Boicotando as probabilidades

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Em setembro do ano passado tive o privilégio de participar da Consulta Teologia da Criança com vários outros irmãos de muitos cantos do Brasil e de diferentes áreas de atuação. [leia mais]

A palestra “Quanto vale uma criança”, uma série de estatísticas, feita por Eduardo Nunes da Visão Mundial, me sensibilizou tremendamente. Creio que este é um dos objetivos da exposição de diagnósticos sobre situações específicas. Mas há algo de fatalismo nas estatísticas. Por exemplo: “A chance de um brasileiro, entre os 20% mais pobres, de mãe com menos de 25 anos atingir o último ano do Ensino Superior (1,3/10.000) é menor do que as chances de um brasileiro morrer por conta de um raio (1,9/10.000)”.

Penso nos jovens de Nova Viçosa, um bairro na periferia de Viçosa, MG, cidade onde moro. O índice de adultos de Nova Viçosa que não terminou a quarta série é de 80%. Ao mesmo tempo temos em Viçosa o maior número de PhD’s por metro quadrado do país, uma universidade federal que recebe 1.250 alunos por ano e mais quatro faculdades particulares. (Viçosa, uma cidade sem indústrias, descobriu sua vocação para o ensino.) A probabilidade de um jovem de Nova Viçosa cursar a universidade é praticamente nula. Isto, nas condições normais.

É muito inspirador e encorajador tomar conhecimento de resultados que burlam as estatísticas. Contra todas as probabilidades, coisas maravilhosas acontecem! Este é o caso do Instituto Coração de Estudante, em Fortaleza, CE, que em 13 anos alcançou mais de seiscentos estudantes nas Escolas Populares Cooperativas (EPC’s) localizadas em dez comunidades de quatro municípios do Estado do Ceará; mais de noventa universitários matriculados em vinte diferentes cursos na UFC; sete já graduados. [leia mais]

RENAS nasceu com esta vocação: por meio da divulgação de boas práticas, reflexões bíblicas e levantamento de experiências históricas, RENAS quer encorajar igrejas, organizações e pessoas a não se intimidarem com as estatísticas, a boicotarem as probabilidades, a não se conformarem com as previsões.

Afinal o nosso Deus não respeita as probabilidades!


Klênia César Fassoni

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