Objetivos do Milênio – Parte VI

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Além do HIV/Aids, neste resumo são consignados apenas indicadores referentes a malária e tuberculose.

Estima-se que em 2004 havia 2,4 milhões de pessoas com HIV/Aids na América Latina e no Caribe. Entre 2002 e 2004, esse número aumentou com a incorporação de 200 mil pessoas infectadas. O Caribe apresenta a taxa de prevalência mais alta entre adultos, depois da África subsaariana. O Haiti tem a prevalência mais alta da região (5,6%) e há quatro países com taxas superiores a 2% (Trinidad e Tobago, Bahamas, Guiana e Belize). Os efeitos na expectativa de vida nestes países já começam a se fazer sentir. O Brasil, em virtude de sua grande população, registra cerca de 28% do total dos casos de HIV/Aids da região, não obstante a prevalência do HIV/Aids no país ser de 0,7%.

Embora o contágio em virtude do uso de drogas intravenosas continue alto no Brasil, Uruguai e Argentina, a principal causa de transmissão na América Central e no Caribe são as relações sexuais entre homens. Todavia, aprecia-se uma mudança do padrão de contágio da doença, que afeta cada vez mais as mulheres, o que se traduz em aumento da proporção do total das pessoas infectadas e, conseqüentemente, em incremento da transmissão perinatal. Além disso, a epidemia afeta cada vez mais a população jovem e adolescente.

Há provas claras de que se conseguiu no Brasil estabilizar a epidemia nos últimos seis anos. As razões fundamentais deste resultado seriam a participação de toda a sociedade em um programa proativo e agressivo, baseado numa estratégia que inclui a prevenção (estratégias e campanhas sobre fatores de risco), o tratamento (universal e gratuito) e uma campanha de defesa dos direitos humanos das pessoas infectadas. Com relação ao tratamento, um dos avanços mais importantes foi a diminuição do preço dos medicamento anti-retrovirais entre 40% e 60%, graças à negociação entre o país e as empresas farmacêuticas.

No que respeita à malária, dos 35 países e territórios que são membros da OPAS/OMS, 21 informam que dentro de seu território há zonas em que há transmissão ativa da doença. Os países que notificaram o maior número absoluto de casos de malária foram o Brasil e os da sub-região andina (mais de 80% dos 715 mil casos registrados em 2003, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde), embora o maior risco de transmissão ocorra na sub-região que abrange a Guiana Francesa, a Guiana e o Suriname. Ainda que muitas tentativas tenham sido feitas no sentido de diminuir os efeitos da malária por meio de medicamentos, a produção destes é cara e o parasita causador da doença desenvolve rapidamente resistência a eles.

Por outro lado, estima-se que em 2002 ocorreram, na América Latina e no Caribe, 370 mil novos casos de tuberculose, 200 mil dos quais contagiosos; calcula-se que mais de 150 pessoas morreram diariamente em virtude deste mal.

Outras doenças infecciosas, entre as quais se incluem as gastrintestinais e as pulmonares, continuam provocando danos à saúde, sobretudo das crianças. Embora não tenham sido consideradas nos objetivos de desenvolvimento do Milênio (ODM), essas patologias devem ser enfrentadas com medidas multissetoriais compreendendo atividades de educação, meios de prevenção, centros e equipes de saúde bem preparadas para seu atendimento, expansão dos serviços básicos de água e saneamento e melhoria da qualidade do ar tanto ambiental como no interior das casas.

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