Países se unem contra desigualdades sociais e a favor do combate a pobreza

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A experiência uruguaia no enfrentamento das desigualdades sociais e no combate à pobreza ganhou destaque, nesta quinta-feira (2 de dezembro), na I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, em Brasília. A ministra do Desenvolvimento Social do Uruguai, Ana Marina Arismendi, lembrou as lutas históricas e mobilizações sociais do país e disse que “a ditadura não acabou com as concepções democráticas” que têm sido construídas ao longo do tempo.

Marina Arismendi afirmou que as sucessivas crises econômicas da América Latina afetaram milhões de famílias, inclusive no Uruguai. “Uma em cada três pessoas uruguaias vivia abaixo da linha de pobreza. Conquistas como as leis de proteção social foram construindo um sistema que serviu de base para o avanço e a resistência à estratégia liberal de acabar com tudo”, acrescentou.

A representante do governo uruguaio criticou a época em que as políticas socia is eram convertidas em políticas para pobres, em pequenos focos de atenção. Momentos em que mulheres e crianças não faziam parte do contingente de pessoas protegidas. “A construção de sistemas universais em seus imperativos democráticos e éticos vem, no Uruguai, desde as origens da pátria, conquistando instrumentos legais”, explicou a ministra.

Brasil – Na manhã deste segundo dia de conferência, coordenado pelo representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Renato de Paula, participaram também as professoras Sônia Fleury (Fundação Getulio Vargas) e Aldaíza Sposati (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e o senador Eduardo Suplicy. O senador leu carta do professor de economia Guy Standing, da Universidade de Bath, na Inglaterra, que não pôde vir ao Brasil. Para Guy Standing, programas sociais como o Bolsa Família reduzem a pobreza.

“Precisamos construir sistemas universais de proteção à vida contra as inseguranças que ameaçam as pessoas”, defendeu Sônia Fleury. Segundo ela, a existência de sujeitos políticos é fundamental como parte da construção política, capaz de criar mecanismos para enfrentar as desigualdades e a pobreza.
Ao falar sobre a política pública de assistência social, Aldaíza Sposati disse que, do ponto de vista da proteção social especial, nos casos em que as pessoas estão em risco, é importante que a família seja acompanhada de perto. “Na proteção básica, preventiva, a perspectiva é de laços mais coletivos e não tanto individuais”, explicou.

A I Conferência Mundial é organizada em conjunto pelos ministérios da Saúde, MDS, Previdência Social e Trabalho e Emprego, além da sociedade civil.


Fonte: www.mds.gov.br/saladeimprensa

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