Gritos de aflição

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O nosso gado dará suas crias. Não haverá gritos de aflição em nossas ruas. (Sl 144.14.)

Todo mundo grita em determinadas situações: a criança que está morrendo de fome; a moça que é agarrada por um bandido; a mulher em meio a dores de parto; Esaú após ser enganado pelo irmão gêmeo; Jó em meio ao seu sofrimento; a médium de En-Dor quando reconheceu que o seu cliente era o rei Saul; aquela mulher que se arrependeu de ter cozinhado e comido o próprio filho em meio ao desespero da fome; Jonas no ventre do peixe e no ventre da morte; Pedro quando começou a afundar no mar de Tiberíades; o cego Bartimeu para chamar a atenção de Jesus. São os gritos de aflição.

Numa linguagem extremamente otimista, o salmista lista uma grande quantidade de bênçãos decorrentes da intervenção de Deus: “nossos filhos serão como plantas viçosas”, “nossas filhas, como colunas esculpidas para ornar um palácio”, “nossos celeiros estarão cheios das mais variadas profissões”, “nossos rebanhos se multiplicarão aos milhares” e “nosso gado dará suas crias”. O último grande evento é: “Não haverá gritos de aflição em nossas ruas” (Sl 144.12-14).

O raciocínio do salmista está correto. Principalmente porque ele não condiciona esses eventos ao elemento humano, a um governo humano nem à evolução da sociedade humana, o que seria uma mera utopia. Tudo o que ele imaginou e pôs no papel decorre daquela oração que ele fez: “Estende, Senhor, os teus céus e desce” (Sl 144.5). Quando Jesus descer outra vez, em poder e muita glória, haverá novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Então, já não haverá gritos de aflição em nossas ruas!

Retirado do livro Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos, da Editora Ultimato.

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