Vivendo como Jesus

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Alguém imaginou uma conversa incrível que Jesus teve com o arcanjo Gabriel:

– E aí Jesus como rolou? Completou sua missão e salvou o mundo?

– Sim e não, respondeu Jesus e continuou: Fui modelo de vida piedosa por 30 anos, preguei para centenas de judeus, morri pelos pecados do mundo, prometi que aqueles que me aceitassem iriam viver para sempre, explodi de dentro do túmulo no terceiro dia para mostrar ao meu pequeno círculo de 120 discípulos que a minha vida e a minha história é a forma de Deus Pai agir no mundo. Daí deixei o Espírito Santo para eles terminarem a tarefa.

– Quer dizer que fez tudo isso e agora vai depender daqueles pescadores, prostitutas e outros para salvar o mundo? Mas… e se eles falharem, qual o plano B?

– Não tem plano B.

Ronald Sider em sua última plenária do IV Encontro RENAS, no sábado pela manhã, reafirmou que Jesus é Deus e sendo Deus escolheu usar seres humanos, e não anjos, para compartilhar a mensagem. Nas palavras dele Gabriel deve ter assistido muito assustado aquele pequeno grupinho de discípulos começando a tarefa. Eles não tinham dinheiro, nem experiência, mas amavam a Jesus de todo o coração e sabiam que ele era o Caminho, a Verdade e a Vida. E por causa desse amor, eles desafiaram mares e leões e, em três séculos, aquele pequeno grupo tinha conquistado o maior império da época. E Gabriel continuou a se surpreender. E com esse mesmo coração, em outros discípulos, o Evangelho veio para o ocidente e para o sul.

Mas, narra Ronald, alguma coisa mudou no decorrer da história e Gabriel teve novas preocupações, pois vez após vez milhões de pessoas em todas as partes do mundo se diziam cristãos, mas viviam como seus vizinhos seculares. Aqui ou acolá o arcanjo conseguia ver algum que vivia como os 120.

Ronald, contudo lembrou que a história nunca precisou de todos os que se dizem cristãos. “Uma fraçãozinha dos que usam o nome de Jesus poderia fazer uma grande diferença no mundo, mas será que haverá número suficiente de cristãos verdadeiros?”

Talvez você se pergunte o que é ser um cristão verdadeiro. Embora tenha um livro sobre o assunto, Ronald falou de alguns aspectos sobre o que é viver como Jesus:

Verdadeiros cristão abraçam a verdadeira santidade e amor de Deus. O caminho para o conhecimento de Deus é encontrado tanto na questão da santidade como da misericórdia de Deus.

O amor de Deus absorve o mal que fizemos para dentro do coração divino e aceita a punição que nós merecemos. A santidade avassaladora de Deus é tão grande quanto o seu superabundante amor. A igreja moderna quer aceitar só metade de Deus e substituir santidade por felicidade.

Verdadeiros cristãos sabem quem Jesus de fato é. Sabem que Deus é felicidade completa além de ser amor maravilhoso e lhe entregam cada fibra do seu corpo a ele. Os primeiros discípulos sabiam quem Jesus era, o amavam de todo o seu coração e foi por isso que eles surpreenderam seus vizinhos.

Cristãos verdadeiros cumprem os votos conjugais. Minha esposa é terapeuta familiar e eu aconselho casais, então não quero simplificar coisas complexas, esclarece o preletor. Mas com certeza não há pecado que não possa ser perdoado.

Nossa estabilidade familiar pode se tornar a maior ferramenta de evangelismo do mundo, mas será que um número razoável de cristãos está disposto a seguir Jesus em seus casamentos. Fazer diferente do mundo, de forma que o mundo veja e creia? “Se Deus me ajudar, eu quero colocar minha esposa, minha família, acima de qualquer recurso, de qualquer fama”.

Verdadeiros cristãos se preocupam com os pobres. Quando amamos Jesus, sabemos que Jesus ama as pessoas como um todo e que nós devemos fazer o mesmo.

Temos que reconhecer Jesus como o Senhor dos senhores e Rei dos reis, hoje. Cristãos verdadeiros sabem que Jesus Cristo é senhor da sala da diretoria assim como é do quarto, ele é Senhor do Congresso, assim como é da Igreja. Ele se importa em como você vota, assim como se importa em como você ora.

Depois dessa exposição, Ronald pergunta: o que aconteceria se ao menos 25% das pessoas que se dizem cristãs, seguissem a Jesus? Só Deus sabe, ele mesmo responde.

Com o tema “A igreja de Cristo promovendo a justiça”, a mensagem que o Encontro de Renas nos deixa é que temos que ser diferentes do resto do mundo, pois não tem como vivermos como Jesus e sermos iguais aos nossos vizinhos, nem tem como fazer diferença, sem ser um cristão verdadeiro.

O preletor termina com um desafio a ser pensado por todos os presentes no evento e por toda a Igreja:” tudo o que se precisa para renovar o evangelho é um pequeno número de cristão compromissados como aqueles 120 discípulos. Os genuínos cristãos ainda são uma minoria entre os que levam o seu nome, mas essa minoria tem um poder imenso porque eles olham todos os dias para Cristo e dizem: eu quero ser cada vez mais parecido com o senhor e quero fazer o que o senhor me der para fazer.”


Tábata Mori

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