Diaconia carcerária

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1 – Introdução 

Na tradição histórica das práticas diaconais, a atenção dispensada a pessoas presas é citada como uma das sete obras da misericórdia1. A prática, que já era recomendada nos livros de sabedoria do antigo Egito e também conhecida pelos judeus piedosos antes de Cristo, é citada no texto de Mateus 25.31-46 como uma das ações pelas quais o “Filho do homem” irá reconhecer os “justos” no dia em que “se assentará no trono de sua glória” para julgar as nações. O Rei, que aqui se identifica com os seus “pequeninos irmãos”, assegura a vida eterna àqueles que lhe deram de comer quando esteve com fome, que lhe deram de beber quando teve sede, que o hospedaram quando era forasteiro, que o vestiram quando estava nu, que o visitaram quando estava doente e que foram vê-lo quando estava preso. As pessoas que não fizerem isso irão para o castigo eterno. Neste texto, só falta a sétima obra da misericórdia do Oriente antigo, que consistia em enterrar os mortos. 

Interessante é observar que, no versículo 44 de Mateus 25, aparece, no original grego, a palavra diakonein, resumindo todos os atos de misericórdia citados anteriormente como critérios para julgar os povos. João Almeida a traduziu por “assistir”2. A Bíblia de Jerusalém por “servir”. A palavra grega diakonein era usada principalmente no sentido de servir ou atender alguém à mesa, mas também indicava cuidar de alguém em outras situações. 

Um outro texto que mostra a preocupação de Deus com os presos é o de Lucas 4.18s. Jesus, numa sinagoga em Nazaré, lê a palavra de Isaías 61 e a usa para definir o seu ministério: 

O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. 

Quem eram os cativos e oprimidos que Jesus veio libertar? Existem textos no Novo Testamento que exemplificam o cumprimento desta missão de Jesus? Em conseqüência, qual seria a missão dos seguidores de Jesus junto aos presos? – É justo restringir a liberdade de alguém? – Encontramos algum respaldo nas leis do Antigo Testamento para o encarceramento? 

Clique aqui para ler este capítulo (do livro "Práticas Diaconais – subsídios bíblicos") na íntegra

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