Oficinas abordam aspectos da equidade

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Nesta tarde de sexta-feira (dia 12), os participantes do 9º Encontro RENAS foram distribuídos entre sete oficinas, cujas temática central era “Equidade”.

A oficina “Cultura de Doação”, foi ministrada por Gerhard Fuchs e Charles Mathias Renner, integrantes do Fundo Cristão de Investimento Estratégico (FCI). “Somos instruídos a orar, mas uns oram mais, outros menos. Somos instruídos a doar, uns doam mais, outros menos”, afirmou Gerhard, que ainda algumas pessoas possuem recursos e outras possuem uma missão. A oficina levou os participantes a refletirem sobre como pode-se juntar essas forças, a partir do princípio que deve haver responsabilidade na hora das doações, entrega do dízimo, ofertas, e buscar as pessoas que realizam trabalhos com direcionamento de Deus. O facilitador citou que a Bíblia instrui que em primeiro lugar deve-se priorizar as doações para a família da fé, em seguida os que se esforçam mais, após, os outros pobres e mais necessitados (dentro da orientação de Deus), e, também, aos projetos apostólicos e estratégicos.

Na Oficina “Trabalho em rede”, Débora Fahur, diretora na Associação Educacional e Beneficente Vale da Benção, apresentou o que o trabalho em rede proporciona: qualificação do trabalho de todos, rompimento do isolamento, impacto social articulado, comemoração das diferenças, e, diversidade de saberes. Segundo Débora, hoje o desafio maior é criar instrumentos de visibilidade às ações das redes, tanto na parte institucional, quanto de marketing. A gestora ainda aponta que a RENAS considera importante e tem atuado em: tecer relacionamentos trazendo força, atuando no controle social e construindo novas redes.

“Cuidando de quem cuida”, foi uma oficina ministrada por Maria José Moreira, psicóloga do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos de Curitiba, que procurou trazer em discussão a realidade e desafios dos cuidadores (pessoas que são responsáveis por alguém). O assunto girou em torno de sensibilizar e promover o autocuidado. A psicóloga afirmou que os cuidadores podem ser inseridos neste contexto voluntariamente, ou até mesmo, involuntariamente. Dentre as discussões, foi observado os pontos negativos e positivos que a função traz. Dos pontos negativos, foi citado: sobrecarga, impotência diante do problema de quem está sendo cuidado, falta de equilíbrio, desgaste físico, entre outros. Já os positivos apontados: autocrítica, desenvolvimento pessoal, crescimento na fé e no amor, etc.  Maria José conclui que, quem é cuidado depende do bem-estar do cuidador.

A oficina “Um lugar seguro para as crianças na igreja”, foi ministrada por Terezinha Candieiro, coordenadora na Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. A facilitadora debateu com os participantes como prevenir abusos e violências às crianças no ambiente das igrejas. Também citou alguns procedimentos de segurança são imprescindíveis para inibir o abusador, como: normas, pessoas responsáveis, acesso monitorado e delegado, cultura de precaução, interesse em apurar fatos, e, tomada de providências imparcial. Terezinha afirmou que o abusador está em todos os lugares, e as crianças estão totalmente vulneráveis.

Em “Incidência da Igreja em políticas públicas”, a especialista em empreendedorismo
Márcia Suss apontou dois tipos de igreja, sob o ponto de vista desta temática. A primeira é a igreja monumento: uma igreja descontextualizada, que acredita em boatos, que não participa efetivamente nos problemas da sociedade, mas que quer intervir na sociedade e possui boas intenções, porém, quase sempre causa problemas. A segunda citada é a igreja em movimento: que participa de conselhos e instituições, é envolvida em redes, busca conhecimento e mobiliza pessoas. De acordo com Márcia, a igreja em movimento deve saber trabalhar com a igreja monumento, para ser influente em suas ações. A facilitadora ainda expõe que a igreja deve dominar os órgãos públicos, onde existem inúmeras oportunidades de transformar gerações. Para ela, atualmente, a igreja não tem conseguido atingir essas instituições e seus setores de ponta (de segundo escalão), e que é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Esse deve ser o domínio da igreja.

Sarah de Rouge, mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional, ministrou a oficina “Desigualdade de gênero”, cuja proposta foi discutir sobre o posicionamento de cada cidadão sobre o que diz respeito às diferenças, desigualdades e desafios da desigualdade de gênero, principalmente nas atividades do Reino. A participante Simone, estudante de serviço social e moradora de Salvador (BA), colocou na oficina seu interesse por atividades e discussões sobre feminismo. “Crente pode ser feminista?  Eu acho que sim!”, questionou-se a si mesma.

E por fim, Liz Alves, integrante da Casa Viva, e Isaac Palma, integrante da Rede FALE, ministraram a oficina “Juventude, desigualdade e violência: convite a uma reação das redes e das igrejas”. Liz afirmou que hoje em dia o foco do adolescente é ser aceito, e as redes de sociais auxiliam nessa necessidade e permitem uma atmosfera de aceitação. Para ela, é necessário ouvir, valorizar e inserir o adolescente em uma cultura sadia e que gere vida. Liz atua como educadora social de um projeto social com adolescentes carentes, e contou que perguntou para Deus porque Ele a havia colocado naquela função. “Acredito que seja para divulgar e passar a diante à Igreja esta realidade”, respondeu sua indagação.

– Por Carolina Chueire, jornalista e assessora de comunicação da REPAS (Rede Evangélica Paranaense de Ação Social).

>> Assista, na íntegra, à oficina “Trabalho em Rede”, com Débora Fahur:

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