Maurício Cunha: “não é possível dar o fruto da equidade sem estar vinculado à Videira”

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O segundo dia (sexta-feira, 12) do 9 Encontro RENAS começou com a devocional de Maurício Cunha, presidente do CADI, integrante do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da RENAS e assessor de “Igreja e Políticas Públicas” da Aliança Evangélica Brasileira.

Com base na parábola da videira e dos ramos, registrada em João 15.1-17, Maurício aborda o tema da equidade.

Ele afirma que igualdade é diferente de equidade. Equidade é tratar desigualmente os desiguais e atender as carências diferentes de cada um.

Maurício nos lembra que Jesus, a Videira, traz uma nova perspectiva de justiça. Quando se esperava que despachasse a prostituta aos seus pés, que teoricamente o embaraçava, ele fazia com que apenas ela se sentisse à vontade.

Quando se esperava respeito aos poderosos, Jesus dizia que as prostitutas chegariam ao céu antes deles. Jesus era compassivo quando se esperava seu furor, principalmente quando se falava de pecadores.

O jovem rico disse a ele: “Senhor tenho obedecido a seus mandamentos desde pequeno”. Ah sim, disse Jesus, “então vai e vende tudo o que você tem e dá aos pobres”. A justiça dizia para cumprir a lei, a equidade diz para fazer mais!

Jesus exalta a criança quando diz que para por o pé no Reino de Deus, você tinha que recebê-lo como uma criança. Disse aos miseráveis: infelizes são os ricos. Disse sobre a viúva pobre que a que menos deu foi a que mais deu.

Maurício nos lembra que Cristo é nossa maior inspiração. A perspectiva de Jesus é diferente, sua imprevisibilidade foi a manifestação da equidade.

Jesus apenas nos exorta a nos manter na Videira e não dá para ser equalitário sem se manter nele.

“Estão aqui presentes aqueles que trabalham em organizações sociais, outros em igrejas, outros ativistas sociais, mas corremos o perigo histórico de cairmos no ativismo, de nos enveredarmos em um humanismo e cair na secularização e daqui a pouco estamos fazendo como qualquer outra pessoa faz… E não estamos mais sendo nutridos pela Videira rumo ao caminho da equidade”, diz Maurício.

Não é possível dar o fruto da equidade sem estar vinculado à Videira. As obras, que são os frutos, dependem do poder que sai da Videira. Nós somos apenas os ramos, nosso papel é promover que a seiva passe e o fruto venha.

Somos imbuídos de gerar equidade e justiça em uma sociedade iníqua. É isso que faz não sermos estéreis, não sermos podados. Deus quer frutos de equidade e de justiça. Só vamos produzir estes frutos se estivermos lidados a ele. Oração e dependência de Deus são os passos.

O momento encerrou com o cântico “Janela”, que diz:

“Porque a terra é do mesmo dono que o céu
E ele quer sua família reunida
Porque o sonho aqui e lá é igua!!”

Senhor, venha o teu Reino!

— Tábata Mori, jornalista, missionária, assessora de comunicação do Bola na Rede.

>> Assista, na íntegra, ao devocional de Maurício Cunha:

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