos baseados no livro de Rute e voltados para o tema. Uma ferramenta para ser estudada nas redes locais.

É um jeito novo de RENAS trabalhar e de envolver a igreja na luta por uma sociedade mais justa, menos desigual.

Isso tudo nos assusta, mas nos assusta porque nos envolve diretamente, porque por um lado podemos estar na posição ativa de produzir desigualdade e/ou sermos vítimas dela; e por outro, nos conclama a enfrentá-la.

Aqui em Fortaleza (CE) decidimos atuar no enfrentamento ao sub-registro de nascimento de crianças. Mesmo sendo uma questão antiga, se torna atual pelos dados estatísticos apresentados. Na cidade de Fortaleza são quase 7 mil crianças e adolescentes que além deste direito básico, certamente vivenciam a violação de outros, já que o registro civil de nascimento se configura como “porta de entrada” a vários serviços como educação e programas de transferência de renda, por exemplo.

Nossa caminhada continua. Juntos, pela equidade!

• Jailma Rodrigues é assistente social em Fortaleza (CE), onde trabalha como coordenadora de ação social da CIBUC (Convenção das Igrejas Batistas Unidas do Ceará). Ela também faz parte do Grupo Coordenador da RENAS e é líder da RENAS Ceará.

2 respostas a Sonhamos por equidade

  1. Lucy Luz disse:

    Parabéns Jailma! Excelente texto e muito relevante e importante o foco escolhido pela Renas Ceará! Que Deus abençoe!

  2. Isabel sousa disse:

    Amém!! Que possamos ser sal e luz nesta terra, promovendo equidade e justiça e estando do lado dos oprimidos como Jesus nos ensina

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