O tema da desigualdade é urgente!

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A agenda da desigualdade é um tema altamente pertinente para a igreja do nosso tempo, porque ela esteve sempre presente no contexto bíblico, especialmente no ministério de Jesus como lemos no Novo Testamento.

Jesus nunca corroborou com qualquer tipo de desigualdade, seu ministério foi sempre uma ação para destruir preconceito, aproximar pessoas, reestabelecer relações, criar mecanismos de dignidade e justiça para todas as pessoas, independente das suas classes ou condições sociais.

charge_desigualdade_reduzA partir das informações e dos dados da nossa sociedade, da desigualdade de gênero, da desigualdade social, da desigualdade nas mais diversas formas, etárias, a igreja precisa corroborar nas lutas por mudanças e por justiça para que haja mais aproximação desses contrastes. Isso é o espírito do evangelho; toda tradição do ministério de Jesus trabalha no sentido de aproximar os que estavam nos extremos para que pudessem viver uma vida mais digna, mais igualitária e menos desigual.

Por isso, o tema da desigualdade é urgente, é pertinente, está na ordem do dia. É um tema que choca a todos nós, porque parece que nos naturalizamos e nos acostumamos com a condição de desigualdade. Mas à luz da literatura bíblica e do ministério de Jesus, uma igreja que quer ser evangélica deve considerar na teologia e na prática missionária, as transformações que tragam mais dignidade, mais igualdade e mais justiça.

Onde há mais igualdade, há mais alegria, todos vivem com mais dignidade, e esse é o projeto do evangelho. Qualquer forma de perpetuação de desigualdade e de ampliação dela, deve ser alvo de reflexão e de uma ação eficaz da igreja, em conjunto com outros grupos da sociedade, para que possamos, de fato, atingir um nível melhor de igualdade social.

Essa é a mais clara concepção que a gente percebe do Reino de Deus, em que não há qualquer divisão. Por isso uma igreja evangélica deve agir segundo Jesus e seu ministério para aproximar os diferentes, aproximar as diversidades, construir pontes e estabelecer maior igualdade social para o bem comum e para que, de fato, Deus seja louvado.

Deus não é louvado apenas nos nossos cânticos, mas ele é sumamente louvado e adorado quando a gente constrói agendas que possibilitam àqueles que estão vivendo na desigualdade, na opressão, na injustiça, desfrutarem da alegria. Essa é a boa notícia do Reino de Deus.

— Depoimento dado por Clemir Fernandes, originalmente, em vídeo. Clemir faz parte do Conselho da RENAS. Ele é professor, pastor e pesquisador do ISER (Instituto de Estudos da Religião).

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