RENAS participa da VII Conferência Nacional de Assistência Social

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Débora Fahur (representante da RENAS) e Patrick Reason ( membro da Rede Paranaense de Assistência Social – REPAS) participaram da Conferência Nacional de Assistência Social nos dias 30 de novembro a 3 de dezembro em Brasília (DF), com o tema: "Participação e Controle Social no Sistema Único de Assistência Social (SUAS)".

A conferência teve por objetivo avaliar e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do SUAS, na perspectiva da participação e do controle social.

A conferência foi precedida do processo de realização das conferências municipais, estaduais, com a participação da sociedade brasileira, incluindo getores, conselheiros, usuários, trabalhadores e entidades de assistência social. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas participaram de todo processo de preparação para a conferência municipal.

Professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), Carmelita Yazbek apresentou uma síntese dos relatórios produzidos nas conferências municipais e estaduais que aconteceram neste ano no Brasil. Como resultado, ela destacou os pontos fortes das mobilizações, assim como, as pendências registradas. “Estamos em movimento, mas esta é uma construção que caminha com avanços e retrocessos”, afirmou Carmelita.

Em termos de avanços, a professora citou o aumento do número de usuários nos encontros preparatórios à Conferência Nacional. “Registramos, pelos relatórios, muitos Estados com 100% de conferências municipais”, observou ela. Carmelita considera os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) como principal espaço onde os usuários podem exercer o seu papel e encontrar meios de consolidar direitos. “Os CRAS vê m emergindo como o ponto capaz de operacionalizar tudo que se deseja da Política de Assistência Social”, garantiu.

Débora Fahur relata abaixo sua percepção sobre a conferência:

“Louvei a Deus pela oportunidade de participar desta Conferência representando a RENAS.

Dos quase 1.500 participantes, 88 vagas foram reservadas para Delegados Nacionais e a RENAS recebeu o convite nesta categoria.

Foi uma oportunidade de atuar diretamente nas propostas de âmbito nacionais. Foi muito bom ver que propostas que haviam saído do meu grupo de discussão (composto de apenas 30 pessoas) foram incluídas nas propostas encaminhadas à plenária. Pelo menos duas ou três foram votadas em unanimidade.

Durante a conferência percebi um grande respeito pelo trabalho das entidades sociais evangélicas, considerando que fazem parte do cenário de lutas e conquistas dos mais pobres do nosso país.

Ficou evidente que a participação de entidades sociais religiosas sempre fez parte da história da assistência social no Brasil. Hoje, a RENAS conta com 1 conselheiro nacional no CNAS – Renato Saidel, representando entidades educacionais e de assistência social evangélica.

Observei também que o usuário das políticas de assistência e pessoas portadoras de deficiências, tiveram total liberdade de expressão.

Isto é um ganho para a reflexão das políticas nacionais e um alerta para que nossas entidades sociais, abram espaço em suas lideranças para ouvir a voz do usuário.”

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