Em favor dos outros

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Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você! (Sl 122.8.)

Faz parte da natureza humana cada um pensar em si mesmo e não nos outros. É preciso encher o estômago próprio e não o estômago alheio, é preciso construir a casa própria e não a casa alheia, é preciso prover a felicidade própria e não a felicidade alheia. Agir de modo diferente é nadar contra a correnteza. A regra geral é cuidar exclusivamente de si próprio. A exceção é cuidar dos outros.

Esse gelo em relação aos outros só pode ser quebrado pela conversão e pelo que precisa vir depois dela: a progressiva imitação de Cristo. Pois Ele, sendo rico, se fez pobre por amor de nós, para que por meio de sua pobreza nos tornássemos ricos (2 Co 8.9). Nos primórdios da igreja, “ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham” (At 4.32). O ensino dos apóstolos contrariava frontalmente a natureza egoísta: “Dediquem-se uns aos outros”; “Aceitem-se uns aos outros” (Rm 12.10; 15.7); “Sirvam uns aos outros” (Gl 5.13); “Consolem-se uns aos outros; “Edifiquem-se uns aos outros” (1 Ts 4.18; 5.11); “Amem sinceramente uns aos outros” (1 Pe 1.22).

Chama, pois, atenção o que o salmista afirma no terceiro dos quinze cânticos de romagem: “Em favor dos meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você! Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem” (Sl 122.8,9).

Retirado do livro Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos, da Editora Ultimato.

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