A capital da desigualdade

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Seu apelido é “o berço dos bandeirantes”, mas hoje bem poderia se chamar “a cama super king size dos ricos e famosos”. Nos últimos anos, Santana de Parnaíba (SP) despertou do sono colonial de seu casario dos séculos 17 e 18 para virar uma cidade-dormitório de afortunados.

Com essa mudança, a cidade hoje acumula a maior renda per capita do país, mas também lidera o ranking da desigualdade, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

031_indice_desigualdade-social_webA partir da década de 1980, a expansão de condomínios de luxo sobre seu território quase rural criou um retrato de profundo contraste. Dentro dos muros altos com cercas elétricas e arames farpados, há uma utopia de gramados perfeitos, piscinas cristalinas, colunas de mármore e fileiras de palmeiras frondosas. Do lado de fora das portarias monitoradas 24 horas, desfila a realidade de desmatamento para novos empreendimentos, bairros sem água encanada e casebres em ruas de terra.

Quando o Brasil era colônia portuguesa, de Parnaíba saíram os bandeirantes Fernão Dias, Anhanguera e Domingos Jorge Velho, que aprofundaram as fronteiras do país atrás de pedras preciosas e de índios para serem escravizados.

Atualmente, quem agrega valor na região são magnatas da mídia, executivos de indústria e herdeiros do comércio varejista. E eles precisam de um exército de serviçais, que moram em loteamentos populares do outro lado da cidade. A piada local é que para cada Alphaville existe um Alfavela. Seria engraçado se não fosse trágico e emblemático.

— Leia a reportagem completa no site do UOL (Tab #03 Desigualdade Social)

 

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