Pequenas conexões que formam uma rede

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Leia a seguir o relato de Alexandre Rosa, articulador de uma das mais recentes redes locais criadas: a REMAR (Rede Evangélica de Marabá), no sudeste do Pará. Destaque para as pequenas conexões que, juntas, formaram uma articulação concreta do trabalho em rede.

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Em 2013 quando retornei do Módulo do CEM (Centro Evangélico de Missões), em Viçosa (MG), com foco em missões urbanas, a ideia de termos uma REDE renasceu com mais força para formar um espaço de mútua edificação, troca de experiência e fortalecimento de iniciativas que contemplassem a relação entre Igreja e comunidade (ou ONG´s cristãs e comunidade).

A primeira reunião que fizemos estavam presentes: eu (representante do IDEIA) e o Carlos Eduardo (do FALE). Então marcamos uma nova reunião e estiveram presentes o pastor Olavo, Secretário Executivo da Convenção Carajás da Igreja Batista, a irmã Julia Rosa da Igreja Cristã Evangélica, o irmão Diego (secretário do Projeto IDEIA). Ali distribui exemplares da revista Ultimato que eu tinha em mãos. Então, a irmã Júlia Rosa propôs que fizéssemos uma grande conferência em parceria com o CADI para espalhar a visão da missão integral e assim agregar novas pessoas e entidades. Reunimos e definimos ações até o seminário e o Rogers da ABU e o Elias do grupo Elites também participaram nesse ínterim.

O seminário aconteceu com o nome “Igreja e comunidade, os desafios de uma cidade centenária” (Marabá estava completando 100 anos). E foi um grande sucesso. Três dias de formação em missão integral, as pessoas foram fortemente impactadas. Entre os palestrantes estavam o Maurício Cunha e a Teresa Santos (que foi formadora da Rede Mãos que Ajudam no Recife). Depois desse seminário, a Teresa cooperou para que fosse formada uma REDE em Marabá, orientando-nos no processo (até porque até então éramos poucas organizações e não propriamente uma REDE).

Então formamos uma coordenação em atividade desde então. Eu fiquei como facilitador, o pastor Olavo na coordenação de Formação e Treinamento, a irmã Renilde da Igreja Batista em Políticas Públicas, o pastor Wilmar da Igreja Presbiteriana em captação de recursos, o pastor Matias da Crista Evangélica em intercessão. O irmão Rogers da ABU-Marabá,  a irmã Julia Lino, a irmã Ivana Herenio e outros irmãos  e irmãs têm ajudado desde então. Na nossa primeira reunião lemos a apostila de RENAS sobre REDE, para que serve, como funciona. Nela, o irmão Carlos Eduardo do FALE sugeriu que fizéssemos uma oficina em Monitoramento de Políticas Públicas com a metodologia da Visão Mundial.

A coordenação seguiu se reunindo. Tivemos uma magnífica reunião em um bairro carente de Marabá junto com a irmã Julia Lino da Igreja Batista do bairro do Amapá. O Carlos Eduardo entrou em contato e tivemos conosco o Reinaldo que ministrou o workshop e também a visita da Maria Carolina  da Visão Mundial. Fizemos uma reunião com pastores e líderes na Igreja Cristã Evangélica onde eles explicaram o que é a Visão Mundial e como ela atua. Foi muito bom. Em seguida tive a oportunidade pelo Paralelo 10 de participar do Encontro Renas 2013 em Fortaleza e a Teresa do CADI me incentivou muito a participar, além de me colocar em contato com o Betão com quem tive oportunidade de me reunir virtualmente e ouvir sobre o trabalho de uma Rede e como ela funciona. E para o 8º Encontro da RENAS, em Fortaleza (CE), segui com a expectativa de apresentar a Rede. Enquanto participava, a coordenação local, com o apoio do pastor Olavo, seguia definindo nossa missão, nossos valores e objetivos. Isso deu ao grupo um senso de identidade.

Em Fortaleza fomos apresentados como Rede em formação e logo que cheguei a Marabá o pastor Olavo e o Carlos juntamente com os demais irmãos me passaram o resultado das discursões. Então optamos por uma designação local: REMAR (Rede Evangélica de Marabá) e não RENAS-Marabá (para não fechar a ideia em ação social, embora saiba que RENAS tem um foco muito mais amplo que esse aspecto, mas a ideia era de deixar em aberto).

Ainda em 2013 tivemos uma visita do representante Nacional da Tearfund, o Serguem Jessui, e a coordenação da REMAR teve a oportunidade de se apresentar, conhecer a Tearfund e sua forma de funcionamento. Então articulamos uma reunião de pastores com o Serguem, que a forte presença de pastores batistas. Decidimos realizar um seminário de missão integral em 2014, algo muito grande para atingir inclusive as cidades vizinhas.

Agora aguardamos  a articulação de uma data para o treinamento do CLAVES em Marabá, a ser realizado em parceria com Asas do Socorro e Tearfund. O projeto IDEIA (a Ong que presido) está desenvolvendo uma ação chamada projeto CONHECER que visa um território de aproximadamente 60 mil pessoas. Já tivemos uma oficina de Diagnóstico Comunitário, teremos ainda uma de políticas ministeriais, planejamento estratégico, captação de recursos, e um SEDEC (tudo em parceria com o CADI). Todas essas ações contemplarão a Rede Evangélica de Marabá, porque entendemos que o IDEIA deve cooperar com as outras Igrejas e entidades cristãs, distribuindo as bençãos que temos recebido. E assim vamos prosseguindo.

Temos o desejo de ver nossa cidade transformada e acreditamos que devemos fortalecer Igrejas para que tenham ações de impacto comunitário. Temos muito a aprender, mas há um grupo com vontade de agir.

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