A Religião Mais Negra do Brasil

[ 1 ] Comentário

O preconceito racial está nas manchetes dos jornais e nas discussões públicas. Alguns preferem classificá-lo como mero debate partidário. Mas outros entendem que se trata de injustiça contra Deus e contra a humanidade.

Mas o que a Igreja tem a ver com isso? Como os negros enxergam as igrejas em sua liberdade de relacionar-se com Deus? E que tipo de igreja eles escolhem?

A Religião Mais Negra do Brasil se propõe a discutir o preconceito racial a partir de um recorte temático: o pentecostalismo, o ramo do protestantismo majoritário no país. A obra ganha uma edição atualizada pela Editora Ultimato, com novas estatísticas do IBGE e revisão do autor Marco Davi de Oliveira, pastor e militante do movimento evangélico negro.

A Religião Mais Negra do Brasil também traz informações sobre a origem do Pentecostalismo, as barreiras das igrejas históricas, o mito da democracia racial, a relação com o candomblé, etc.

“A proposta deste livro é refletir sobre a atuação da igreja pentecostal junto aos negros deste país e entender por que ela se tornou uma espécie de opção aos excluídos brasileiros, tendo em vista que a Igreja Católica e o braço histórico do protestantismo ignoraram os negros do país”. (p 18)

Marco Davi não fala a partir de um ‘gabinete’ fechado, tranquilo e acomodado. Suas reflexões têm, como pano de fundo, ações concretas de militância no campo pastoral, educacional e popular. Por isso, ele também apresenta na obra suas constatações, mas indicando que elas exigem ações urgentes.

Ficha técnica:
Título
: A Religião Mais Negra do Brasil
Autor: Marco Davi de Oliveira
Páginas: 136
Formato: 14×21
Preço: R$ 34,90

VÍDEO
O autor explica o livro:

Uma resposta para A Religião Mais Negra do Brasil

  1. Ulisses Lima disse:

    Não creio que seja só o pentecostalismo e Seria muito bom se o irmão olhar para a igreja metodista do Brasil e sua ação na historia através do pregador Felipe Relave de Carvalho, metodista, negro, abriu diversas igrejas na região da Zona da Mata Mineira e Rio de Janeiro. Ele tinha profunda percepção da realidade do negro e uma forma de marcar sua visão foi a preferência por inaugurar novas igrejas no dia 13 de maio de cada ano. Ele foi consagrado ao ministério em 1886 e esteve entre os três primeiros missionários autóctones do metodismo brasileiro. Depois destes surgiu os Bispo Luiz Vergilio Batista da Rosa, Bispo Adolfo Evaristo de Souza, Bispo João Alves de Oliveira Filho, Bispo Rosalino Domingos, e junto com estes bispos os documentos Pastoral Nacional de Combate ao Racismo, Coral Resistência Negra, em São Paulo, e o Centro Ecumênico de Cultura Negra, em Porto Alegre, Em 2005, houve a Consulta Nacional da Igreja Metodista sobre Racismo, em São Bernardo do Campo (SP) , Ministério AA-AFRO-3RE, Em maio de 2006, foi realizado o Encontro Bi-Regional: Negritude e Fé, das 3ª e 5ª Regiões Eclesiásticas,

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