Insatisfação crônica

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Ricardo Barbosa fala sobre oração e ansiedade

O que é suficiente para nós? Qual o limite para alcançarmos contentamento? Há uma medida para alcançarmos plenitude e nos sentirmos satisfeitos com nossos amigos, nossos sonhos, nossos projetos e conosco mesmos? E o que fazemos quando os nossos planos não saem exatamente como queremos? Estamos dispostos a esperar? Essas foram as principais questões propostas na abertura do segundo dia do VI Encontro RENAS pelo pastor presbiteriano Ricardo Barbosa, que dirigiu a devocional.

Com base na passagem de Filipenses 4, Ricardo desafiou os participantes a deixar esse “estado crônico de ausência de plenitude”, denunciado no nosso cotidiano pelas constantes “crises” de ansiedade, para podermos desfrutar da sensação real de paz e contentamento trazidas pela entrega total a Cristo.

Ele destacou que mesmo para Paulo, autor da referida carta, esse resultado de tranqüilidade e contentamento ativo – expresso no versículo 7 – também foi um exercício: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (v. 12 e 13).

Para alcançá-lo, alguns passos foram necessários. O primeiro é a oração – não a nossa prática auto-centrada da oração, mas o modelo proposto por Jesus no Pai-Nosso, onde o foco é a implantação do Reino de Deus. De acordo com o ensino de Jesus, essa busca é um desafio de confiança, pois Jesus nos garante que, assim, “o resto nos será acrescentado”. Paulo aprendeu a colocar as suas ansiedades diante de Deus e a buscar descanso na entrega confiante e na gratidão constante. Por que ainda ignoramos esse modelo de oração?

O segundo é a prática da meditação. Ao ocuparmos o pensamento com aquilo que é eterno, não há outro sentimento senão a gratidão pela adoção como Filhos mediante o sacrifício de Cristo. O exercício proposto é para que nos envolvamos com o mundo real: aquele que Deus projetou, e não aquele que está retratado nos jornais, que se mostra claramente deturpado.

Paulo aprendeu a ter seu foco sob o presente, e não no passado – aquele estado em que carregamos marcas e cicatrizes do que já passou – ou no futuro – período sob o qual não temos qualquer controle, e só podemos exercitar a pré-ocupação. Deus tem nos suprido em tudo de que necessitamos para aquele momento. Temos tudo, exceto a consciência disso.

Texto: Pabline Felix

Uma resposta para Insatisfação crônica

  1. Gláucia Andrade disse:

    Gostei muito dessa reflexão. Meu Deus, como eu quero isso pra minha vida!

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