Repúdio

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42 homens encapuzados e fortemente armados invadiram no dia 18 de novembro a comunidade indígena Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, localizado no município de Amambaí (MS), fronteira com o Paraguai. O alvo principal foi o cacique Nísio Gomes, de 59 anos, executado com tiros de armas calibre 12, informou a FUNAI em nota enviada à Agência France Presse.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), “o que acontece no local é um conflito de terra. Essa região sofreu uma colonização entre os anos 60 e 70, com a expansão dos latifúndios agrícolas. Os indígenas tiveram que sair, mas agora estas terras estão em processo de demarcação para reconhecer a área indígena”.

O CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) publicou uma carta de repúdio contra o ataque. No documento, o Conselho critica o “abandono e o descaso da administração governamental no que se refere ao projeto da colonização das fronteiras com o Paraguai”. Para o CONPLEI, os órgãos governamentais praticam “genocídio omissivo” e “barbárie dos brancos”.

Leia aqui a carta na íntegra.

Fonte: Editora Ultimato

2 respostas para Repúdio

  1. Jair Rodrigues Pires disse:

    Não é de hoje que vemos casos como esse, não só em nossa pátria, mas também na história de diversas nações. Já passou da hora da igreja brasileira, principalmente as comunidades entenderem que denunciar uma acão política corrupta, que visa apenas o melhor pra si em detrimento do próximo, é parte inerente de sua missão, que visa tudo e todos.

  2. Gerhard Fuchs disse:

    O Brasil ainda não enfrentou com sabedoria a questão indígena, historicamente tão ligada à disputa pela terra e por suas riquezas. Ainda nos falta a solução para este conflito que nasceu com o descobrimento.

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