Oficinas estimulam teoria e prática

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A tarde de sexta-feira (15) foi recheada de interessantes oficinas, onde os participantes puderam discutir e aprender diversas temáticas. Muitas dessas baseadas nos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Foram elas: Cuidando dos cuidadores: desenvolvendo habilidades de cuidar de si para cuidar do outro (Mirna Filadelfo), Socorro Emergencial em Situação de Desastres (Mário Maeda), Um Lugar Seguro para as Crianças (Luciana Falcão), Enfrentando a pobreza (Lilian Emerique), Em busca de uma educação básica de qualidade (Cida Mattar), Igualdade de Gêneros (Leides Barroso), Lutando pela vida das crianças e das gestantes (Neilza Costa), AIDS, Malária e outras doenças (Daniela Barros) Mobilizando igrejas para as questões socioambientais (Andrea Ramos e Raquel Arouca).

Confira o que aconteceu em algumas oficinas!

Cuidando de Quem Cuida
A psicóloga Mirna Filadelgo abordou algumas questões sobre estresse e a chamada síndrome de bournout. Foram destacadas então algumas fases do estresse: 1) alarme (algumas identificações como irritabilidade, hiper-sensibilidade, alterações do sono, mente ativa, etc), 2) luta (sintomas físicos como taquicardia, dores no estômago, etc), e 3) esgotamento (aparecem os verdadeiros colapsos, com a depressão, sensação de incapacidade, vontade de estar só, deixa o indivíduo vulnerável a enfermidades).

Além disso pode-se identificar causas externas e internas do estresse. Externas seriam barulho, velocidade, pressa, tensão. Causas interiores seria preocupação excessiva com auto-estima, perfeccionismo, o trabalho como fuga.

Quanto à síndrome de bournout, alguns sintomas são: desgaste ocupacional dos cuidadores, uma conseqüência marcante do estresse profissional, levando a exaustão emocional, desumanização, e redução de satisfação.

Uma forma então de administrar o estresse e prevenir o bournout seria reconhecer que podemos escolher como responder ao estresse.

O excesso de informações é uma das fontes do estresse. Foram discutidas na oficina maneiras de administrar esta questão, e acima de tudo aprender a reconhecer os agentes responsáveis, os sintomas. Nós fomos chamados para cuidar, mas também para sermos cuidados.

Doenças: Aids, Malária, Turberculose e Hanseníase
Daniela Barros, professora de enfermagem da Universidade de Brasília, falou sobre doenças infecciosas, política pública de saúde e os desafios da igreja. Ela começou perguntando quem usa o Sistema Único de Saúde (SUS) e alguns se surpreenderam ao saber que usam o SUS quando tomam remédios ou comem em restaurantes, pois o SUS é quem faz essa vigilância.

Daniela trouxe alguns dados sobre doenças como aids, malária, turberculose e hanseníase:

Aids: a mulher é mais vulnerável à doença, mas procura mais o sistema de saúde, logo o número de casos registrados é igual entre homens e mulheres.
Malária: O Pará, no Norte do Brasil, é o estado com o maior número de casos no Brasil, mais de 51 mil. O fator determinante para esse número é que o estado é também o vencedor em área desmatada anualmente, o que faz com que o homem ocupe o habitat do mosquito transmissor ao mesmo tempo que afasta seu predador.
Tuberculose: não há atendimento correto em vários lugares, a pessoa é tratada como se estivesse com pneumonia ou ainda nem tem alguma doença identificada.
Hanseníase: essa doença tem um forte valor social negativo e muitos dos que não têm informação são levados a viverem isoladamente.

O desafio que Daniela trouxe é que a informação que para nós é acessível, para comunidades em locais de difícil acesso, a informação não só é inacessível, como de difícil assimilação.

Segundo Daniela, é papel da Igreja atuar como multiplicadora da política de saúde enquanto promotora de prevenção e cuidado.

Sensibilização e mobilização das Igrejas para as questões socioambientais
Ministrada pelas representantes da Rocha Brasil Andrea Ramos e Raquel Arouca, a oficina abriu portas para uma discussão nova: como mobilizar as igrejas para as questões socioambientais?

Três sugestões de passos foram discutidos a fim de orientar os interessados para o assunto: o primeiro seria a sensibilização através de informações (base bíblica), o segundo a mobilização (informação/contexto) e o terceiro a criação e aplicação de um projeto.

Uma questão importante a se levantar na igreja é: o cuidado com a criação faz parte da nossa missão? O vídeo “O homem, a salvação e o meio ambiente” (com Ariovaldo Ramos, no 1º Fórum de Missão Integral: Ecologia e Sociedade) ajudou os participantes na reflexão e pode ser uma boa forma de sensibilizar a igreja.

O vídeo então levou à meditação sobre o Jardim do Éden, e sobre a importância de nos atentar como cristãos para o que Deus quer nos mostrar com o jardim, um modelo que Ele nos deu. E mesmo após a queda Deus já sabia do plano de restauração. A salvação é uma recuperação de tudo que foi perdido, uma retomada da criação original. Isso implica que aqueles que são salvos vão ter um relacionamento com Deus e desejar conhecer a vontade de Deus. Tudo que está fora desta vontade é disfuncional.

Nada mais normal de esperar que o povo de Deus pregue sobre a restauração, a volta ao jardim. Assim foi possível concluir que cristãos que se envolvem com o meio ambiente entenderam de fato a salvação, e a maior prova de que estamos sintonizados com Deus é quando servimos a ele.

Texto: Riziely Herrera
Foto: Alison Worrall

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