Sider defende tanto o evangelismo quanto a ação social

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28/08/2009

“Evangelismo e ação social não são exatamente a mesma coisa, mas estão ligados e entrelaçados” — palavras de Ronald Sider em sua segunda preleção na manhã de sexta-feira no IV Encontro Nacional da RENAS, no Rio de Janeiro.

Sider é um veemente defensor das duas práticas tanto na igreja cristã quanto nas organizações sociais evangélicas. Para ele, as bases de fé do cristianismo devem ser entendidas da maneira holística, valorizando a alma, mas também o corpo do ser humano. “Se você lidar somente com metade do problema, você terá apenas metade da solução. Se somos corpo e alma, precisamos tanto de transformação interior quanto exterior”, disse.

Sider criticou também a posição dos cristãos liberais, assim como a dos cristãos conservadores. Segundo ele, os primeiros colocam a culpa apenas na estrutura social e ignoram a necessidade de falar para as pessoas sobre o perdão dos pecados; os últimos creem que a alma é boa, mas o corpo não, e que, por isso, a missão cristã se limita a resgatar urgentemente almas para o céu.

O escritor falou de cinco bases da fé cristã que devem ser compreendidas de maneira integral: pecado, evangelho, salvação, a pessoa de Jesus Cristo e a escatologia. Para ele, todas estas verdades são baseadas na mensagem de Jesus, que anuncia o reino de Deus para todas as áreas da vida. “Ao ser recebida no coração, essa mensagem leva as pessoas a viverem uma vida transformada que transforma o mundo”, afirmou Sider. Ele concluiu sua preleção com as seguintes palavras: “Se o pecado é só pessoal, se as pessoas são somente alma, se o importante é apenas o perdão dos pecados, se a salvação diz respeito só à relação pessoal com Jesus que não afeta o mundo, se o retorno de Jesus significa o desaparecimento da Terra, então devemos focar todo o nosso esforço no evangelismo. Temos que salvar o máximo possível de almas. Porém, se a Bíblia ensina que o pecado é social e pessoal, se somos corpo e alma, se somos criados para viver em harmonia com a criação, se o evangelho são as boas novas do reino que invade a história e transforma nossa relação com Deus e com o corpo de Cristo, a igreja não vai querer fugir do mundo, mas sim transformá-lo, sinalizando a transformação completa que Jesus Cristo vai trazer quando ele voltar”.


Lissânder Dias do Amaral

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