Cristãos ao redor do mundo vão interceder pelas crianças mais vulneráveis

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Começou nesta sexta, dia 31, e termina no domingo, dia 02 de junho, o 18º Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes em Situação de Vulnerabilidade Social. O tema central da campanha deste ano é a família. “Ajoelho-me diante do Pai e rogo pelas famílias da terra!” é a oração principal.

“É na família que aprendemos sobre a vida, sobre o mundo, sobre nossos relacionamentos, enfim, sobre tudo! Infelizmente, muitas crianças aprendem pela ótica da negligência, dos maus tratos, da violência. Vamos erguer a voz ao Pai pedindo o livramento, o resgate, a transformação que nossas famílias precisam”, diz o material de divulgação.

O Mutirão de Oração é organizado pela ONG cristã Viva em mais de 40 países. No Brasil, a Rede Mãos Dadas é a responsável desde 2003 por mobilizar anualmente milhares de cristãos (homens, mulheres, crianças), igrejas e organizações sociais. Ela conta também com o apoio do Movimento Bola na Rede, da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social), que pretende mobilizar igrejas e a sociedade contra a violação de direitos das crianças nos megaeventos esportivos que acontecerão no país.

A Viva, uma ONG sediada na Inglaterra e com atuação em âmbito mundial, mobiliza cristãos para que se reúnam em oração em favor das crianças e adolescentes que sofrem todos os tipos de situações de violência e descaso em todos os cantos do globo.

Estatísticas e motivos de oração

Os pedidos de oração estão dividos em três grandes blocos e levam cristãos a intercerder:

1. Pelas famílias que estão vivendo sob ameaças externas. Veja alguns números: Há 10,4 milhões de famílias refugiadas no mundo e metade de todas as pessoas em campos de refugiados são crianças. Todo ano quase 40 mil crianças nascem na Tailândia sem receber uma certidão de nascimento. Suas famílias têm dificuldade de garantir seu direito à saúde e educação. No Reino Unido há 3,6 milhões de crianças que vivem na pobreza, o que é mais de uma em cada quatro do total de crianças do país.Embora as estimativas variem de 60 a 115 milhões, é amplamente aceito que a Índia tem a maior quantidade do mundo de crianças que trabalham. Essas crianças trabalham longas horas em condições precárias, forçadas a serem praticamente escravas para pagarem dívidas contraídas pelos seus pais ou tutores.

2. Pelas famílias que machucam as crianças ali inseridas com atos de maus tratos, violência ou negligência. Veja alguns números: Todo ano, ao redor do mundo, 275 milhões de crianças são vítimas de violência em suas próprias casas, lugares onde se espera que recebam proteção e afeição. Todo dia 39 mil garotas se tornam noivas-criança, geralmente casam-se com homens muito mais velhos. Pelo menos 225 mil mulheres e crianças do sudeste da Ásia são tiradas de suas famílias todo ano e vendidas para escravidão sexual.

3. Pelas crianças e adolescentes que perderam a convivência com suas famílias. Veja alguns números: 132 milhões de crianças ao redor do mundo constam nos registros como “orfãos”. Estudos demonstram que entre as crianças não tutoreadas ou adotadas, mais de 10% cometerão suicídio antes de terem dezoito anos. A cada 2,2 segundos um orfão “passa da idade” para as instituições de cuidado (completa 18 anos) sem ter família ou um lugar que possa chamar de lar. Estimativas sugerem que cerca de 50 milhões de crianças vivem nas ruas na América Latina. A maioria delas fugiu de casa ou foi abandonada pelos seus familiares. No Zimbábue, aproximadamente 15% das crianças com idade abaixo de 15 anos perderam o pai ou a mãe, ou ambos.

Para mais informações, visite o hotsite do Mutirão Mundial de Oração: www.maosdadas.org/mmo

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