A oração dos desamparados

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[O Senhor] responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará. (Sl 102.17.)

O cuidado do Senhor pelos desamparados é muito grande, contínuo e coerente. Maria registrou isso no Magnificat: “[O poderoso] encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos” (Lc 1.53).

Não é que Deus não ame também os ricos, mas estes não estão na categoria dos desamparados. Eles têm o que comer, beber, vestir, casa para morar e muitas coisas supérfluas. Já os desamparados não têm nada disso e ainda sofrem discriminação por falta de aparência e de profissão.

Quanto às necessidades não-materiais, os dois grupos precisam igualmente de alegria, segurança emocional, arrependimento, perdão, conversas, esperança e vida eterna. Nesse sentido, os ricos são tão ou mais pobres do que os desamparados e os famintos.

Os bens que os ricos têm os tornam mais pobres do que os que nada têm, porque eles se iludem com o valor e a utilidade de suas posses e acreditam que não necessitam de coisa alguma (Ap 3.17).

O Senhor se preocupa de tal modo com os desamparados, entre os quais se encontram as viúvas, os órfãos e os estrangeiros, que formulou leis e benefícios para eles (Lv 19.9,10; Dt 24.19). E se essas leis não fossem observadas, os transgressores eram cobrados e punidos. Uma das razões da destruição de Sodoma é que os habitantes da região “eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupados; [e] não ajudavam os pobres e os necessitados” (Ez 16.49).

O salmista tem certeza de que o Senhor “responderá à oração dos desamparados [e] as suas súplicas não desprezará” (Sl 102.17). Para confirmar isso, pode-se citar a declaração de outro salmo, logo no início do saltério: “Os pobres nunca serão esquecidos, nem se frustrará a esperança dos necessitados” (Sl 9.18).

Retirado do livro Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos, da Editora Ultimato.

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