OFICINA ENCONTRO RENAS (parte I)

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1. Agenda

– Parceria ou Aliança Estratégica?, ou Parceria para a Aliança estratégica?
– A Importância da Parceria para as organizações.
– Desenvolvimento de Alianças.
– Metodologia de Rede como proposta de construção de parcerias.
– Os 11 C´s para o desenvolvimento de Alianças e Parcerias.

1.1 Parceria

Reunião de pessoas ou organizações que a curto prazo promovem ações e projetos em conjunto.

– Projeto específico ou iniciativa conjunta.
– Soma de habilidades e talentos em benefício das partes envolvidas (troca compatível).
– Responsabilidades e limites sem a perda da autonomia.

1.2 Aliança Estratégica

Planejamento, a longo prazo, de atividades conjuntas, entre organizações que têm estratégias compatíveis e que intencionam compartilhar visões e resultados comuns que trarão benefícios para si e para a sociedade.

1.3 Parceria para a Aliança Estratégica?

Processo de desenvolvimento contínuo da aliança: de ações pontuais para planejamento a longo prazo e visando impactos e benefícios compartilhados. Austin (2000) "O Continuum da Colaboração:

Filantropia
Pouca integração. Um doa o outro recebe.

Transacional
A Empresa procura OSC para cuidar do seu projeto.

Integrativo
Estratégias compatíveis, definição conjunta de planos, troca de recursos e interação de pessoas, aprendizagem organizacional, compartilhamento de visões, fortalecimento de ambas instituições.

1.4 Parceria ou alianças

União de esforços + Conhecimentos + Recursos = Maior possibilidade de atuação e de resultados.

2. A Importância da Parceria para as organizações

2.1 Alguns Cenários

”Aprofundamento da exclusão de forma veloz supera as possibilidades de atendimento por parte do estado".

Lei 9790 das OSCIP’s normatiza procedimentos para qualificar Pessoas Jurídicas de Direito Privado sem fins lucrativos, que podem recorrer a fundos públicos e estabelecer parcerias com órgãos da administração pública.

Busca da estabilidade econômica, destaque em nível de América do Sul mas os indicadores sociais são negativos.

Existem ilhas de desenvolvimento X regiões assoladas pela pobreza e exclusão de toda forma.

Necessidade das empresas de expandir e concretizar a sua função social.

Mudança de paradigma de Filantropia empresarial para Ações planejadas e com gerenciamento da operação.

2.2 Trocas possíveis nas alianças

As empresas transferem práticas profissionais do mercado para as OSC e estas transferem maior flexibilidade das relações e metodologias de trabalho.

Compartilhamento de visão de responsabilidade social e complementariedade de competências para conjugar esforços e potencializar resultados.

3. Desenvolvimento de Alianças

"A Base para uma boa parceria está no equilíbrio das contrapartidas, na clareza de que os objetivos são de fato comuns, no compartilhamento de princípios e valores, na complementariedade das competências ou ações e na consciência de que além dos direitos uma atuação conjunta pressupõe deveres e obrigações."

3.1 Considerações para construir alianças (compatibilidades estratégicas)

– Que valor cada um está agregando a aliança?
– O que melhora para a minha organização?
– Que valor social pode ser gerado pela aliança ?
– Há equilíbrio de benefícios para ambos os lados ?
– Qual o nível de interação entre os líderes das organizações parceiras?
– Em que medida cada parceiro conhece bem a missão e os valores do outro?
– Os benefícios são maiores que custos e riscos ?
– A comunicação é aberta, franca e construtiva ?
– A parceria é divulgada adequadamente ?
– Que pontos se identificam como equilíbrio e quais como desequilíbrio?
– Estão sendo feitas avaliações do impacto do projeto e da parceria?
– Foram estabelecidas por escrito as responsabilidades de cada um?
– Os envolvidos no projeto se conhecem bem?

3.2 Clareza dos propósitos

– Porque a parceria será importante para o projeto ou ação?
– Que recursos e valores novos o parceiro poderá agregar?
– Que tipo de recursos poderei agregar ao parceiro?
– Os valor da parceria é semelhante para ambos?

3.3 Alianças frustradas por ausência de objetivos comuns

– Sobreposição de recursos.
– Subaproveitamento das competências.
– Conflitos operacionais de toda ordem.
– Dilema sobre méritos de liderança do processo.
– Divergência sobre visão de futuro e sobre resultados esperados.
– Má comunicação.

3.4 Algumas condições para atrair aliados

– Credibilidade institucional.
– Planejamento estratégico de gestão e atividades.
– Idoneidade e seriedade pública.
– Profissionalismo nos trabalhos.
– Compromisso com apresentação da prestação de contas.
– Projeto bem elaborado.
– Demonstração do impacto.

3.5 Fazer auto-avaliação também ajuda

– O que faço e quanto custa?
– Qual a real experiência acumulada?
– Com que recurso humano conto e qual a competência técnica
– Qual minha visão de mundo, o que quero transformar?
– Qual o paradigma cultural da minha organização? (flexível ou conservadora?), preparada para mudanças?

4. Metodologia de Rede como proposta de construção de parcerias

Para Lester Salomon, "além das alianças com o estado e o mercado as organizações deverão trabalhar com visões comuns os graves problemas sociais ”… (que sugerimos em rede), e propõe:

– Pleitear incentivos fiscais para organizações contribuintes.
– Divulgar a capacidade do terceiro setor de defender causas sociais.
– Buscar a capacidade de mobilização conjunta.

4.1 Conceito Rede Social

Sistema capaz de reunir pessoas e organizações de forma igualitária e democrática, a fim de construir novos compromissos em torno de interesses comuns e de fortalecer os atores sociais na defesa de suas causas, na implementação de seus projetos e na promoção de suas comunidades.

4.2 Finalidade da Rede

– Propiciar uma atuação coordenada dos seus integrantes nos assuntos de interesses comuns.
– Facilitar o intercâmbio de informações, conhecimentos e experiências para o melhor aproveitamento econômico dos seus recursos.
– Realizar ou executar pesquisas, estudos, obras ou programas sociais no âmbito das suas causas.

4.3 Função da Rede

– Companhia social
– Apoio emocional e solidariedade
– Compartilhamento de valores
– Regulação social
– Ajuda material ou de serviço
– O acesso a novos contatos
– Força política

4.5 O que sustenta a rede?

– Proposta unificadora.
– Realizar um sonho… somente possível de forma coletiva.
– Gerar e manter relações de confiança.

5. A seleção dos 11 C’s para o Desenvolvimento de Alianças

1. Conexão entre indivíduos (superar dificuldade de pesquisa para conhecimento mútuo, desenvolver competências para a articulação e negociação).
2. Clareza de propósito (compreender o momento de cada um, o que se quer de verdade).
3. Congruência de objetivos (condição sinequanon).
4. Criação de valor (o que a aliança agrega a cada um mantendo a coerência com as políticas organizacionais).
5. Compatibilidade estratégica (abertura para propósitos, missão, objetivos, valores, visão).
6. Compromisso (Administrar o relacionamento – gestão eficaz, atenção ao processo, solidificar confiança, comunicação eficaz, responsabilidade pelos desempenho e resultados).
7. Comunicação (interna e externa com compartilhamento de boas e más notícias).
8. Contínuo aprendizado (a troca e o aprendizado é o grande valor da aliança).
9. Colaboração (como estado de espírito).
10. Coerência de princípios e valores.
11. Capacidade de atuar em equipe (pelo bem comum).

Fontes
Austin, James E.. PARCERIAS – Fundamento e Benefícios para o Terceiro Setor. São Paulo – Ed. Futura 2001.
Fisher, Rosa Maria. O DESAFIO DA COLABORAÇÃO. Práticas de Responsabilidade Social entre Empresas e Terceiro Setor. São Paulo – Editora Gente 2002.
Noleto, Marlova Jovchelovitch. Parcerias e Alianças Estratégicas: Uma Abordagem Prática. São Paulo – Global 2000.
Goys, Neusa Maria. Seminário internacional "Perspectivas para o terceiro Setor" Palestra – Terceiro Setor o Desafio das Parcerias. Campos do Jordão, setembro 2002.


"O fundamental para realizar Aliança Estratégica é saber da Arte da Negociação… mas não será possível falar dela porque… acabou… também não me preparei para isto….
mas, se fizermos uma aliança, então… ISTO É APENAS O INÍCIO."

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