“Ame a Verdade” pede padrão global de transparência

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O Movimento “Ame a Verdade – Evangélicos Contra a Corrupção” se encontrou no dia 19 de fevereiro com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em Brasília (DF). Os líderes evangélicos pediram, entre outras coisas, que “o Brasil priorize o progresso na adoção de um padrão obrigatório global de transparência da indústria extrativa no encontro G20 Sherpa que será realizado no dia 12 de dezembro em Sydney, Austrália”.

Para Serguem Jessuí, representante da Tearfund no Brasil e um dos líderes do movimento, “o Ame a Verdade continua a todo vapor e com o mesmo espírito participativo”.

Leia a seguir a carta escrita pelo Movimento Ame a Verdade e entregue ao ministro.

 

Excelentíssimo Senhor Ministro Gilberto Carvalho.

Secretaria Geral da Presidência da República

REFERENTE: BRASIL NO ENCONTRO G20 SHERPA E A TRANSPARÊNCIA DA INDÚSTRIA EXTRATIVA.

Escrevemos para pedir que o Brasil priorize o progresso na adoção de um padrão obrigatório global de transparência da indústria extrativa no encontro G20 Sherpa que será realizado no dia 12 de dezembro em Sydney – Austrália.

Cerca de 3.5 bilhões de pessoas moram em países ricos em petróleo, gás e minerais. A receita desses setores é com frequência uma das maiores fontes de riqueza geradas dentro dos países em desenvolvimento, mas tal riqueza fornece sempre um pequeno benefício para as pessoas que vivem nesses países, especialmente os pobres. A falta de transparência no pagamento e uso dessas receitas é uma barreira-chave para remover esta “maldição de recursos” e enfrentar a corrupção.

Portanto, precisamos de um “padrão global” na transparência da indústria extrativa. Precisamos garantir que seja exigido das empresas extrativas publicar o que elas pagam aos governos estrangeiros em uma base país-por-país e projeto-para-projeto. Isso ajudará os cidadãos em países ricos em recursos minerais, a responsabilizar seus governos, e empresas extrativas, a prestar contas das receitas geradas pela extração dos recursos.

Portanto esperamos ver a transparência da indústria extrativa em destaque na agenda política do G20 e para os compromissos do G20 quanto aos padrões obrigatórios de relatórios serem feitos na Cúpula de Brisbane em 2014. Os EUA e UE adotaram leis exigindo que as empresas de petróleo, gás e mineração publiquem os pagamentos que fazem a governos estrangeiros, cobrindo aproximadamente dois terços das empresas extrativas do mundo. Os países restantes, onde algumas das maiores empresas extrativas do mundo estão listados e sediados, mas não cobertos pela legislação atual, são membros do G20, especificamente, Austrália, África do Sul e Brasil.

Solicitamos que Vossa Excelência faça tudo o que estiver ao vosso alcance, para garantir que o Brasil e outros países do G20 se comprometam a implementar a legislação de TRANSPARÊNCIA DA INDÚSTRIA EXTRATIVA, a fim de apoiar o desenvolvimento e para que a maldição de recursos seja banida.

MOVIMENTO AME A VERDADE: EVANGÉLICOS CONTRA A CORRUPÇÃO!

 

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